terça-feira, novembro 08, 2016

3 de novembro | LORE (2012), de Cate Shortland

Hoje, 8 de novembro, na Rua dos Bragas.

«Beautifully photographed and acted by an exquisite cast of children who never make a single move that is calculated or less than believable, Lore is the second film by the gifted director and co-writer Cate Shortland, after her acclaimed 2004 debut feature Somersault, which also dealt with a teenager’s sexual awakening in the face of adversity and challenge. But Lore delves even deeper, not only into the forced sacrifice of one girl’s childhood, but into the complicity with which so many Germans of all ages drank the Kool-Aid of organized insanity that led to criminal domination and international ruin. It’s a remarkable accomplishment.»

- Rex Reed, in Observer

«He [Thomas] and Lore do a wary dance of curiosity, attraction and repulsion. In a moment that strains credulity, Lore impulsively seizes Thomas’s hand and puts it up her dress. Yet Thomas remains poker-faced and inscrutable, even when Lore reflexively lashes out with an anti-Semitic barb. He offers no information about his past, and she doesn’t press him.»

- Stephen Holden, in The New York Times

terça-feira, outubro 25, 2016

25 de outubro | SUBLIME EXPIAÇÃO (1954), de Douglas Sirk

Sobre o filme:

«Sirk takes this plot (which was already committed to film in workmanlike fashion by John M. Stahl during the 1930s) and accentuates all the aspects that shouldn’t work: incidental coincidences, irrational decisions, sermons of nebulous denomination. His commitment to the ridiculous is what finesses that trademark Sirkian irony, but it’s not a safe, intelligent irony. One can’t watch Magnificent Obsession today in the same way one would All That Heaven Allows, focusing on Sirk’s ahead-of-his-time attack on small-town mentality. Magnificent Obsession is a much more mysterious beast, one that doesn’t work without a belief in Sirk’s form. In that sense, it’s the ultimate litmus test. If you pass, you might also come to realize that Hudson’s decision to overthrow rationality because the cherub choir swells to a crescendo is the movie’s best self-fulfilling metaphor.»

- Eric Henderson, in Slant

«With Magnificent Obsession, Sirk returned to this genre, but this time with a visual style that was pure 1950s: bright, wide, and jammed with the latest furnishings and consumer goods. He had found the terrain on which he would work for the rest of the decade. Perhaps 1954 was the last time this material could have been filmed with a straight face, and Sirk films it with a ferociously straight face, one might say a demonically straight face. A contemporary audience might receive the picture with peals of knowing laughter as one staggeringly fraught melodramatic moment follows another—I can remember my own jaw dropping in disbelief the first time I saw it—but what most impresses on repeated viewings of Magnificent Obsession is the strict faith Sirk keeps with his materials. He does not distort them—he merely adds layers of nuance and implicit ironic commentary that are perceptible in every composition, every gesture, every intricately swiveling camera movement, every delicately calibrated shift in lighting. (Sirk: “The angles are the director’s thoughts. The lighting is his philosophy.”

- Geoffrey O’Brien, in Current

quinta-feira, outubro 20, 2016

Programação Cineclube FDUP | 1º semestre 2016/2017

O Cineclube FDUP regressa à sua programação regular na próxima terça-feira, 25 de outubro, com "SUBLIME EXPIAÇÃO" (EUA, 1954), melodrama assinado pelo Mestre do género, Douglas Sirk.

As sessões, como já vem sendo hábito, realizam-se às terça-feira pelas 18h15, na sala 0.01 (piso do bar), e são de entrada gratuita.

Contamos convosco!

