terça-feira, setembro 30, 2008


A história deste filme é simples, e o argumento reduzido. Não é um grande clássico de cinema, nem um sucesso de bilheteira. Bad taste é obra de Peter Jackson mais conhecido por trabalhos como o Senhor dos anéis. Este é um filme de culto por excelência, poucos conhecem, mas quem viu não esquece. A história relata uma tentativa alien de colonizar o planeta e transformar os Humanos em Hamburgers espaciais. Muito Gore, violência e cenas ridículas, entregues a O’Herne e à sua equipa que nos daram algumas delicias tão ao gosto da já longínqua e tao admirada década de 80.
Este filme em conjunto com outros já apresentados aqui como o mítico “ Jack Burton nas garras do Mandarim “ e o " Evil Dead " fizeram a delicia de muitas infâncias e certamente de alguns de vos.




segunda-feira, setembro 29, 2008

Ola a todos, é oficial, o blog com a minha chegada tornou-se subversivo !

quinta-feira, setembro 18, 2008

Isto, isto e isto em Serralves. O Manelzinho também vai andar por lá...

sábado, maio 31, 2008

ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NA CIDADE DO PORTO

"A cidade do Porto sofre de vários e complexos problemas na área da cultura, como é do conhecimento geral. No entanto, esta situação não é generalizável a todo o país. Efectivamente, Lisboa continua a usufruir de forma centralizada dos serviços de certas instituições culturais que deveriam fazer jus ao seu âmbito nacional, como, por exemplo, a Cinemateca Portuguesa, um organismo público suportado pelos contribuintes a nível nacional.

No Porto, é de grande interesse público a criação de uma extensão da Cinemateca, o que permitiria acabar com a carência de exibição cinematográfica sentida na cidade, ao nível da produção anterior à década de 90...."



Aliens - 1986

Apesar de ainda nem sequer conseguir ler as legendas, da primeira vez que vi este filme consegui aperceber-me de dois factos: este era uma fabulosa obra de ficção-científica, e aqueles bichos eram maus como as cobras.
Neste segundo filme da saga Aliens (a meu ver o melhor), desta feita realizado por James Cameron, é-nos apresentado um enredo de acção alucinante estranhamente credível, em que tropas humanas são enviadas para combater uma ameaça extraterrestre que se instalara numa colónia espacial. Toda a acção decorre num futuro longínquo, mas nem por isso menos realista.
A fotografia é espectacular. Em Aliens o espectador é presenteado com frenéticas cenas de combate e perseguição, tudo isto em muito bem conseguidos sombrios cenários. Além dos espectaculares cenários e revolucionários efeitos especiais, há que ter em grande conta as interpretações de Sigourney Weaver, Michael Biehn e Bill Paxton, este último, a meu ver, numa interpretação memorável.
Gostei; continuo a gostar; e dói-me quando penso que já não se faz ficção-científica assim. Recomendo.

quinta-feira, maio 22, 2008


Army of Darkness – 1992


A nenhum herói roubei tantas citações quanto a Ash, a personagem principal deste filme de Sam Raimi. Brilhantemente interpretado por Bruce Campbell, Ash, apesar do seu indiscutível heroísmo, foi moldado de acordo com todos os clichés do “anti-heroismo”: é mal-educado, sucumbe regularmente a vícios da vontade, tem uma estranha relação com as mulheres, e nem sempre é tão corajoso quanto seria de esperar de um herói.
Toda a história gira em torno da demanda pelo Necronomicon, o “Livro dos Mortos”, em que se alojam as soluções para todos os problemas de vastas populações indefesas e de Ash, que sem escolha se vê envolvido em paranormais batalhas contra terríveis exércitos de cadáveres.
Num misto de acção, um pouco de terror e muita comédia, Sam Raimi leva-nos numa improvável aventura por paisagens medievais, recheada de humor e exagerada violência.
Recomendo o filme, as citações não tanto (afinal as mulheres não gostam assim tanto de humor machista…).

