A sala é acolhedora, as cadeiras são mais confortáveis que as nossas (é fácil, eu sei!), apreciam-se trailers dos filmes que passarão no futuro (boa ideia!) antes de ser ver o filme do dia e o escuro da sala é total.
O filme, esse, era o Dr. Strangelove (Kubrick, 1964), que muitas risadas me arrancou.
Saímos de lá a ouvir Vera Lunn a cantar "We'll meet again" com a certeza de que a senhora tinha razão... E é já na próxima terça!
Obrigado e votos de sucesso! :)
terça-feira, outubro 06, 2009
Mais um: sejam bem vindos!
Arranca hoje a programação do CineFeup, mais um Cineclube Universitário, desta feita com sessões à noite. Bela escolha, e boa sorte! Segue o texto colocado no site da AEFEUP:

"Cinema é Engenharia! Não é um slogan, é a realidade.
Ao longo dos tempos, milhares e milhares de engenheiros tornaram possível esta arte que hoje tanto admiramos... Mas cinema não é só engenharia, cinema é arte, cinema é cultura, e é nosso dever saber o resultado final das nossas criações.
Assim, apresentamos-te o CineFEUP, um projecto do Departamento Cultural da AEFEUP que te trará, quinzenalmente, uma obra do cinema que deixou a sua marca na história.
Porque é o inicio do ano lectivo e a tendência depressiva aumenta 500%, vamos começar por apresentar-te um ciclo de COMÉDIA composto por 3 das melhores pérolas desse oceano!
Portanto, dia 6 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, às 21HORAS, passa na sala B003 da FEUP e prepara-te pra desfrutar do filme que inspirou grande parte dos comediantes da actualidade:
MONTY PYTHON E O CÁLICE SAGRADO
A entrada é GRATUITA e aberta a todos os estudantes da Academia do Porto, por isso, traz a companhia dos teus amigos para disfrutar deste filme que, com toda a certeza adorarás conhecer, ou simplesmente rever"

"Cinema é Engenharia! Não é um slogan, é a realidade.
Ao longo dos tempos, milhares e milhares de engenheiros tornaram possível esta arte que hoje tanto admiramos... Mas cinema não é só engenharia, cinema é arte, cinema é cultura, e é nosso dever saber o resultado final das nossas criações.
Assim, apresentamos-te o CineFEUP, um projecto do Departamento Cultural da AEFEUP que te trará, quinzenalmente, uma obra do cinema que deixou a sua marca na história.
Porque é o inicio do ano lectivo e a tendência depressiva aumenta 500%, vamos começar por apresentar-te um ciclo de COMÉDIA composto por 3 das melhores pérolas desse oceano!
Portanto, dia 6 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, às 21HORAS, passa na sala B003 da FEUP e prepara-te pra desfrutar do filme que inspirou grande parte dos comediantes da actualidade:
MONTY PYTHON E O CÁLICE SAGRADO
A entrada é GRATUITA e aberta a todos os estudantes da Academia do Porto, por isso, traz a companhia dos teus amigos para disfrutar deste filme que, com toda a certeza adorarás conhecer, ou simplesmente rever"
sexta-feira, outubro 02, 2009
a música e a noite
"Terá este casal uma segunda oportunidade? Pois bem, isso será desvendado justamente pela noite, momento onde Antonioni tão bem ilustra o contraste que esta pode sugerir: de um lado a animação, a magia e a sexualidade; do outro lado a solidão, a melancolia e a falta de respostas para as nossas inquietações mais profundas".
Descrevi (ou tentei descrever) o que Antonioni filma neste pedaço sublime (e que é completado com a festa em casa de Valentina).
Bom cinema em Economia
quinta-feira, outubro 01, 2009
"La Notte" - crítica
CINECLUBE FDUP 1/10/2009
La Notte (1961), de Michelangelo Antonioni
Por: Francisco Noronha
G: Sei o que escrever, mas não como. Estou em crise.
V: És um homem fraco. Eu gosto de festas, (…).
G: Não gostas de mais nada?
V: Sim, de tudo.
Talvez não seja habitual (ou mesmo conveniente…) começar um apontamento cinematográfico referindo um excerto daquelas sinopses que acompanham a contra-capa de uma caixa de um filme. Pois bem, seja-me permitida a audácia:
“Uma análise fria de sentimentos mistos num mundo de tensão crescente entre pessoas ao mesmo tempo tristes e felizes e o modo como convivem entre si”.