A programação na íntegra:

- 25 de outubro: "SUBLIME EXPIAÇÃO" ("Magnificent Obsession"), de Douglas Sirk (EUA, 1954)

- 8 de novembro: "LORE", de Cate Shortland (Alemanha/Austrália/Reino Unido, 2012)

- 22 de novembro: "MEDEIA" ("Medea"), de Pier Paolo Pasolini (França/Itália/RFA, 1969)

- 6 de dezembro: "PAFEKUTO BURU", de Satoshi Kon (Japão, 1997)

[o cartaz é da autoria do Wladimir Ribeiro]

segunda-feira, abril 11, 2016

Terça-feira, 12 de abril | OUTRA TERRA (2011), de Mike Cahill

O Cineclube FDUP exibe na próxima terça-feira, dia 12 de abril, ANOTHER EARTH (Outra Terra, EUA, 2011), de Mike Cahill. Um outro planeta, semelhante à Terra, aparece no céu. Excelente oportunidade para ver, ou rever, Brit Marling, em argumento assinado pela própria.

A sessão, como de costume, realiza-se na sala 0.01 da FDUP (piso do bar) pelas 18h15, e são gratuitas. Contamos com a tua presença!

«What's impressive is how well this film joins its parts into a whole. The other Earth idea is left as a fantastical hook and wisely not considered scientifically, except of course in its role as the film's master image. The relationship between Rhoda and John is seen as fraught with danger. The actors occupy their characters convincingly. They make us care more than the plot really requires. Earth 2, always looming in the sky, encourages us to reflect on how arbitrary our destinies are. In one sense, nothing in our lives was necessary. In another sense, everything was inevitable.»

Roger Ebert; o texto, na íntegra, aqui.

sábado, março 26, 2016

Terça, 29 de março | MILHO VERMELHO (1987), de Yimou Zhang

Esta terça-feira, 29 de março, o Cineclube FDUP apresenta MILHO VERMELHO (Hong gao liang, China, 1987), de Yimou Zhang, um dos grandes cineastas da China contemporânea. Um drama de época, de uma mulher que é enviada pelo pai para casar com um homem, mas que se apaixona por outro (por sinal, servo do primeiro).

A sessão terá início pelas 18h15, na sala 0.01 da FDUP. Contamos com a vossa presença!

«The cinematography in "Red Sorghum" has no desire to be subtle, or muted; it wants to splash its passionate colors all over the screen with abandon, and the sheer visual impact of the film is voluptuous. If the story is first naive and then didactic, that is one of the film's charms; Hollywood doesn't make films like this anymore, because we have forgotten how to be impressionable enough to believe them.»

Roger Ebert, in www.rogerebert.com/

quinta-feira, março 10, 2016

Programação Cineclube FDUP | 2º semestre 2015/2016

A programação regular do Cineclube FDUP regressa na próxima terça-feira, com "CAIS DAS BRUMAS" (França, 1938), de Marcel Carné. Um desertor do exército tenta encontrar abrigo numa cidade portuária.

As sessões, como sempre, realizam-se na sala 0.01 da FDUP (piso do bar) pelas 18h15, e são gratuitas.

O cartaz na íntegra:

- 15 de maço: “CAIS DAS BRUMAS” (“Le quai des brumes”), de Marcel Carné (França, 1938) 

- 29 de março: “MILHO VERMELHO” (“Hong Gao Liang"), de Yimou Zhang (China, 1987)

- 12 de abril: “OUTRA TERRA” (“Another Earth”), de Mike Cahill (EUA, 2011)

-  26 de abril: “LOS MUERTOS”, de Lisandro Alonso (Argentina/França/Holanda/Suíça, 2004)

- 10 de maio: “SEDMIKRÁSKY” ("Jovens e Atrevidas"), de Vera Chytilová (Checoslováquia, 1966)

terça-feira, novembro 17, 2015


Por motivos extraordinários, a exibição do filme O TÚMULO DOS PIRILAMPOS, prevista para hoje, encontra-se adiada para dia 24 de novembro.