terça-feira, maio 20, 2008


Fearless Vampire Killers - 1967

Como grande parte da obra de Roman Polanski, também este filme é desconhecido do grande público. Apesar de mais sério e escuro, à semelhança “The ‘burbs” este é também um excelente exemplar desse género estranho e maldito, o terror cómico.
Lembro-me de em pequeno, quando nem sequer conseguia seguir atentamente as legendas sem ficar enjoado, sentir que todo o filme era de um encanto horroroso que me fascinava e deixava gelado de medo. Repleto de interpretações brilhantes, inclusive de Roman Polanski e Sharon Tate, a sua falecida esposa, todo o filme decorre em cenários memoráveis, interiores e exteriores. O brilhantismo do filme resulta da fusão de um terror clássico com um intemporal humor físico, bem como de um argumento onde encontramos incríveis perseguições na neve sob trenós, aterradores vampiros com graves problemas de alcoolismo, caçadores de vampiros muito pouco experientes na arte de espetar estacas, e vampiros de uma questionável sensibilidade.
Graças a este filme ainda hoje durmo de luz acesa.
Recomendo. E o filme também.

sexta-feira, maio 16, 2008

The 'burbs - 1989
Filme da minha infância #2.
Sempre achei os meus vizinhos estranhos, mas nem a Dona Júlia que só tem uma perna bate a família Klopek deste divertido filme de Joe Dante. Todo o filme gira em torno de um sossegado e seguro neighborhood, cujos habitantes vêem a calma rotina ser ameaçada pela chegada de novos vizinhos, os Klopek.
Tom Hanks tem o papel principal do filme, Ray Peterson, um psicótico e medroso vizinho que se vê arrastado pelos amigos na busca pela verdade sobre a estranha nova vizinhança. Repleto de humor, muitas das vezes físico, todo o filme se vê envolto num ambiente obscuro e sinistro, tornando-o num bom exemplar de terror cómico.
Até à minha triste infância este filme trouxe alguma alegria. Recomendo-o vivamente.


quinta-feira, maio 15, 2008

Big Trouble in Little China - 1986

Sem dúvida o filme da minha infância. Foi o primeiro que vi.
Camionistas, ninjas, ninjas maus, velhotes, chinesas de olhos verdes, e muitos trovões e faíscas, tudo isto encontramos em doses industriais neste clássico de John Carpenter.
Jack Burton, o anti-herói interpretado por Kut Russell cuja saga é relatada neste filme, é um camionista algo low-life, que se vê pelos motivos menos óbvios arrastado em paranormais aventuras. Com Kim Cattrall forma uma dupla ao jeito de Han Solo e princesa Leia na trilogia da “Guerra das Estrelas”.
Com o vincado e berrante traço estético tão característico dos anos 80, “Jack Burton nas Garras do Mandarim” (a tradução muito liberal, mas muito engraçada e bem conseguida), é uma aventura rápida, alucinante e algo cómica, que quando misturada com o consumo excessivo de psicotrópicos pode causar sensação de vertigem e paralisia parcial da face.
Recomendo. Os dois.

quinta-feira, maio 01, 2008



Na nossa (curta) tradição de fazer algo especial no fim de cada semestre, aqui está a próxima surpresa. Com início às 16h, será apresentado o filme "Midnight Cowboy", de John Schlesinger, seguido de um lanche muito especial, com música, convívio e discussão. Depois, temos o "The Graduate", de Mike Nichols. As apresentações ficarão a cargo, respectivamente, de Maria João Fonseca e Alexandra Severino, ambas directoras da nossa nobre instituição.
Tendo em conta que a sessão é especial, e que comportará custos extra para o cineclube, somos obrigados a fazer inscrições e a cobrar um simbólico bilhete de 1€. As inscrições podem ser feitas junto do já mítico Sr. Ferreira, no balcão da segurança da FDUP.

Contamos com a adesão de todos!

P.S.: Então e essas críticas? Criminologia ganha por 1-0 a Direito.

quinta-feira, abril 17, 2008

É com muito prazer que o cineclube publica a primeira crítica enviada, no âmbito do desafio que lançámos através da 'mailing list' e cujos objectivos estão, também, apresentados no blog.