A audácia não é gratuita ou despicienda, claro. A citação acima sintetiza, de facto, o que Antonioni transporta de humano para o cinema com La Notte: pessoas emocionalmente intermitentes e seu relacionamento. A expressão “ao mesmo tempo” é muito importante: em toda a fita, o olhar de Antonioni incide sobre essa convivência contemporânea problemática mas, simultaneamente, tão natural. Para o caso, tão insuportavelmente natural.
Marcello Mastroiani (um ano depois de La Dolce Vita, diga-se por curiosidade) e Jeanne Moreau interpretam um casal cinzento em crise, (sobre) vivendo numa Milão também ela cinzenta. Uma Milão arquitectonicamente modelada por fachadas gigantescas que acentuam a pequenez e fragilidade das personagens – dos vários planos em que esta ideia nos é transmitida, há um, especialmente preciso, em que Lidia (Jeanne Moreau) é filmada num plano picado junto a um enorme frontão cuja alvura como que a ofusca. A isto se junta um tratamento de imagem cuja coloração (preto e branco) é particularmente arguta no que de deprimente e abafado imprime às personagens e aos espaços físicos em que elas se movem.
Voltando ao casal: é em torno dele que gira a história de La Notte. Afinal de contas, uma história bem simples: um dia (ou um pouco mais do que isso…) na vida de um casal em fim de linha. Será (só) isto? Bem, para já, será. Acompanhamos então Giovanni, escritor afamado, e Lidia, sua esposa e mulher de espírito, mais do que perturbado, perturbante. Ao longo do dia acompanharemos as suas deambulações, intercaladas com uma incursão solitária de Lídia pelas ruas de Milão. É especialmente nesta incursão, e nas diferentes situações que esta “fotografa”, que nos deixamos levar pela angústia de Lidia – seja com a criança que chora, o relógio estilhaçado, a cena de violência ou, mais libertador, o lançamento dos foguetes. Em todas elas, contudo, um traço é dominante: o rápido desapego de Lídia a tudo o que assiste ou conhece, motivado por um desespero interior de base.
Terá este casal uma segunda oportunidade? Pois bem, isso será desvendado justamente pela noite, momento onde Antonioni tão bem ilustra o contraste que esta pode sugerir: de um lado a animação, a magia e a sexualidade; do outro lado a solidão, a melancolia e a falta de respostas para as nossas inquietações mais profundas. E é então, à noite, no fausto de uma festa da burguesia italiana, que Giovanni e Lidia, cada um com o seu flirt de ocasião (bem mais interessante o de Giovanni), irão colocar à prova a sua relação (e a relação com a sua própria consciência). Não arriscarei muito se disser que não é a despropósito que a Mulher sai daqui um pouco santificada…
A noite dá lugar ao dia. E nessa transição há um momento fundamental para este casal e para o filme no conjunto: a madrugada. Momento híbrido mas redentor; obscuro mas apaziguador. Parece ser esta mesma madrugada – também pela longa paisagem verde – que Antonioni vai repescar cinco anos mais tarde em Blow-Up.
Urso de Ouro em Berlim (1961) e muito jazz (cortesia de Giorgio Gaslini) são outros factores que abrilhantam este La Notte, considerado por muitos como elemento central de uma trilogia completada por L’avventura (1960) e L’eclisse (1962) ou também como leitmotiv inspirador do monumental Eyes Wide Shut (Kubrick, 1999).
terça-feira, setembro 29, 2009
La Notte - Antonioni - 5 ªF - 1/10/2009 - 18h - entrada gratuita
(Depois do título em estilo telegrama, o texto mais normalzinho)Esta 5ª - feira inicia o cineclube FDUP mais um ciclo de sessões. O cartaz desta sessão, já afixado em cinco diferentes pontos, omite um ponto revelado no cartaz geral. A sessão é as 18h e a entrada é gratuita (sem cartões nem complicações). O convite está lançado: Aparece, Apareça, Apareçam :)
Cineclube - 1º semestre 09/10
01/10/09
La Notte - Michelangelo Antonioni
22/10/09
The Elephant Man - David Lynch
05/11/09
Aguirre, der Zorn Gottes - Werner Herzog
19/11/09
Cool Hand Luke - Stuart Rosenberg
03/12/09
Los Lunes al Sol - Fernando León de Aranoa
Aparece.