Aos visados, pedimos desculpa por qualquer eventual inconveniente.

sexta-feira, outubro 16, 2015

Programação Cineclube FDUP | 1º semestre 2015/2016

O Cineclube FDUP regressa à sua programação regular esta terça-feira, dia 20 de outubro, com “PIQUENIQUE EM HANGING ROCK” (Austrália, 1975), de Peter Weir. Mistério e crime na reentrada do semestre.
As sessões, como sempre, realizam-se na sala 0.01 da FDUP (piso do bar) pelas 18h15, e são gratuitas.
O cartaz na íntegra:
- 20 de outubro: “PIQUENIQUE EM HANGING ROCK” (“Picnic at Hanging Rock”), de Peter Weir (Austrália, 1975)
-3 de novembro: “O GABINETE DO DR. CALIGARI” (“Das Cabinet des Dr. Caligari"), de Robert Wiene (Alemanha, 1920)
- 17 de novembro: “O TÚMULO DOS PIRILAMPOS” (“Hotaru no Haka”), de Isao Takahata (Japão, 1988)
- 1 de dezembro: “A FESTA” (“The Party”), de Blake Edwards (EUA/Reino Unido, 1968)
- 15 de dezembro: “TOTSI”, de Gavin Hood (África do Sul/Reino Unido, 2005)

segunda-feira, maio 11, 2015

Quarta, 13 de maio: PAMPLINAS MAQUINISTA (1926), de Clyde Bruckman e Buster Keaton

Na próxima quarta-feira, dia 13 de Maio, pelas 18h15, o Cineclube FDUP apresenta PAMPLINAS MAQUINISTA (The General, 1926), de Clyde Bruckman e Buster Keaton. A sessão realiza-se na sala 0.01 da FDUP e a entrada é, como habitualmente, gratuita.

Contamos com a tua presença!

«Today I look at Keaton's works more often than any other silent films. They have such a graceful perfection, such a meshing of story, character and episode, that they unfold like music. Although they're filled with gags, you can rarely catch Keaton writing a scene around a gag; instead, the laughs emerge from the situation; he was “the still, small, suffering center of the hysteria of slapstick”, wrote the critic Karen Jaehne. And in an age when special effects were in their infancy, and a “stunt” often meant actually doing on the screen what you appeared to be doing, Keaton was ambitious and fearless. He had a house collapse around him. He swung over a waterfall to rescue a woman he loved. He fell from trains. And always he did it in character, playing a solemn and thoughtful man who trusts in his own ingenuity.»

- Roger Ebert, toda a crítica aqui.

sexta-feira, maio 01, 2015

O Cineclubismo Universitário

O Cineclubismo Universitário

Pensar o conceito de cineclube universitário não implica, hoje, considerar somente os epifenómenos que terão, em tempos, conduzido à sua proliferação na cidade do Porto na primeira década do milénio. Assumindo-se aqui uma perspectiva actualista quanto àquilo que seja a realidade da oferta cinematográfica na cidade, a questão passará agora por saber da ainda necessidade destes clubes.

Numa cidade onde a exibição cinematográfica se afigurava, à data em que foram criados, imoderadamente parca, os cineclubes universitários surgem com o intento de possibilitar o acesso às distintas filmografias e estéticas da história do Cinema, bem como servir de mote para o impulso de uma postura crítica e reflexiva sobre as obras.

Ainda que a génese do cineclubismo universitário em nada se tenha retractado, não deixa de ser exacto afirmar a suplantação daquele cenário. Entre o deserto de então e o presente, vimos germinar uma série de projectos caracterizados pelas suas frases-signo onde se declaram devolutivos do Cinema ao Porto. E fazem-no bem! Porém, com uma distribuição que olvida tudo o que seja pré-década de 90 – salvo estes mais recentes e louváveis esforços de restauro que, ainda assim, são apontamentos – continua a não ser possível a exibição de quase toda a história do cinema. Porque o Cinema é também Memória e é em particular a sua própria memória que se quer preservar, estão os cineclubes universitários ainda no papel de trazer ao público em construção, o jovem, todo o cinema a que de outra forma não conseguem aceder. Trata-se, afinal, de não se perder a ideia de cinefilia, no sentido que Rancière lhe atribui, “um caso de paixão”, com tudo o que ela acarreta.

