terça-feira, Maio 20, 2014

sessão especial adiada

Por motivos de calendário de exames, agora antecipado na FDUP, a sessão dupla publicitada para o dia de hoje, 20 de Maio, na Agenda de Cinema Independente no Porto terá de ser adiada para momento mais propício. Assim, será esta a sessão de abertura do próximo ano lectivo, em Setembro de 2014. Agradecemos a vossa compreensão.   

segunda-feira, Maio 12, 2014

13 de Maio: BERBERIAN SOUND STUDIO (2012), de Peter Strickland


Amanhã, dia 13 de Maio, o Cineclube FDUP estreia-se no Cinema de Terror com Berberian Sound Studio (2012), de Peter Strickland. O filme será exibido pelas 18h15, na sala 0.01 da FDUP (Faculdade de Direito da UP).

"Berberian Sound Studio has something of early Lynch and Polanski, and the nasty, secretive studio is a little like the tortured Mark Lewis's screening room in Powell's Peeping Tom, but that gives no real idea of how boldly individual this film is. In fact, it takes more inspiration from the world of electronic and synth creations and the heyday of the BBC Radiophonic Workshop, and it is close in spirit to Kafka's The Castle or to the Gothic literary tradition of Bram Stoker and Ann Radcliffe: a world of English innocents abroad in a sensual, mysterious landscape."

A crítica de Peter Bradshaw pode ser lida na íntegra aqui.

quarta-feira, Maio 07, 2014

indielisboa '14: "Double Play: James Benning and Richard Linklater"

Gabe Klinger, crítico de cinema, transporta-se para o outro lado e apresenta-nos um documentário qual retrato de dois cineastas norte-americanos de obras e percursos que em pouco,  em mesmo muito pouco convergem. James Benning e Richard Linklater surgem perante a câmara e aos olhos de Klinger em conversa sobre as suas incongéneres perspectivas sobre o cinema e, bem assim, sobre a vida. No fundo, diferentes estilos de cinema, diferentes estilos de vida, ou vice-versa. Um único (e forte!) elemento os une: o basebol.
 
Construído a partir de conversas filmadas entre ambos os realizadores num único fim-de-semana no Texas e imagens de arquivo que se propõe a explorar e examinar o cinema de ambos e de cada um, revisita-se em Double Play o cinema destes dois homens; os lugares, em acto de saudosismo salubérrimo, onde outrora decorreram as acções dos seus filmes como fundo de uma conversa entre dois amigos que, queríamos nós, não conhecesse um fim tão imediato, pelo menos aos nossos olhos, os dos espectadores.
 
Falamos aqui de Linklater, realizador da trilogia BEFORE, dono de uma mansão - onde pode praticar as tacadas de basebol que quiser -, com uma vida desafogada, em contraponto com James Benning, realizador de cinema independente e muitas vezes experimental, que vive numa pequena casa isolada no bosque, e para quem a paisagem no cinema cumpre uma função muito própria: a do tempo. E será este elemento, o tempo, que se afirmará como algo de comum entre o cinema dos dois cineastas, ainda que abordado, como não poderia deixar de ser, de formas diversas por cada um, em cada um. Para Benning a abordagem ao tempo afirma-se através de longos planos, planos infinitos (veja-se o close-up da água da torrente numa sequência sem fim no remake de Benning do Easy Rider) em cada filme, aquilo que Klinger denomina de duração na tela. Se assim o é para Benning, não o será tanto para Linklater, onde o tempo surge entre filmes, nos personagens que se repetem, mas que mudam, crescem, envelhecem, vivem e assumem diferentes perspectivas sobre a própria vida de filme para filme. Esta dupla relação com o tempo inspiraria Klinger para afirmar que o cinema pode fazer o tempo ser explícito ou invisível ou ambíguo; nas nossas vidas, contudo, o tempo move-se apenas num sentido e, bem assim, filmar um documentário que, nas suas palavras, se dedica à compreensão das marcas do tempo, da duração, não apenas nas (suas respectivas) obras cinematográficas, mas também na sua amizade e nas suas vidas.
 