A entrada é gratuita.
La Notte - Michelangelo Antonioni
22/10/09
The Elephant Man - David Lynch
05/11/09
Aguirre, der Zorn Gottes - Werner Herzog
19/11/09
Cool Hand Luke - Stuart Rosenberg
03/12/09
Los Lunes al Sol - Fernando León de Aranoa
Aparece.
A entrada é gratuita.
sábado, setembro 26, 2009
The 36th Chamber of Shaolin (1978)
Nunca me canso de ver este filme, por mais que o reveja é como se fosse sempre a primeira vez … Um clássico
quinta-feira, setembro 24, 2009
Samora-FanClub - Rogério Samora em "O Delfim"
Enquanto passeava eu pela internet, descobri uma coisa fantástica. Que existe um Samora-FanClub em Portugal, destinado apenas à promoção do Rogério Samora, com vídeos no youtube e artigos sobre novelas pelo Google fora. Confesso que fiquei abismado com tal agrupamento, e fiquei desde logo a pensar que pela FDUP também devem existir grupos assim, destinados a promover o nosso Guilherme.
O vídeo que me chamou a atenção para o Samora-Fanclub
P.S. – Se alguém tiver em casa, ou tiver acesso ao filme “ O Delfim” ou “ A Balada da praia dos cães “, faria de mim uma pessoa muito feliz, pois há já bastante tempo que os procuro para ver e simplesmente não consigo encontrar.
O vídeo que me chamou a atenção para o Samora-Fanclub
P.S. – Se alguém tiver em casa, ou tiver acesso ao filme “ O Delfim” ou “ A Balada da praia dos cães “, faria de mim uma pessoa muito feliz, pois há já bastante tempo que os procuro para ver e simplesmente não consigo encontrar.
terça-feira, setembro 22, 2009
Porquê
segunda-feira, setembro 14, 2009
domingo, setembro 13, 2009
First Blood (1982)
sexta-feira, setembro 11, 2009
09/2010
Nos próximos meses, o mercado cinematográfico será inundado por farta e boa oferta. Infelizmente, o mercado cinematográfico português é ainda bastante débil. Não questiono as opções das principais distribuidoras cinematográficas portuguesas, mas acredito que um pouco mais de variedade não melindraria alguém.
Assim, divido em dois grupos os filmes sobre que de seguida escrevo: aqueles que todos irão ver, e aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram (porque, muitas vezes, de facto não passaram).
Aqueles que todos irão ver:
Avatar - James Cameron
De novo vos falo de Avatar, mas acreditem que compreensivelmente. Muitos são os que o vaticinam como a primeira grande aventura gráfica do novo século. Um "choque térmico" como foi Titanic, há 12 anos, também de James Cameron, que desde então tem-se mantido fora das luzes da ribalta, preparando um (este) regresso em alta.
Uma história de ficção-cientifica de que pouco se sabe ainda (ou sou eu que me tenho mantido bem resguardado). Promete, acredito.
District 9 - Neill Blomkamp
Outro repetido, mas se há meses tivesse dividido os filmes em dois grupos, este decerto ficaria no grupo d'aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram.
É a surpresa do ano, sem duvida. Do estreante Neill Blomkamp, uma aventura na terra, mas pouco terrestre.
The Informant! - Steven Soderbergh
Aborda a problemática da fraudulenta gestão de multinacionais, bem como o submundo do mundo dos negócios, tudo num registo humorístico algo negro. Com um Matt Damon que dizem surpreendente, um filme decerto interessante.
The Man who Stare at Goats - Grant Heslov
Uma fusão de ficção-cientifica, acção e comédia, com um elenco de luxo, encabeçado por George Clooney e Ewan McGregor.
Nine - Rob Marshall
Depois de Chicago (2002), outro musical de Rob Marshall destinado ao sucesso.
Também recheado de estrelas, e com a presença do misterioso e bastante selectivo Daniel Day-Lewis, é um filme que decerto fará as delicias de muitos.
Não aprecio o género, mas parece-me que daqui sairá uma boa produção.