Cineclube FDUP

Texto do Cineclube FDUP para a Agenda do Cinema Independente no Porto, Maio 2015. Pode ser visto ali

terça-feira, abril 21, 2015

Quarta, 22 de abril: MATOU (1931), de Fritz Lang

Amanhã, dia 22 de Abril, pelas 18h15, o Cineclube FDUP apresenta MATOU (M, 1931), de Fritz Lang. A sessão realiza-se na sala 0.01 da FDUP e a entrada é, como habitualmente, gratuita.

Contamos com a vossa presença!

«When you watch "M”, you see a hatred for the Germany of the early 1930s that is visible and palpable. Apart from a few perfunctory shots of everyday bourgeoisie life (such as the pathetic scene of the mother waiting for her little girl to return from school), the entire movie consists of men seen in shadows, in smokefilled dens, in disgusting dives, in conspiratorial conferences. And the faces of these men are cruel caricatures: Fleshy, twisted, beetle-browed, dark-jowled, out of proportion. One is reminded of the stark faces of the accusing judges in Dreyer's “Joan of Arc”, but they are more forbidding than ugly.» 

- Roger Ebert, o texto completo aqui.

segunda-feira, abril 06, 2015

Quarta, 8 de Abril: Jubilee (1978), de Derek Jarman

Na próxima Quarta-feira, dia 8 de Abril, pelas 18h15, o Cineclube FDUP apresenta Jubilee (1978), de Derek Jarman. A sessão realiza-se na sala 0.01 da FDUP e a entrada é, como habitualmente, gratuita. 

(...) In a sense, Jarman was expressing similar nihilistic views to those of Johnny Rotten in God Save the Queen. Neither believed in the English disease that the political philosopher of Britain's decline Tom Nairn described as "the glamour of backwardness". Jarman told the Guardian's Nicholas de Jongh in February 1978: "We have now seen all established authority, all political systems, fail to provide any solution - they no longer ring true."
Jubilee teems with scenes that switch queasily between juvenile theatrics and droolingly imagined savagery. The girl punk gang go on a killing spree, suffocating lovers in plastic sheets and murdering entertainers. Time Out magazine, in an otherwise positive review, charged that the film's "determined sexual inversion (whereby most women become freakish 'characters', and men loose-limbed sex objects) comes to look disconcertingly like a misogynist binge". For punk historian Jon Savage, the misogyny was the point: "Those scenes are about that kind of cruelty which was so evident at the time. It doesn't endorse it. In fact it doesn't endorse anything very much." (...)
O texto completo, aqui. 

When Queen Elizabeth I asks her court alchemist to show her England in the future, she’s transported 400 years to a post-apocalyptic wasteland of roving girl gangs, an all-powerful media mogul, fascistic police, scattered filth, and twisted sex. With Jubilee, legendary British filmmaker Derek Jarman channeled political dissent and artistic daring into a revolutionary blend of history and fantasy, musical and cinematic experimentation, satire and anger, fashion and philosophy. With its uninhibited punk petulance and sloganeering, Jubilee brings together many cultural and musical icons of the time, including Jordan, Toyah Willcox, Little Nell, Wayne County, Adam Ant, and Brian Eno (with his first original film score), to create a genuinely unique, unforgettable vision. Ahead of its time and often frighteningly accurate in its predictions, it is a fascinating historical document and a gorgeous work of film art. Aqui. 

terça-feira, março 24, 2015


És estudante da FDUP? Gostas de Cinema e gostarias de saber mais? Estás interessado em integrar o Cineclube FDUP? 

Se estás interessado, aparece na próxima sessão do Cineclube, dia 25 de Março, pelas 18h15, na sala 1.01, ou envia-nos email para cineclubefdup@gmail.com


Ao contrário do que vem sucedendo, as sessões programadas pelo Cineclube FDUP para este semestre lectivo realizar-se-ão não às terças-feiras, mas às quartas-feiras (ainda de duas em duas semanas). começando já esta semana, no dia 25 de março, com ADEUS, DRAGON INN (Bu san), de Tsai Ming-liang.