Parabéns pela crítica Inês!

Esperamos que todos participem. *

There Will Be Blood

There Will Be Blood não ganhou o Óscar, mas esta questão fica para depois. O que é certo é que nao podemos falar desta obra como um simples filme. É mais que isso, é a pura e perfeita conjugação de elementos fotográficos, musicais, actuações geniais que ultrapassam qualquer filme deste século. Difícil de consumir? Para muitos, sim. Compreensível? É subjectivo. São 159 minutos de arte, com actuações brilhantes e já bem conhecidas pelo publico em geral. Pois que é inegável que Daniel Day-Lewis se esmerou, e Paul Dano não lhe ficou nada atrás. Assistimos a uma historia de petróleo, ambição, luta, amor-ódio e degradação. A acção começa a ganhar asas quando D. Plainview (Daniel Day-Lewis) tem conhecimento de forma dúbia e misteriosa de que numa pequena cidade do Oeste um mar de petróleo está a emergir. Assim, segue o rumo juntamente com o seu filho, H.W. (Dillon Freasier - com, certamente, um futuro promissor), para usar a mestria de persistência e tentar a sua sorte na mirabolante Little Boston. É aqui que a intriga começa e tudo acontece. O resto fica para verem.

Jonny Greenwood consegue momentos brilhantes com a banda sonora que criou, principalmente por resistir ao comum e assumir uma postura irreverente. É assim que em muitos momentos, o som esperado era um, e acaba por sair outro, que resulta na perfeição. Mas outra coisa não seria de esperar de um guitarrista de uma banda tão controversa como os Radiohead! (E controversa não significa má, antes pelo contrario).

A complexidade desta obra de Paul Thomas Anderson é imensa, coisa a que ele já nos tinha habituado, por exemplo, com Magnólia, filme que nos faz reflectir sobre questões à partida banais. Será por essa complexidade e consequente falta de apreensão por parte de muitos que There Will Be Blood não foi o premiado? Ou será que, efectivamente, No country for old man (quase tao bom) fica a um nível acima? Para mim, não. Resta a vossa opinião. Entretanto, quando tiverem oportunidade, não deixem de ver There Will be Blood.

Rosebud, Criminologia


Caros amigos do cineclube,

O cineclube é de todos. Não é da direcção, mas sim de todas as pessoas que para ele contribuem de alguma forma, seja pela presença nas sessões, seja pela contribuição enquanto sócios, seja pela ajuda na preparação da sala, na publicidade, em todos os demais encargos que existem quando há um projecto deste género.
Uma das formas pelas quais todos podem contribuir, é vendo cinema. Pura e simplesmente, ver cinema e falar sobre ele. O nosso objectivo é fomentar o cinema, difundir a cultura, levar ao público obras que não seriam vistas de outra forma. Inspirar o pensamento crítico, criar novas perspectivas de apreciar filmes, de conhecer génios criativos e técnicos exímios. Queremos exigir de todos uma participação activa, e não uma mera atitude passiva.

Estão todos convidados, assim, a fazer críticas de filmes que vejam e que achem que se enquadra no espírito do cineclube (excluem-se assim as sagas American Pie, Scream, Porky's, etc.), sejam novidades ou clássicos, e a enviar-nos por email (cineclubefdup@gmail.com). De acordo com a qualidade e o volume das críticas (sim, centenas...), serão publicadas no blog. Caso haja ataques súbitos de timidez, lembrem-se que ninguém julga ninguém, que ninguém é perito ou crítico profissional de cinema, e que o objectivo é precisamente desenvolver a capacidade crítica de todos. Arrisquem!

quarta-feira, abril 09, 2008

Esta quinta-feira, às 18h30, o Cineclube alberga o Projecto Circuito
Arsenic and Old Lace, de Frank Capra, 1944
Apresentação da Professora Alexandra Serapicos.



segunda-feira, abril 07, 2008

Aniversário: FRANCIS FORD COPPOLA.
O nosso tasco, ou usando um nome mais fino, a nossa Film Society, aproveita o dia para felicitar o sujeito acima indicado, dado que celebra hoje (7 de Abril) 69 anos.
Não vamos, claro, relatar aqui a vida do realizador, visto que acreditamos piamente que todos os nossos assíduos leitores já a conhecem. Portanto, só temos isto a dizer:

The Conversation.