The Lovely Bones - Peter Jackson
Admito que andei indeciso sobre em que grupo deveria colocar este filme. Mas no fim a escolha pareceu-me obvia. Peter Jackson é Peter Jackson. Peter Jackson é detentor de inumeros recordes no mundo cinematográfico, e vale milhões. Peter Jackson é o realizador da trilogia do Senhor dos Aneis, e um dos mais recentes produtores de sucesso em Hollywood.
De novo nos traz uma história fantástica, mas desta festa envolta em crime e suspense. Decerto surpreendente.
Aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram:
Where the Wild Things Are - Spike Jonze
Do visionário realizador de culto de inumeros videoclips das ultimas décadas, este filme é outro dos repetentes do meu post de há meses.
Uma adaptação ao cinema da obra de Maurice Sendak que promete encher o ecran de cenas fantásticas e comoventes. Um filme para a familia, que decerto no fim se descobrirá ser bem mais que isso.
The Imaginarium of Doctor Parnassus - Terry Gilliam
Aquele que para sempre ficará conhecido como o ultimo filme de Heath Ledger. Com o projecto ameaçado pela subita morte do actor, o realizador teve a brilhante ideia (que decerto acabará por levar o filme bem mais longe do que de inicio se esperaria) de fazer Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell filmarem as cenas que faltavam a Heath Ledger, ajustando o argumento a tal "aventura".
The Invention of Lying - Ricky Gervais e Matthew Robinson
De Ricky Gervais e com Ricky Gervais (o criador da série de sucesso, The Office), este filme decerto não deveria passar despercebido do grande publico.
Antichrist - Lars von Trier
Nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, este filme gerou reacções bem distintas durante o certame. Violento e chocante, um filme a ver se se tiver estomago.
Gentlemen Broncos - Jared Hess
Uma aventura pelo mundo da comédia, com a participação de Jermaine Clement, meia-parte dos Flight of the Conchords.
Fantastic Mr. Fox - Wes Anderson
A primeira incursão pelo mundo digital do irrepreensivel Wes Anderson. Com um elenco de luxo, algo me fez coloca-lo neste segundo grupo. Não é por mal, adoro os seus filmes, mas não sei porquê acabam sempre por passar bem despercebidos do grande público.
The Girlfriend Experience - Steven Soderbergh
Cheira-me que é de facto uma experiência. Steven Sodenberg pegou numa bela actriz pornográfica, Sasha Grey, e fez dela uma actriz de cinema "normal". Dizem que a receita não ficou famosa, mas ainda assim surge em mim grande curiosidade. O argumento também não parece mau. Vou fazer por ver, sem duvida.
Assim, divido em dois grupos os filmes sobre que de seguida escrevo: aqueles que todos irão ver, e aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram (porque, muitas vezes, de facto não passaram).
Aqueles que todos irão ver:
Avatar - James Cameron
De novo vos falo de Avatar, mas acreditem que compreensivelmente. Muitos são os que o vaticinam como a primeira grande aventura gráfica do novo século. Um "choque térmico" como foi Titanic, há 12 anos, também de James Cameron, que desde então tem-se mantido fora das luzes da ribalta, preparando um (este) regresso em alta.
Uma história de ficção-cientifica de que pouco se sabe ainda (ou sou eu que me tenho mantido bem resguardado). Promete, acredito.
District 9 - Neill Blomkamp
Outro repetido, mas se há meses tivesse dividido os filmes em dois grupos, este decerto ficaria no grupo d'aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram.
É a surpresa do ano, sem duvida. Do estreante Neill Blomkamp, uma aventura na terra, mas pouco terrestre.
The Informant! - Steven Soderbergh
Aborda a problemática da fraudulenta gestão de multinacionais, bem como o submundo do mundo dos negócios, tudo num registo humorístico algo negro. Com um Matt Damon que dizem surpreendente, um filme decerto interessante.
The Man who Stare at Goats - Grant Heslov
Uma fusão de ficção-cientifica, acção e comédia, com um elenco de luxo, encabeçado por George Clooney e Ewan McGregor.
Nine - Rob Marshall
Depois de Chicago (2002), outro musical de Rob Marshall destinado ao sucesso.
Também recheado de estrelas, e com a presença do misterioso e bastante selectivo Daniel Day-Lewis, é um filme que decerto fará as delicias de muitos.