A sala, essa, também "sobe" um patamar, passando a ser a sala 1.01 da FDUP.


O resto da programação:

25 Mar.: ADEUS, DRAGON INN (Bu san, 2003), Tasi Ming-Liang.

8 Abr.: JUBILEE (1978), Derek Jarman.

22 Abri.: MATOU (M, 1931), Fritz Lang.

13 Mai.: PAMPLINAS MAQUINISTA (The General, 1926), Clyde Bruckman e Buster Keaton.

segunda-feira, março 23, 2015

25 de março, quarta-feira | ADEUS, DRAGON INN (Bu san, 2003), de Tsai Ming-liang

Quarta-feira, dia 25 de março, Cinema sobre (o fim dos) cinemas no Cineclube FDUP: ADEUS, DRAGON INN (Bu san), de Tsai Ming-liang.

Na sala 1.01 da FDUP, pelas 18h15. A entrada, como de costume, é gratuita.


«While Tsai's long, static takes are basic Lumière, his narrative evokes the lost world of silent cinema. A prolonged gag is derived from a spectator's efforts to retrieve her fallen shoe. A wordless scene in the men's toilet is a small masterpiece of comic timing. The action is a dance of simple activities: The ticket taker eats her steamed bun and then makes an arduous journey from the box office, leg brace clanking, down an endless corridor and up the narrow stairs to the booth where she leaves a portion of her meal as an offering for the unseen projectionist.»

- J. Hoberman, in The Village Voice (crítica na íntegra clicando na hiperligação)

terça-feira, março 17, 2015

AVISO - "Peregrinação Exemplar" ("Au hasard Balthazar")

A sessão programada para a exibição do filme PEREGRINAÇÃO EXEMPLAR (Au hasard Balthazar), de Robert Bresson, será reposta no dia 19 de março, quinta-feira, pelas 18h15, na sala 0.01 da FDUP.

A todos, pedimos desculpa por qualquer eventual inconveniente provocado pelo adiamento da sessão.

domingo, março 08, 2015

"AU HASARD BALTHAZAR… é uma fábula construída em torno de um burro que vagueia, ao acaso, de dono em dono. O cinema de Robert Bresson estava, por esta altura, no máximo do seu despojamento, num misto de simplicidade e gravidade formais. As deambulações do burro Balthazar exprimem uma figura capital no universo do cineasta, o acaso. Através dos seus sucessivos donos, é a Humanidade que Bresson encena, num filme de uma beleza sublime. “Será redundante dizer que pela sua narrativa, construção e montagem, AU HASARD BALTHAZAR… é um filme ímpar, não só na filmografia do autor, como em qualquer obra do cinema sua contemporânea. Busquem-se-lhe todos os sentidos – pode-se sempre encontrar mais um” (João Bénard da Costa)." - Cinemateca Portuguesa

sábado, março 07, 2015

Terça, 10 de Março: Peregrinação Exemplar (Au Hasard Balthazar, 1966), de Robert Bresson

 O Cineclube FDUP regressa esta Terça, dia 10 de Março, com o filme Peregrinação Exemplar (Au Hasard Balthazar, 1966), de Robert Bresson. Pelas 18h15, na sala 0.01 da FDUP. A entrada é, como habitualmente, livre. Bons filmes! 

