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domingo, julho 11, 2010
Flying Lotus meets Bruce Lee
"Dirty Chopsticks", do produtor e multi-instrumentista Flying Lotus (a título de curiosidade - é sobrinho de Alice e e John Coltrane).
"Two of my favorite things: Hip-hop and old-school kung-fu flicks", reza assim um comentário no youtube.
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domingo, julho 04, 2010
triste constatação
É estranho já não encontrar o Medeia Cidade do Porto naquele rectangulozinho no canto lateral esquerdo de uma das páginas par do P2, do Público.
O cinema no Porto (metropolitano) ficou (muito) mais pobre e digo isto sem tergiversações de foro político ou económico: há menos cinema de qualidade (note-se bem na articulação das palavras); há menos cinema alternativo a 95% do cinema que passa nas grandes superfícies comerciais; há menos motivos pessoalíssimos de descoberta e gozo que (quase) sempre me envolviam (a mim e a muita gente) por ir ver um filme a uma sala de cinema como era a do "Cidade do Porto" (e com isto não estou a dizer que gostei de todos os filmes que lá vi, naturalmente).
O último filme que lá vi creio ter sido o (magnífico) Les Herbes Folles (do Alain Resnais), de que me aproveito agora para fazer uma pergunta muito simples (e provavelmente batida): se o filme tivesse chegado hoje a Portugal, onde o poderíamos ver no Porto (metropolitano)? Talvez no Campo Alegre, com sorte e eventualmente com um atraso signficativo; talvez no Nun'Álvares, com mais sorte ainda (até porque ainda não consegui compreender o critério da programação) e com as mesmas possibilidades de atraso*.
Talvez, talvez.
* Ou talvez num dos Cineclubes universitários - convém não esquecer que eles estão aí, cada vez mais numerosos e sedimentados.
O cinema no Porto (metropolitano) ficou (muito) mais pobre e digo isto sem tergiversações de foro político ou económico: há menos cinema de qualidade (note-se bem na articulação das palavras); há menos cinema alternativo a 95% do cinema que passa nas grandes superfícies comerciais; há menos motivos pessoalíssimos de descoberta e gozo que (quase) sempre me envolviam (a mim e a muita gente) por ir ver um filme a uma sala de cinema como era a do "Cidade do Porto" (e com isto não estou a dizer que gostei de todos os filmes que lá vi, naturalmente).
O último filme que lá vi creio ter sido o (magnífico) Les Herbes Folles (do Alain Resnais), de que me aproveito agora para fazer uma pergunta muito simples (e provavelmente batida): se o filme tivesse chegado hoje a Portugal, onde o poderíamos ver no Porto (metropolitano)? Talvez no Campo Alegre, com sorte e eventualmente com um atraso signficativo; talvez no Nun'Álvares, com mais sorte ainda (até porque ainda não consegui compreender o critério da programação) e com as mesmas possibilidades de atraso*.
Talvez, talvez.
* Ou talvez num dos Cineclubes universitários - convém não esquecer que eles estão aí, cada vez mais numerosos e sedimentados.
sábado, junho 12, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
coincidências daquelas
Hoje estava a rever, para aí pela quadragésima terceira vez, o videoclip da música "Six Days" - faixa de The Private Press (2002), disco de um génio chamado DJ Shadow -, quando dei por mim a pensar que aquilo bem poderia ter sido feito pelo Wong Kar-wai. Não só pelos olhos em bico das personagens, mas sobretudo pelas ambiente profundamente intimista do video, preenchido por cores maravilhosamente trabalhadas no rendilhado característico dos filmes que lhe conheço: a paisagem urbana, as movimentações simultaneamente felinas e lânguidas das personagens, a sua sensualidade, o modo como os seus corpos se "colam" e se separam abruptamente. A tensão constante entre uma aparente serenidade e o abandono (e consequente solidão, sempre ela...).
Como dizer?... É toda uma forma de filmar Wong Kar-waiana...