Não aprecio o género, mas parece-me que daqui sairá uma boa produção.
The Lovely Bones - Peter Jackson
Admito que andei indeciso sobre em que grupo deveria colocar este filme. Mas no fim a escolha pareceu-me obvia. Peter Jackson é Peter Jackson. Peter Jackson é detentor de inumeros recordes no mundo cinematográfico, e vale milhões. Peter Jackson é o realizador da trilogia do Senhor dos Aneis, e um dos mais recentes produtores de sucesso em Hollywood.
De novo nos traz uma história fantástica, mas desta festa envolta em crime e suspense. Decerto surpreendente.
Aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram:
Where the Wild Things Are - Spike Jonze
Do visionário realizador de culto de inumeros videoclips das ultimas décadas, este filme é outro dos repetentes do meu post de há meses.
Uma adaptação ao cinema da obra de Maurice Sendak que promete encher o ecran de cenas fantásticas e comoventes. Um filme para a familia, que decerto no fim se descobrirá ser bem mais que isso.
The Imaginarium of Doctor Parnassus - Terry Gilliam
Aquele que para sempre ficará conhecido como o ultimo filme de Heath Ledger. Com o projecto ameaçado pela subita morte do actor, o realizador teve a brilhante ideia (que decerto acabará por levar o filme bem mais longe do que de inicio se esperaria) de fazer Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell filmarem as cenas que faltavam a Heath Ledger, ajustando o argumento a tal "aventura".
The Invention of Lying - Ricky Gervais e Matthew Robinson
De Ricky Gervais e com Ricky Gervais (o criador da série de sucesso, The Office), este filme decerto não deveria passar despercebido do grande publico.
Antichrist - Lars von Trier
Nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, este filme gerou reacções bem distintas durante o certame. Violento e chocante, um filme a ver se se tiver estomago.
Gentlemen Broncos - Jared Hess
Uma aventura pelo mundo da comédia, com a participação de Jermaine Clement, meia-parte dos Flight of the Conchords.
Fantastic Mr. Fox - Wes Anderson
A primeira incursão pelo mundo digital do irrepreensivel Wes Anderson. Com um elenco de luxo, algo me fez coloca-lo neste segundo grupo. Não é por mal, adoro os seus filmes, mas não sei porquê acabam sempre por passar bem despercebidos do grande público.
The Girlfriend Experience - Steven Soderbergh
Cheira-me que é de facto uma experiência. Steven Sodenberg pegou numa bela actriz pornográfica, Sasha Grey, e fez dela uma actriz de cinema "normal". Dizem que a receita não ficou famosa, mas ainda assim surge em mim grande curiosidade. O argumento também não parece mau. Vou fazer por ver, sem duvida.
terça-feira, setembro 08, 2009
Inglorious Bastards - ainda a loucura,
desta feita sob a forma de beleza.
A actriz chama-se Mélanie Laurent. Quando a vi, no filme de Tarantino, assomou-me imediatamente a certeza de que já tinha visto aquele encanto em qualquer lado. Como não sou actor de cinema nem frequento o meio - é pena, para o caso - tive que me mentalizar abatidamente que só a podia ter visto num outro filme.... Cruel, mas é assim a vida.
Hoje descobri que foi em Paris (2008), de Cédric Klapisch, que pela primeira vez me cruzei com tão desarmante charme e delicadeza. E fogo, também...

em Inglorious Bastards.

em Paris.
Ah, também é boa actriz. A sério. :)
A actriz chama-se Mélanie Laurent. Quando a vi, no filme de Tarantino, assomou-me imediatamente a certeza de que já tinha visto aquele encanto em qualquer lado. Como não sou actor de cinema nem frequento o meio - é pena, para o caso - tive que me mentalizar abatidamente que só a podia ter visto num outro filme.... Cruel, mas é assim a vida.
Hoje descobri que foi em Paris (2008), de Cédric Klapisch, que pela primeira vez me cruzei com tão desarmante charme e delicadeza. E fogo, também...

em Inglorious Bastards.

em Paris.
