sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Cartaz 2º Semestre


4 Março - McCabe & Mrs. Miller, Robert Altman

18 Março - Days of Being Wild, Kar Wai Wong

8 Abril - The Apartment, Billy Wilder

22 Abril - 12 Angry Men, Sidney Lumet

13 Maio - Boyz n the Hood, John Singleton












* agradecimentos à Luisa Beato pelo cartaz.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Enviem criticas

Colegas da FDUP e seguidores do blog noutras bandas,
se têm por hábito escrever criticas a filmes e gostavam de as ver publicadas neste blog, enviem-nas por email para cineclubefdup@gmail.com, deixando um comentário de aviso no último post publicado.

A direcção do CineclubeFDUP ficará agradecida com a vossa contribuição.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

sábado, fevereiro 13, 2010

as cores mais bonitas do mundo



...estão aqui, neste clip (autoria de Nez Khammal).
Obra prima que me faz pensar (rectius, duvidar) acerca das barreiras entre televisão, cinema e algo mais.

Do México

"Rudo y Cursi" de Carlos Cuarón (2008) leva-nos numa viagem até ao México remoto das plantações de banana, das estradas de terra e dos preconceitos entre homens e mulheres. Ao mesmo tempo que faz o retrato de uma povoação pobre e pequena, onde os maridos ainda podem bater nas mulheres, onde as crianças não vão à escola porque ficam a trabalhar e onde os rapazes jogam futebol para passar o tempo, enquanto sonham com a glória dos grandes craques. E os detalhes que caracterizam o lugar onde Tato (Gael Garcia Bernal) e Beto (Diego Luna) vivem, são essenciais para perceber o que acontece a seguir na história e traçar analogias com situações comuns.

Tato e Beto são irmãos que trabalham na plantação de bananas, o primeiro com o desejo de se tornar cantor e o segundo com um terrível vício no jogo. Na ânsia de encontrar a fama que tanto procura, Tato decide que vai abandonar o México para ir em busca do sonho de ser cantor nos Estados Unidos, até que por coincidência ambos encontram um empresário de futebol parado na berma da estrada com problemas no carro. A partir daí, são escolhidos como promessas do futebol mexicano, mudando-se para a capital e começando o mais importante da história: a forma fiel como é filmada a ascensão dos irmãos. Claro que não é difícil imaginar o que acontece a dois rapazes nascidos num meio pobre que são catapultados para as capas de revistas, para o dinheiro fácil e para um meio onde passam a conviver com aqueles que se habituaram a ver pela televisão.

A Tato não falta nenhum detalhe de caracterização: desde as madeixas às camisolas de lycra cor-de-rosa, aos carros imponentes e à namorada estrela de televisão que já passou por meio México. Rudo, mantém o seu bigode nativo, mas perde-se entre o jogo e a cocaína, enquanto continua a ser alvo de troça por ter uma mulher que trabalha. Entretanto Tato consegue concretizar o seu sonho e grava um videoclip, esperando finalmente poder deixar o futebol para se dedicar ao espectáculo, mas o único concerto que chega a dar é bastante terrível.

O filme é uma sátira ao mundo do futebol e à forma como são pescados e catapultados miúdos para o topo quando no minuto seguinte falham e não têm direito a uma segunda oportunidade, sendo facilmente esquecidos por aqueles que chamavam os seus nomes nos estádios, pelas revistas e por todas as pessoas que os rodeiam. É ao mesmo tempo um apanhado bastante bem feito de algumas figuras bem nossas conhecidas, mesmo que sem intenção.

Crítica por Daniela Ramalho

"Nana se demand si elle est heureuse"

De Niro

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

ainda Invictus

Evidentemente que não é, de todo, por coisas destas que fiz a apreciação negativa que fiz de Invictus. Fosse só isso e Invictus até poderia ser um enorme filme. Infelizmente, há muito mais para além de carros que não existem e regras básicas de râgueby (que desconheço) violadas.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

a invencibilidade foi beliscada

Andava com medo de dizer que Invictus tinha sido dos piores filmes que tinha visto nos últimos tempos e que, como filme, entrava em competição com aquilo a que se chama de filmes de domingo à tarde (deixemos de lado, por agora, a relativa imprecisão da expressão). Mas alguém teve mais coragem do que eu e disse-o: Clint domingo-à-tarde Eastwood.

nota:
Em (grande) parte, acho que a bolha de admiração e reverência que vai acompanhando Invictus se deve à história verídica que retrata. E essa, a de Mandela e a da luta de um país, merece a admiração de todos e da História. Mas isso é uma coisa... outra coisa é o filme.

domingo, janeiro 31, 2010

The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (2007), Andrew Dominik





Cena inicial e primeira faixa da banda sonora por Nick Cave e Warren Ellis.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

"vontade de encontrar três patas no gato sabendo que tem quatro"* ou mais do que isso?

ÀS 2h30 da manhã, conseguimos sempre surpreendermo-nos:





*Excerto de um excerto do livro Conversa na Catedral, de Mario Vargas Llosa, que me pareceu ter perfeita pertinência para o propósito deste post.

no Vietnam (e em tantos outros lugares) fizeram falta destes*

*os que aparecem ao minuto 1:45.
Até lá, aprecie-se toda uma fauna avatariana:



nota1: Agradeço sinceramente a quem teve a paciência para fazer este clip. Andei horas à procura do "Hammerhead" (o tal que fazia falta no Vietnam e que aparece ao minuto 1:45) no Google e não encontrei.

nota2:
Avatar é um bom, sim, grande, filme, não obstante alguns pormenores que facilmente se dispensariam (como o do mauzão americano beber café enquanto dá ordens de destruição no cockpit de um "Scorpion", ou o de haver um mauzão que é mauzão, americano e... musculado) pela vulgaridade que imprimem a um filme que vive da originalidade do seu argumento (sem prejuízo das inúmeras alusões históricas às lutas anti-coloniais, anti-imperialistas e anti-belicistas ou à figura do herói romanesco, homem corajoso e preserverante que, no meio do reboliço, ainda tem tempo para se apaixonar) e do imaginário belíssimo que retrata - os animais (ver clip acima), os troncos das árvores que se acendem a cada passo, os seres voadores que se abrem num leque luminoso, etc. etc.. Tirando estes e outros apontamentos menores, James Cameron tem os meus aplausos por um argumento fascinante (há cabeças com tanta imaginação!) e por pintar um quadro que nos faz recuar aos tempos mais felizes da nossa infância no que toca ao grande ecran ou à caixinha mágica (à Disney, portanto).
Ah, e ainda sobre o argumento, como disse alguém: em que outro momento desejámos tanto que os humanos "perdessem"?

nota3: Como já deve ter sido notório para o leitor, serei o único opinador que fala de
Avatar sem fazer menção à "revolução 3D" que ele traz consigo. Não por pretensiosismo (de originalidade) mas por não saber nada (nem me interessar, confesso) sobre a coisa. A sério.

domingo, janeiro 24, 2010

A Bridge Too Far (1977), Richard Attenborough


(!)
Com:
Dirk Bogarde
Sean Connery
James Caan
Michael Caine
Gene Hackman
Anthony Hopkins
Laurence Olivier
Robert Redford
...
e Richard Attenborough na realização.