Apocalypse Now.

The Godfather, I, II e III.

Rumblefish.

Dracula.


quarta-feira, abril 02, 2008


A não perder no cinema: I'm not there.

O recente filme de Todd Haynes faz-nos um retrato da vida de Bob Dylan, usando o mesmo sistema/estrutura que anteriormente usou em Velvet Goldmine, de 1998, mas desta vez em "bom". Ou seja... É um filme que vale a pena ver, mesmo para quem não conhece muito bem a obra de Dylan (como eu) e precisa apenas de uma oportunidade.
Nos principais papéis, temos Cate Blanchett, Ben Wishaw, Christian Bale, Richard Gere, Marcus Carl Franklin, e o defunto Heath Ledger no seu último papel. Todos eles interpretam Dylan, numa parte da sua vida ou num momento da sua personalidade, como alter egos do cantor. Sem dúvida é surpreendente conhecer um pouco mais do que passa/passou na cabeça de um dos mais influentes artistas do século passado, a sua relação conflituosa com os media, a reacção destes e dos fãs às suas mudanças ou evoluções, a crítica social, a guerra do Vietname e todos os restantes acontecimentos que marcaram a época.
A fotografia do filme é bastante boa e a banda sonora é brilhante, vale a pena mesmo ter atenção e ouvir. São 2 cds deliciosos.
Quanto à realização, não gostei, de facto, do Velvet Goldmine, mas sou obrigado a reconhecer que o realizador conseguiu utilizar a mesma estrutura de filme, como já disse, mas aperfeiçoada a ponto de funcionar e termos um filme agradável e interessante de ver. A desconsiderarmos o objectivo do filme, Dylan, temos uma série de histórias que em ponto nenhum se cruzam, mas que encaixam se tivermos em conta a formação de uma personalidade problemática, poeta, pensativa e até louca.


quinta-feira, março 27, 2008

É com prazer e regozijo que a direcção anuncia a tão esperada criação de uma mailing list. Temos assim mais um instrumento que nos facilitará a comunicação e publicidade com todos os amigos do cineclube.
Serão enviados aos subscritores mensagens sem qualquer periodicidade, contendo todo o tipo de informações relativas quer ao cineclube, quer ao cinema em geral. Sinopses, programas, anúncios das sessões e ainda de abertura de inscrições para sessões especiais, desejos de boas festas (Natal, Páscoa, Hanukkah, Kwanzaa), etc.

Os interessados em subscrever, podem, além do contacto directo com um membro da direcção, enviar um e-mail para cineclubefdup@gmail.com com o pedido de subscrição (no texto basta 'mailing list'; 'eu quero'; 'kawabunga'; etc.)

sábado, março 15, 2008

Aproveitando a paragem da faculdade por uma pequena semana, fazemos aqui um pequeno ponto da situação "cineclubista", para recomeçarmos em força.

A estreia do projecto circuito foi um sucesso, lotação completamente esgotada, perto de 200 pessoas e um filme que lembra a quem o vê que, realmente, o cinema merece ser a 7ª arte. Uma pequena amostra para quem não foi:



Voltando então ao nosso cineclube, estão na calha filmes importantíssimos para a história do cinema, uma programação bastante forte (como nos é exigido pela qualidade de cinema universitário que existirá este semestre). Repulsion, de Polanski, é o senhor que se segue.

Relembro que a DVDTECA está em funcionamento, e que esta semana contará com novos filmes.

Recomendo para esta semana:
Caramel e No Country For Old Men - Cinemas Medeia - Shopping Cidade do Porto
The Darjeeling Limited - Cine-Estúdio do Teatro Campo Alegre

Bons filmes e boas férias.

quinta-feira, março 13, 2008




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terça-feira, março 11, 2008




Sem palavras.

On the Waterfront, 1954// Elia Kazan.