Para Klinger, a distinção entre ambos os realizadores antitéticos existe, claro está, e existe até para ser filmada, mas não queiramos ir mais longe do que isto, não esperemos encontrar aqui uma análise ou tão-pouco um questionar sobre qual o cinema que vale mais, qual o melhor, qual o mais importante. No óptica de Klinger, tudo é cinema, inclusive a própria vida. Encontramos, contudo, uma clara reflexão sobre o cinema em si, vinda das mãos daquele que passou de crítico a realizador. Uma antítese? Uma transformação? Uma mudança de rumo na sua carreira? Não, antes uma continuação e extensão do seu papel de crítico, que insiste, agora através da lente, a pensar o cinema. Considera-se, afinal, um filho da nova vaga francesa, onde o cinema deixou de ser puro no sentido de deixar de ser apenas cinema, para passar a ser necessariamente uma reflexão sobre o cinema no próprio cinema, ideia que Double Play não permite desmentir e, acrescenta-se, fá-lo de forma exímia.
 
Double Play: James Benning and Richard Linklater, 2013, de Gabe Klinger.

Agenda do Cinema Independente no Porto

A Câmara Municipal do Porto lança agora uma agenda onde constam as sessões mensais de cinema independente na cidade do Porto. As do Cineclube FDUP inclusive. A versão online pode ser consultada aqui e a apresentação oficial da agenda será amanhã, dia 8 de Maio, pela 15h, no Teatro Rivoli. Haverão, pois, cada vez menos razões para o desconhecimento da existência destas salas, nesta cidade que, como se lê no texto da agenda e que abaixo reproduzo, que se recusa a não ter cinema.


Uma agenda é, fundamentalmente, um sistema de arrumação cronológica de eventos. A agenda que agora dedicamos à exibição de cinema fora dos espaços comerciais cumpre essa função ortodoxa mas também a de se tornar num mecanismo de visibilidade de projetos e, desejavelmente, de estímulo de públicos para as suas atividades – no sentido da sua circulação mas também criação.
A diversidade (numérica e programática) das sessões incluídas neste número inaugural da Agenda do Cinema Independente atesta a pertinência desta cartografia de oportunidades para ver cinema na cidade que, a partir de maio, levamos a cabo em colaboração com inúmeros agentes.
Tentando, com este gesto, tornar mais percetível o cinema que podemos ver, acabamos por evidenciar também as diferentes tipologias de exibição e programação. O resultado, não sendo porventura surpreendente, não deixa de ser extraordinário: o Porto é uma cidade com uma oferta fulgurante e polimórfica na área do cinema, por responsabilidade de estruturas, mais ou menos formais, cuja dedicação à cidade e à sétima arte é notável.
O Porto é uma cidade que se pauta por um forte espírito de inovação e no cinema – pensando na realização, produção e nas experiências de exibição – sempre foi pioneira; mas é também uma cidade de resistências e independências. A forma de exibir cinema não escapa a essa regra, reinventando-se de forma resiliente, de mãos dadas com novos modelos de cinefilia. (...)

quinta-feira, Abril 24, 2014

Festa!

 
 
Começa hoje, dia 24 de Abril, a 7ª edição do 8 ½ FESTA DO CINEMA ITALIANO, na Casa das Artes. Para toda a informação, a página oficial do festival.

segunda-feira, Abril 21, 2014

22 de Abril: À FLOR DO MAR (1986), de João César Monteiro



Amanhã, dia 22 de Abril, o Cineclube FDUP regressa ao cinema português com À Flor do Mar (1986), de João César Monteiro. O filme será exibido pelas 18h15, na sala 0.01 da FDUP (Faculdade de Direito da UP).
 