Ah, também é boa actriz. A sério. :)
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segunda-feira, setembro 07, 2009
a loucura por detrás da loucura
Sobre Inglorious Bastards, com tanto o que já se disse e escreveu por aí, pouco me resta acrescentar, mais não seja pelo receio de olvidar algum dos mil e um momentos, pormenores e alusões tão peculiares que a fita passa. A não ser, talvez, este apontamento partilhado com uma amiga à saida da sala de cinema:
É preciso muita loucura para realizar um filme da forma como Inglorious Bastards foi realizado. Quem o realizou?
Mas, por debaixo da ponta do iceberg, há mais: é preciso uma loucura ainda mais desconcertante para escrever o argumento de um filme como Inglorious Bastard. Quem o escreveu?
Pois. É insanidade a dobrar. E brilhantismo. Muito.
E este é, mesmo que não pareça à primeira vista ao leitor, o maior tributo que posso fazer ao homem.
Curvo-me.
É preciso muita loucura para realizar um filme da forma como Inglorious Bastards foi realizado. Quem o realizou?
Mas, por debaixo da ponta do iceberg, há mais: é preciso uma loucura ainda mais desconcertante para escrever o argumento de um filme como Inglorious Bastard. Quem o escreveu?
Pois. É insanidade a dobrar. E brilhantismo. Muito.
E este é, mesmo que não pareça à primeira vista ao leitor, o maior tributo que posso fazer ao homem.
Curvo-me.
sábado, setembro 05, 2009
As Quatro Cabeleiras do Após-Calipso
Hoje, no DN gente, suplemento do DN, página 14:
"Em Portugal, os filmes dos Beatles ficaram associados a um dos mais descabelados títulos alguma vez inventados para exibição comercial. As Quatro Cabeleiras do Após-Calipso foi o nome dado a A Hard Day's Night, o primeiro filme dos Fab Four, de 1964".
Nas páginas 6 e 7 surge o cartaz desses "quatro cabeleiras". Assim reza (usarei as técnicas ao meu dispor para ficar próximo das variações do formato das letras):
FINALMENTE!!!
OS FABULOSOS
BEATLES
NO SEU ELECTRIZANTE E APLAUDIDO FILME
OS QUATRO CABELEIRAS DO APÓS-CALIPSO
(A HARD DAY'S NIGHT)
CABELUDOS!...DESGRENHADOS!...
MAS COM UM RITMO DOS DIABOS!!!
sábado, agosto 08, 2009
Cartazes
sexta-feira, agosto 07, 2009
Filmes subvalorizados
Por muitas e diversas razões, desde a baixa nota que lhes é atribuida no IMDB, à pouca atenção que lhes foi dada pelo mercado de distribuição cinematográfica (especialmente em Portugal), bem como pelo facto de os nossos canais públicos de televisão os terem esquecido, considero estes filmes alguns dos mais subvalorizados que conheço. Obviamente que este post é totalmente subjectivo, mas julgo que em alguns dos casos recolho a concordância de muitos.
The Abyss (1989) - de James Cameron. Um bom filme de ficção-cientifica debaixo de água (as parecenças com o ambiente espacial são berrantes e óbvias, contribuindo para algum do sucesso na execução do filme).
The Assassination of Richard Nixon (2004) - discreto, mas de indiscutivel qualidade. Este filme faz-nos acompanhar o dia-a-dia de um homem descontrolado e algo esquizofrénico (Sean Penn), e acaba por nos deixar algo comovidos com a sua história e desfecho (não ao jeito de I am Sam). A partir de setembro, também disponivel na DVDteca da biblioteca da FDUP.
Birth (2004) - não concordo com quem o acusa de conter cenas de conteúdo impróprio. Uma estranha história de amor, pouco plausivel mas bem conseguida, com cenas arrepiantes e grandes interpretações.
Children of Men (2006) - uma revolucionária obra prima de cinema, de Alfonso Cuarón.
The Fearless Vampire Killers (1967) - desde miudo que o vejo com frequência (o canal TCM insiste em passa-lo pelo menos uma vez por mês, o que quer dizer algo). Um bom filme de vampiros, da autoria de Roman Polanski, que associa terror, fantasia e um timido humor. Delicioso pelo Natal.
Gattaca (1997) - um excelente filme de ficção-cientifica, com interpretações de Jude Law e Ethan Hawke. Uma história de ambição desmesurada e luta, passada num futuro próximo e nada estranho.