Vai daí, fui tentar saber um pouco mais do videoclip. A Wikipédia foi implacável: "The single "Six Days" featured a promotional video directed by Wong Kar-wai". Mas há mais!:
"Shadow was keen to try something new and different for this video and approached Wong Kar-Wai, one of his favorite filmmakers. It turned out that Kar-Wai was a fan of Shadow's music and was keen to direct for him. The idea was to make a short film revolving around the song's hook line, "Tomorrow never comes until it's too late...." The plot centers around a guy who, upon discovering his girlfriend has betrayed him, tries to destroy all traces of their relationship, eventually realizing that what is done cannot be undone.
WKW cast Chang Chen (Crouching Tiger, Hidden Dragon) as the lead actor; Danielle Graham, Asia's current leading model, plays his woman. The video was shot by famed cinematographer Christopher Doyle, who has worked on all of WKW's films and has also shot films by directors Gus Van Sant, Barry Levinson and Philip Noyce".
Que continuem admiradores um do outro e façam mais coisas como estas!:
Como dizer?... É toda uma forma de filmar Wong Kar-waiana...
Vai daí, fui tentar saber um pouco mais do videoclip. A Wikipédia foi implacável: "The single "Six Days" featured a promotional video directed by Wong Kar-wai". Mas há mais!:
"Shadow was keen to try something new and different for this video and approached Wong Kar-Wai, one of his favorite filmmakers. It turned out that Kar-Wai was a fan of Shadow's music and was keen to direct for him. The idea was to make a short film revolving around the song's hook line, "Tomorrow never comes until it's too late...." The plot centers around a guy who, upon discovering his girlfriend has betrayed him, tries to destroy all traces of their relationship, eventually realizing that what is done cannot be undone.
WKW cast Chang Chen (Crouching Tiger, Hidden Dragon) as the lead actor; Danielle Graham, Asia's current leading model, plays his woman. The video was shot by famed cinematographer Christopher Doyle, who has worked on all of WKW's films and has also shot films by directors Gus Van Sant, Barry Levinson and Philip Noyce".
Que continuem admiradores um do outro e façam mais coisas como estas!:
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sábado, maio 08, 2010
Parece mesmo que o hip-hop anda seduzido por grandes ícones da história do cinema. Depois do rapper Blu (norte-americano) se ter servido de alguns filmes franceses (quase todos da dita nouvelle vague) para os seus videoclips - é o caso da faixa "Amnesia", por exemplo -, descubro agora que o produtor francês Wax Tailor ilustrou "Que Sera" com fragmentos de Metropolis (1927, Fritz Lang).
A música faz parte do disco Tales of the Forgotten Melodies (2005), disco, aliás, com uma forte componente cinematográfica, obtida a partir dos numerosos samples de frases e expressões de filmes. É um disco que junta hip-hop, trip-hop e outras coisas (um bocadinho de breakbeat aqui, um cheirinho de drum 'n' bass ali) e que vale mesmo a pena ouvir... mesmo para quem tendencialmente não segue estas sonoridades!
Wax Tailor - "Que Sera"
A música faz parte do disco Tales of the Forgotten Melodies (2005), disco, aliás, com uma forte componente cinematográfica, obtida a partir dos numerosos samples de frases e expressões de filmes. É um disco que junta hip-hop, trip-hop e outras coisas (um bocadinho de breakbeat aqui, um cheirinho de drum 'n' bass ali) e que vale mesmo a pena ouvir... mesmo para quem tendencialmente não segue estas sonoridades!
Wax Tailor - "Que Sera"
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quarta-feira, janeiro 13, 2010
por falar em videoclips, cinema e gangsters:
Videoclip da clássica "Street Dreams", do não menos clássico álbum It was written (1996) do rapper norte-americano Nasir Jones (aka Nas).
Inspirado em Casino (1995, de Martin Sorcese), com a participação do actor Frank Vincent (presente em Goodfellas, do mesmo Scorsese) e realizado por Hype Williams.
quarta-feira, novembro 25, 2009
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