 
"À Flor do Mar perpassa a luz da perfeição e da “absoluta consonância” que seria a luz de Piero, como perpassam, os vários Roberts ou Robertos onde não podemos voltar (Jordan, Rossellini ou Browning), mas tudo isso ou todos esses são ideias sem materialização possível. A luz de Piero está para este filme como a música de Bach que nele se ouve. É um apelo, não é uma descrição. Os humanos são demasiado indiscretos para elas. E a consonância parece só existir nas naturezas mortas (donde, a importância delas e do tema da comida neste filme) ou então (outra sequência capital) noutro décor, quando Laura está na boite, entre encarnados."
 
 
O texto é de João Bénard da Costa e pode ser lido aqui.

domingo, Abril 06, 2014

8 de Abril: A PRINCESA MONONOKE, de Miyazaki



Esta terça-feira, dia 8 de Abril, o Cineclube FDUP regressa ao registo do cinema de animação com o filme A Princesa Mononoke (Mononoke-hime), 1997, de Hayao Miyazaki, Japão. A exibição do filme decorrerá, como todas as sessões regulares, na sala 0.01 da FDUP, pelas 18h15.
 
 
"I go to the movies for many reasons. Here is one of them. I want to see wondrous sights not available in the real world, in stories where myth and dreams are set free to play. Animation opens that possibility, because it is freed from gravity and the chains of the possible. Realistic films show the physical world; animation shows its essence.
(...)
The drama is underlaid with Miyazaki's deep humanism, which avoids easy moral simplifications. There is a remarkable scene where San and Ashitaka, who have fallen in love, agree that neither can really lead the life of the other, and so they must grant each other freedom, and only meet occasionally. You won't find many Hollywood love stories (animated or otherwise) so philosophical. "Princess Mononoke" is a great achievement and a wonderful experience, and one of the best films of the year."
 
A crítica, de Roger Ebert, ali.


terça-feira, Abril 01, 2014

Em Abril, no Passos Manuel

 
 
A milímetro regressa, em Abril, ao Passos Manuel, com Todas as Famílias. Para mais info., aqui.



domingo, Março 23, 2014

25 de Março: THE BIG SLEEP (1946), de Howard Hawks

 
 
Terça-feira, dia 25 de Março, o Cineclube FDUP apresenta THE BIG SLEEP (À BEIRA DO ABISMO), 1946, de Howard Hawks. A sessão decorrerá na sala 0.01, pelas 18h15, na FDUP, com entrada gratuita, como sempre.
 
Contamos com a tua presença!
 
 
Bogart is Philip Marlowe, a private detective called in by an ageing sensualist when his pretty, tearaway daughter is being blackmailed. Yet Marlowe is enamoured of her sister: a cool customer played, of course, by Lauren Bacall. The movie's disturbing labyrinthine story of murder and betrayal now looks like a fable by David Lynch: and the witty, charged dialogue between the leads shows that no screen couple, before or since, had as much chemistry as Bogart and Bacall.

O texto completo, aqui.

terça-feira, Março 11, 2014

Cancelamento da Sessão

Por motivos legais a Midas Filmes, distribuidora do filme O Espírito da Colmeia em Portugal, não permite ao Cineclube FDUP a sua exibição, ainda que no âmbito do cineclubismo universitário (não comercial, com função meramente educativa, destinado ao público jovem universitário). Assim sendo, vimo-nos forçados a cancelar a sessão. Pedimos também desculpa pelo cancelamento tardio, mas também só agora nos terá sido transmitida esta informação.

segunda-feira, Março 10, 2014

Novo Colaborador Precisa-se

 


És estudante da FDUP? Interessas-te por Cinema e gostarias de saber mais? Estás interessado em integrar o Cineclube FDUP?
 
Se estás interessado, aparece na próxima sessão do Cineclube, dia 11 de Março, pelas 18h15, na sala 0.01, ou envia-nos email para cineclubefdup@gmail.com
 

11 de Março: O ESPÍRITO DA COLMEIA (1973), de Víctor Erice


É já amanhã (Terça-feira, 11 de Março), o regresso do Cineclube FDUP, com o filme O Espírito da Colmeia (1973), de Víctor Erice. A sessão tem início às 18h15, na sala 0.01, na FDUP. A entrada é gratuita.