Le Grand Bleu (1988) - completamente desconhecido para a maioria dos que me rodeiam, este filme de Luc Besson retrata a estranha história de dois bem sucedidos mergulhadores de alta competição, Jacques Mayol e Enzo Molinari, desenhando-a com contornos fantásticos. Apaixonante, aquático, e com uma fotografia lindissima por terras da Grécia, Itália e Peru, aconselho vivamente este filme.
Heat (1995) - de novo o aconselho, e agora mais vivamente, depois de o rever e de ver Public Enemies, também de Michael Mann, e no mesmo registo. Uma frenética história de acção e assalto a bancos, culminando num fascinante jogo do "rato e do gato" entre Robert de Niro e Al Pacino.
Hulk (2003) - o de Ang Lee. Vale especialmente pelos impressionantes efeitos especiais conseguidos através de tecnologia CGI. O enredo não é o melhor e mais cativante, mas as inumeras e bem conseguidas sequências de acção preenchem essa lacuna.
In Bruges (2008) - bem humorado, realizado e interpretado, todo rodado na linda cidade de Bruges, este filme tinha tudo (inclusive Colin Farrell) para ser bem sucedido nas bilheteiras. Mas não o foi. No entanto não passou despercebido à Academia...
Life Aquatic with Steve Zissou (2004) - dos meus filmes preferidos. Bem ao estilo de Wes Anderson, com o insubstituivel Bill Murray, e com uma banda sonora de fazer inveja (o fundir do melhor de dois mundos), este filme não foi bem sucedido nas bilheteiras, e apenas foi reproduzido timidamente na televisão portuguesa. Uma boa história de humor e acção, com óptimas interpretações por óptimos actores merecia melhor.
New World (2005) - uma aventura para os sentidos, bem ao estilo de Terrence Malick. A acção não é o seu forte, mas a belissima fotografia e paisagens fazem esquecer os momentos mais parados.
Payback (1999) - um dos casos mais berrantes. Uma boa história de vingança (algo autista) com Mel Gibson, que passou alheia à maioria.
Snatch (2000) - esquecido em Portugal por altura do seu lançamento, começa agora a ganhar alguma notoriedade. Uma história de mafiosos e negócios menos licitos bem ao estilo de Guy Ritchie, com fabulosas interpretações de Brad Pitt (como cigano) e um Jason Statham então desconhecido.
Unbreakable (2000) - de M. Night Shyamalan, bem ao estilo de M. Night Shyamalan. Uma história de super-heróis que passa despercebida como tal. Não se trata de uma sequência de cansativas cenas de acção, sendo as poucas que encontramos de beleza e perfeição raras. Negro e calmo, consegue despertar grande curiosidade e suspense até ao final.
Velvet Goldmine (1998) - o retrato de uma época, de um estilo e de uma forma de estar (algo naive). Uma alegoria à carreira louca de David Bowie como Ziggy Stardust, bem conseguida através de interpretações de Ewan McGregor, Christian Bale e Jonathan Rhys Meyers. Um jogo de luzes, brilho, cor e música. Disponivel na DVDteca na biblioteca da FDUP.
The Abyss (1989) - de James Cameron. Um bom filme de ficção-cientifica debaixo de água (as parecenças com o ambiente espacial são berrantes e óbvias, contribuindo para algum do sucesso na execução do filme).
The Assassination of Richard Nixon (2004) - discreto, mas de indiscutivel qualidade. Este filme faz-nos acompanhar o dia-a-dia de um homem descontrolado e algo esquizofrénico (Sean Penn), e acaba por nos deixar algo comovidos com a sua história e desfecho (não ao jeito de I am Sam). A partir de setembro, também disponivel na DVDteca da biblioteca da FDUP.
Birth (2004) - não concordo com quem o acusa de conter cenas de conteúdo impróprio. Uma estranha história de amor, pouco plausivel mas bem conseguida, com cenas arrepiantes e grandes interpretações.
Children of Men (2006) - uma revolucionária obra prima de cinema, de Alfonso Cuarón.
The Fearless Vampire Killers (1967) - desde miudo que o vejo com frequência (o canal TCM insiste em passa-lo pelo menos uma vez por mês, o que quer dizer algo). Um bom filme de vampiros, da autoria de Roman Polanski, que associa terror, fantasia e um timido humor. Delicioso pelo Natal.