Robert Bresson is one of the saints of the cinema, and "Au Hasard Balthazar" (1966) is his most heartbreaking prayer. The film follows the life of a donkey from birth to death, while all the time living it the dignity of being itself--a dumb beast, noble in its acceptance of a life over which it has no control. Balthazar is not one of those cartoon animals that can talk and sing and is a human with four legs. Balthazar is a donkey, and it is as simple as that.
Bresson's most intriguing limitation is to forbid his actors to act. He was known to shoot the same shot 10, 20, even 50 times, until all "acting" was drained from it, and the actors were simply performing the physical actions and speaking the words. There was no room in his cinema for De Niro or Penn. It might seem that the result would be a movie filled with zombies, but quite the contrary: By simplifying performance to the action and the word without permitting inflection or style, Bresson achieves a kind of purity that makes his movies remarkably emotional. The actors portray lives without informing us how to feel about them; forced to decide for ourselves how to feel, forced to empathize, we often have stronger feelings than if the actors were feeling them for us.

Given this philosophy, a donkey becomes the perfect Bresson character. Balthazar makes no attempt to communicate its emotions to us, and it comunicates its physical feelings only in universal terms: Covered with snow, it is cold. Its tail set afire, it is frightened. Eating its dinner, it is content. Overworked, it is exhausted. Returning home, it is relieved to find a familiar place. Although some humans are kind to it and others are cruel, the motives of humans are beyond its understanding, and it accepts what they do because it must. 

terça-feira, março 03, 2015

Programação Cineclube FDUP | 2º semestre 2014/2015

O Cineclube FDUP está de regresso com a sua programação regular semestral. Abrindo já na próxima Terça-feira, dia 10 de Março, pelas 18h15, com PEREGRINAÇÃO EXEMPLAR (Au hasard Balthazar, 1966), de Robert Bresson, filme  que dobra enquanto estuda da santidade e do sofrimento.

Segue-se a programação completa:

10 Mar.: PEREGRINAÇÃO EXEMPLAR (Au hasard Balthazar, 1966), Robert Bresson.

24 Mar.: ADEUS, DRAGON INN (Bu san, 2003), Tasi Ming-Liang.

7 Abr.: JUBILEE (1978), Derek Jarman.

21 Abri.: MATOU (M, 1931), Fritz Lang.

12 Mai.: PAMPLINAS MAQUINISTA (The General, 1926), Clyde Bruckman e Buster Keaton.


A entrada é gratuita, na sala 0.01 da FDUP, pelas 18h15, Contamos com a tua presença!

terça-feira, dezembro 09, 2014

9 Dez.: OS AMANTES CRUCIFICADOS, de Kenji Mizoguchi

Esta terça-feira, 9 de dezembro, o Cineclube FDUP encerra a sua programação regular para o primeiro semestre do ano lectivo 2014/2015 com OS AMANTES CRUCIFICADOS (Chikamatsu Monogatari, Japão, 1954), de Kenji Mizoguchi.

A sessão terá início pelas 18h15, e a entrada, como de costume, é gratuita.

«Durante a fuga, há uma extraordinária cena de amor num lago. Mizoguchi, a propósito dela, pegou-se com o argumentista, o grande Yoda Yoshikata que lhe escreveu quase todos os filmes. Acusava a cena de não ter intensidade dramática. Quando Yoda, desiludíssimo, pois, na opinião dele, jamais fizera melhor trabalho, lhe perguntou o que queria dizer com isso, Mizoguchi respondeu: “Olha, vê, por exemplo a cena em que os amantes fazem amor no barco, depois de terem decidido suicidar-se. É idiota e ridícula. Se querem matar-se, é inimaginável que pensem em fazer amor. Metem-se no barco pensando apenas na morte. Tanto basta para mostrar o estado de alma deles naquela altura. Chegam ao meio do lago. E, subitamente, deixam de querer morrer. Não porque tenham medo da morte. Mas porque, ao contrário dos melodramas em que breves momentos roubados à morte são os mais doces da vida, o valor da existência dos momentos futuros - por poucos e breves que venham a ser - extinguiu a tentação da morte, constituiu a única e verdadeira abertura. Não podemos morrer assim, é isso que os amantes devem pensar. É isso que é verdadeiramente trágico.”»

- João Bénard da Costa sobre OS AMANTES CRUCIFICADOS (texto na íntegra em http://www.focorevistadecinema.com.br/FOCO1/benard-amantes.htm)