Autor fundamental do cinema contemporâneo, (...) o espanhol Víctor Erice é um extraordinário e raro cineasta. O seu trabalho, iniciado nos anos sessenta, composto por três longas-metragens realizadas entre 1973 e 1992 (O ESPÍRITO DA COLMEIA, O SUL, O SOL DO MARMELEIRO), e nesse sentido esparso, tem a marca de um extremo rigor, a centralidade do tempo, a primazia da luz, a noção da materialidade do próprio processo cinematográfico. (...)
A primeira longa-metragem de Víctor Erice é um dos melhores filmes espanhóis de sempre, construído à volta do mito de Frankenstein, recriado no espírito de uma criança depois de ver o filme de James Whale num cinema ambulante. O ESPÍRITO DA COLMEIA desenvolve- -se na atmosfera deprimente e opressiva da província espanhola nos anos que se seguiram ao fim da Guerra Civil e ao mesmo tempo num clima algo irreal.
 
Texto retirado da Cinemateca, ali.

sábado, Março 08, 2014

Programação Cineclube FDUP 2º semestre 2013/2014

 

O Cineclube FDUP regressa este semestre com uma programação fértil e diversificada que, como não poderia deixar de ser, não fosse esse o seu mote original, tem como principal preocupação a sensibilização para as diferentes estéticas e filmografias da história do cinema, viajando por diversas épocas, correntes e geografias.  Ao público caberá pois assistir e, acreditamos, partir daqui para outros mundos, desenvolvendo os seus próprios interesses, opiniões e gostos.
 
Em jeito de novidade que, embora não sejam estreia no Cineclube FDUP, não são, ainda assim, um habitué, para este semestre, o Cineclube FDUP aposta na animação com Miyazaki e no cinema português, com João César Monteiro. Formato novíssimo (e para os mais corajosos) será mesmo o horror, pela mão de Peter Strickland.

As sessões manter-se-ão quinzenais e às terças-feiras, na sala 0.01, pelas 18:15h. A entrada permanece gratuita e universal.

Contamos com a tua presença!


CARTAZ:
 
11 de Março
O Espírito da Colmeia (1973), de Víctor Erice, Espanha

25 de Março
À Beira do Abismo (1946), de Howard Hawks, E.U.A.


8 de Abril
A Princesa Mononoke (1997), de Hayao Miyazaki, Japão


22 de Abril
À Flor do Mar (1986), de João César Monteiro, Portugal


13 de Maio
Berberian Sound Studio (2012) de Peter Strickland, Reino Unido

segunda-feira, Fevereiro 10, 2014

Mónica e o Desejo

 
 
Bergman, por Irving Penn.
 
 
Começa hoje a contagem decrescente para o Ciclo Ingmar Bergman no Teatro Campo Alegre. Entre 20 de Fevereiro e 2 de Abril serão ali exibidos 17 filmes do realizador, vários deles na sua versão restaurada. A abrir encontramos Mónica e o Desejo (1953), filme a partir  do qual Harriet Andersson se vem a tornar um símbolo (e um dos belos!) do cinema e que se nos surge a abrir o ciclo por ser, também ele, a obra que mais marcaria o princípio do cinema de Bergman. Tudo isto, bem como o todos os detalhes relativos à programação do ciclo, ali.
 
 
 
Mónica e o Desejo (1953), de Ingmar Bergman.




terça-feira, Dezembro 03, 2013

É hoje e é imperdível!

 
Hoje, Terça-feira dia 3 de Dezembro, pelas 18:15h, na sala 1.01 da FDUP, o Cineclube FDUP apresenta o filme Umberto D. (1952), de Vittorio De Sica. A coroar a nossa programação deste semestre, uma das obras-primas do neorealismo italiano e um clássico do cinema de todos os tempos. Não percas!  
 
 
design: Daniel Mudrák.
 

segunda-feira, Novembro 18, 2013

19 de Novembro na FDUP: "A Caixa de Pandora" (1929), de G.W.PABST

 
O Cineclube FDUP apresenta esta terça-feira, dia 19 de Novembro, pelas 18:15h, na FDUP (sala 1.01) o filme "A Caixa de Pandora" (1929), de G.W.Pabst.