Gattaca (1997) - um excelente filme de ficção-cientifica, com interpretações de Jude Law e Ethan Hawke. Uma história de ambição desmesurada e luta, passada num futuro próximo e nada estranho.
Le Grand Bleu (1988) - completamente desconhecido para a maioria dos que me rodeiam, este filme de Luc Besson retrata a estranha história de dois bem sucedidos mergulhadores de alta competição, Jacques Mayol e Enzo Molinari, desenhando-a com contornos fantásticos. Apaixonante, aquático, e com uma fotografia lindissima por terras da Grécia, Itália e Peru, aconselho vivamente este filme.
Heat (1995) - de novo o aconselho, e agora mais vivamente, depois de o rever e de ver Public Enemies, também de Michael Mann, e no mesmo registo. Uma frenética história de acção e assalto a bancos, culminando num fascinante jogo do "rato e do gato" entre Robert de Niro e Al Pacino.
Hulk (2003) - o de Ang Lee. Vale especialmente pelos impressionantes efeitos especiais conseguidos através de tecnologia CGI. O enredo não é o melhor e mais cativante, mas as inumeras e bem conseguidas sequências de acção preenchem essa lacuna.
In Bruges (2008) - bem humorado, realizado e interpretado, todo rodado na linda cidade de Bruges, este filme tinha tudo (inclusive Colin Farrell) para ser bem sucedido nas bilheteiras. Mas não o foi. No entanto não passou despercebido à Academia...
Life Aquatic with Steve Zissou (2004) - dos meus filmes preferidos. Bem ao estilo de Wes Anderson, com o insubstituivel Bill Murray, e com uma banda sonora de fazer inveja (o fundir do melhor de dois mundos), este filme não foi bem sucedido nas bilheteiras, e apenas foi reproduzido timidamente na televisão portuguesa. Uma boa história de humor e acção, com óptimas interpretações por óptimos actores merecia melhor.
New World (2005) - uma aventura para os sentidos, bem ao estilo de Terrence Malick. A acção não é o seu forte, mas a belissima fotografia e paisagens fazem esquecer os momentos mais parados.
Payback (1999) - um dos casos mais berrantes. Uma boa história de vingança (algo autista) com Mel Gibson, que passou alheia à maioria.
Snatch (2000) - esquecido em Portugal por altura do seu lançamento, começa agora a ganhar alguma notoriedade. Uma história de mafiosos e negócios menos licitos bem ao estilo de Guy Ritchie, com fabulosas interpretações de Brad Pitt (como cigano) e um Jason Statham então desconhecido.
Unbreakable (2000) - de M. Night Shyamalan, bem ao estilo de M. Night Shyamalan. Uma história de super-heróis que passa despercebida como tal. Não se trata de uma sequência de cansativas cenas de acção, sendo as poucas que encontramos de beleza e perfeição raras. Negro e calmo, consegue despertar grande curiosidade e suspense até ao final.
Velvet Goldmine (1998) - o retrato de uma época, de um estilo e de uma forma de estar (algo naive). Uma alegoria à carreira louca de David Bowie como Ziggy Stardust, bem conseguida através de interpretações de Ewan McGregor, Christian Bale e Jonathan Rhys Meyers. Um jogo de luzes, brilho, cor e música. Disponivel na DVDteca na biblioteca da FDUP.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Public Enemies
3 anos depois, Michael Mann volta ao grande ecrã com um negro e frenético filme de gangsters.Muito ao jeito de Heat (1995) e Collateral (2004), algo descontrolado e nada estático, Public Enemies retrata um pequeno trecho da vida criminosa de John Dillinger, um assaltante de bancos dos anos 30 do século passado, e os seus perseguidores - o maquiavélico J. Edgar Hoover inclusive.
Apesar das excelentes sequências de acção, o filme está também recheado de inumeros e bem conseguidos "escapes" de violência. Uma pouco provável (mas bonita, ora essa) história de amor, uma banda sonora surpreendente e ajustada, e uma incólume fotografia, bem como excelentes interpretações pelo vastissimo numero de actores.
Assaltos, romance, jazz e muitas tommy guns, tudo isto neste bom filme, levado à tela por Johnny Depp, Christian Bale e Marion Cotillard entre outros.
Eu gostei.
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