sábado, março 03, 2007


Eis mais um filme sobre um assunto que, por mais que se toque parece que nunca é suficiente. Mostra-se mais uma vez a realidade africana a que, infelizmente, já nos habituamos: lutas incessantes pelo poder com sanguinários na linha da frente. Felicitamos o intérprete de Amin, o galardoado com um óscar Forest Whitaker que, sem dúvida, mereceu o prémio. Uma interpretação fantástica num papel feito à sua medida, talvez a consagração esperada e merecida há muito tempo. Também se salienta o papel de James McAvoy, impecável a transmitir o espírito de um recém-licenciado médico nos anos 70.
Sem querer alongar muito, resta apontar a crítica: o filme em si, tanto a nível de realização como de fotografia nada tem de especial, muito pelo contrário. Os momentos de humor contrastam demasiado com a realidade que se apresenta, apesar de fieis às personagens.
Tratar-se-ia de um filme simplesmente médio, não fossem as interpretações referidas que fazem valer a pena o preço do bilhete de cinema.

3 comentários:

joaquim.guilherme disse...

Agora que o Fantas acabou, tenho de pôr em dia o que anda pelas salas de cinema da cidade. É isso e a carrada de dvd´s que por aqui acumularam durante a última semana. Até dvd´s húngaros com títulos imperceptíveis estão em lista de espera. :P

reinaldo correia disse...

o título já é perceptivel, esqueci-me de te dizer. Feketeország significa "Terra dos Pretos" ou "País dos Pretos". Fekete é preto, obviamente ;)

filipelamas disse...

Concordo em geral com a apreciação que faz. Ressalto o papel de Carrigan e, sobretudo, o adensar que se foi criando entre os dois personagens.
Ah! E onde estarão os Amin do presente?