 


 
"(...)Pabst made sure that Brooks was pre-eminently Wedekind's idea of Lulu - a beautiful
innocent who passively accepts her sexuality and causes the weak men who adore her to self-destruct. She is the prostitute as scapegoat, tragic but with no sense of sin, who is eventually killed by Jack the Ripper. Pabst realised that, as well as being a beautiful woman, Brooks - as an ex-dancer - was an actress who could move across the screen in a way which expressed feelings as much others do with their faces. He gave her dresses which symbolised her character and condition - spotless white satin when she kills her husband and worn and dirty garments when she picks up the Ripper on the foggy London street."
Retirado daqui.

domingo, Novembro 10, 2013

O Sabor Do Cinema: momento XXIV

 
O ciclo O Sabor Do Cinema regressa à Fundação Serralves, no Porto. A entrada é gratuita e a primeira sessão já lá vai!



"Dizem que voa e abre todas as portas. Que cala a verdade mas fala todas as línguas. Que é o nervo da guerra embora não conheça dono. Que não tem cheiro e não faz a felicidade. Neste seu MOMENTO XXIV – crise oblige... – o Sabor do Cinema vai finalmente centrar-se sobre a esfera do dinheiro que incessantemente se cruza com a da arte, dita sétima e industrial, ao longo da história. Entre as mil e uma maneiras de escapar, no quotidiano, à ditadura da pasta (delicioso BARRES de Luc Moullet) e a epopeia da ganância na pátria do capital (genial GREED de Eric von Stroheim). Entre o fascínio erótico do «vil metal» (tumultuoso RIO DO OURO de Paulo Rocha) e o reconhecimento do reino da imoralidade que o poder do graveto impõe (L’ARGENT de Bresson, com todo o rigor a que o seu autor nos habituou). Entre o engenho lúcido e louco que a pelintrice engendra (os semi-auto-biográficos SAPATOS DE DEFUNTO e o alter-self-portrait-em-cena de AS RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, ambos assinados por João César Monteiro) e o jogo de máscaras que a aura do guito implacavelmente encena (THE IDLE CLASS do corrosivo Charles Chaplin)."
 
 
 
Para mais info. espreita aqui.

sábado, Novembro 09, 2013

Vencedores do Passatempo 'O Cineclube FDUP leva-te ao Lisbon & Estoril Film Festival '13'


E assim terminámos o passatempo que dará a cada um dos vencedores um bilhete duplo para uma sessão dos filmes em competição na edição deste ano do LEFFEST. As sessões respectivas a cada um estão indicadas juntamente com o nome e, note-se, os bilhetes devem ser levantados com, pelo menos, uma hora de antecedência, mediante apresentação do cartão de cidadão.
Bom Festival a todos!
 
Marta Neves Madureira Rolo: "Sieniawka", de Marcin Malaszczack Estoril, dia 11 de Novembro pelas 15h.
Manuel Guilherme Andrade da Silva: "Vic + Flo ont vu un ours", de Denis Coté, dia 13 de Novembro, pelas 15h.
Paulo André Matos Lima: Fish & Catde Sharam Mokri, dia 16 de Novembro, pelas 15h.
Paulo Jorge Rijo Saraiva: "Short-Term 12", de Destin Cretton, em Lisboa, dia 15 de Novembro, pelas 14:30h.
Mário Filipe Carvalho Gajo Faria: "When Evening Falls on Bucharest or Metabolism", de Corneliu Porumboiu, dia 12 de Novembro, pelas 17h.
Adriana Torres Pinto de Azevedo: "A Batalha de Solferino", de Justine Triet, dia 14 de Novembro, pelas 15h.
 

