Conan the Barbarian (1982)


Estes cartazes são estranhamente semelhantes.
Eram outros tempos...
3 anos depois, Michael Mann volta ao grande ecrã com um negro e frenético filme de gangsters.

Está de volta o ciclo "Um ano de Cinema(s)" ao Teatro do Campo Alegre, até Setembro, com sessões diferentes todos os dias às 18.30h e 22h. Bilhetes a 3,5€. A não perder, entre filmes oscarizados, menos divulgados, regressos de grandes cineastas e algumas estreias. Eu vou estar por lá.



Adaptação da obra de Maurice Sendak por parte de Spike Jonze, outro renegade do cinema norte-americano. Pelo que já pude ver em trailers e snapshots (e o cartaz), aliciantes não faltam ao filme. A óptima fotografia e o bom gosto arrebatador sobressaem obviamente. (trailer)
De Jim Jarmusch, com grande parte dos suspeitos do costume. (trailer)
Do ainda desconhecido Neill Blomkamp, District 9 é uma sátira (acredito) a toda a problemática dos refugiados e do xenofobismo, em particular na África do Sul, contra moçambicanos e habitantes do Zimbabwe que lá se refugiam.clicar sobre o titulo do filme ou poster para aceder à pagina IMDB
Apesar da utilização pedagógica que dele faço, por condensar muitas das questões fundantes do Direito do Trabalho, tais como o papel do trabalho na vida, a legitimidade da propriedade, o conceito de trabalho digno, os efeitos devastadores da precariedade e do desemprego, a existência de working poors, a natureza conflitual da relação laboral, o carácter alimentar do salário, os problemas da intermediação e do recrutamento, a superação do desequilíbrio contratual através da acção colectiva ou até a justificação do direito à greve e do princípio da não substituição de grevistas, a minha adesão emocional às “vinhas da ira” prende-se, sobretudo, com o facto de ser um road movie da provação – “nenhum ser humano aguentaria tanta miséria”, diz um personagem menor - e uma magnífica corporização simbólica das forças e fraquezas humanas: a caminhada inicial de um Tom Joad sozinho na iminência do encontro com o infortúnio, o avô que morre quando desenraizado do seu nativo Oklaoma, a avó que não sobrevive à travessia do deserto, a gravidez de Rosasharn, a Ma – personagem maior do que a vida - que se desfaz da sua história pessoal antes de partir, que se recusa a olhar para trás ou que ampara a sogra morta para fazer prosseguir a família através da fronteira estadual.
Do ponto de vista formal, é uma narrativa que só podia ter sido filmada a preto e branco, pois é, constantemente, uma narrativa de claro-escuro, de desencanto e de esperança, de dureza e ternura, de injustiça e revolta, de solidão e solidariedade, tal como a vida. Espero que confrontados com as belíssimas imagens do filme sintam o murro no estômago que só pode ser dado pela realidade, mesmo quando ela é tão simbolicamente retratada. Segundo consta, este foi, aliás, o propósito de Steinbeck, quando terá referido ao seu editor que fez o possível para “arrasar os nervos” dos leitores. Não sei se conseguiu tão universalmente quanto John Ford.