segunda-feira, Novembro 04, 2013

Terça, 5 de Novembro: Vai, Vai Virgem Pela Segunda Vez, de Wakamatsu (1969)

 
O Cineclube FDUP prossegue com a sua programação regular esta terça-feira, dia 5 de Novembro, pelas 18:15h. Contrariamente ao que consta do nosso cartaz geral, onde se diz que o filme a ser apresentado será o Taipei Story, de Edward Yang, por motivos logísticos não nos será possível apresentar o filme. Assim, optamos por substituí-lo por Vai, Vai Virgem Pela Segunda Vez, de Kôji Wakamatsu (1969, Japão).
O filme será apresentado na sala 0.01 da FDUP. Contamos contigo!
 
design do cartaz: Daniel Mudrák
 
 
"Vai, Vai Virgem pela Segunda Vez conta este suicidário boy meets girl num estilizadíssimo preto-e-branco muitas vezes interrompido pela cor (mais notavelmente, um azul sublime) que põe a nu a carne e o massacre. A cor em Wakamatsu sinaliza amiúde o trauma e o trauma é frequentemente sinalizado pelo sexo. Ele e ela tornam-se cúmplices mais que amigos, porque, como vamos percebendo, nenhum dos dois acredita na amizade, tal como nenhum dos três – e já estou aqui a incluir o realizador, Kôji Wakamatsu – acredita verdadeiramente no amor. É preciso dar um salto, “sair do filme”, para que uma relação – mais que uma cinzenta cumplicidade – se possa gerar entre os dois. A vingança acontece sem sentimento de vingança, porque isso – o “sentimento” – implicava esperança em qualquer coisa, pelo que Vai, Vai Virgem… também não é uma obra sobre um crime e o seu payback moral. Quer dizer, usando aqui uma terminologia barthesiana, dir-se-ia que o seu studium talvez se reduza a isso, mas o seu punctum reside por inteiro no último plano em que ela e ele estão juntos, estendidos na estrada, apenas separados por um traço contínuo que, numa linguagem de descodificação simbólica, diríamos que representa o tempo, “aquilo ” que o casal – e a sua “força revolucionária” terá sido essa – conseguiu romper além-vida."
 
excerto do texto de Luís Mendonça em À Pala de Walsh.

quinta-feira, Outubro 31, 2013

Passatempo "Cineclube FDUP leva-te ao LEFFEST'13"

 
O Cineclube FDUP associa-se ao Lisbon and Estoril Film Festival' 13 (LEFFEST), tendo 6 bilhetes duplos para oferecer.
Aos primeiros seis a responderem à pergunta "Quais os realizadores a serem homenageados nesta edição de 2013 do LEFFEST?" será atribuído um bilhete duplo para o Festival. Viaja pelo site do festival para descobrires a resposta!
A resposta deverá ser enviada para o email do Cineclube FDUP (cineclubefdup@gmail.com) até ao dia 9 de Novembro, acompanhada do nome completo e número de cartão de cidadão. Será atribuído somente um bilhete duplo por participante.


Estes bilhetes destinam-se às seguintes sessões:

 1 bilhete duplo para "Sieniawka", de Marcin Malaszczack, no Estoril, dia 11 de Novembro pelas 15h.
1 bilhete duplo para "When Evening Falls on Bucharest or Metabolism", de Corneliu Porumboiu, no Estoril, dia 12 de Novembro, pelas 17h.
1 bilhete duplo para "Vic + Flo ont vu un ours", de Denis Coté, no Estoril, dia 13 de Novembro, pelas 15h.
1 bilhete duplo para "A Batalha de Solferino", de Justine Triet, no Estoril, dia 14 de Novembro, pelas 15h.
1 bilhete duplo para "Short-Term 12", de Destin Cretton, em Lisboa, dia 15 de Novembro, pelas 14:30h.
1 bilhete duplo para "Fish & Cat", de Sharam Mokri, no Estoril, dia 16 de Novembro, pelas 15h.
 
 
 
Participa já!!!