domingo, novembro 04, 2007
Eu gosto muito dos Joy Division, uma das mais primárias bandas do post-punk, e gosto muito dos New Order, banda que surgiu das cinzas daquela. O filme é a preto e branco, como era exigido pelo glam da época. Mais a dizer, só que já arrecadou 9 prémios em vários festivais, como Cannes, Chicago e Melbourne. Decididamente, a não perder. Quer para quem gosta de música, quer para quem gosta de cinema (quanto a mim são indissociáveis).
nota pessoal: soube bem, após uma série de filmes "pesados" para o espírito, ver uma coisa mais leve, histórica e diferente.
Aconselhado vivamente.
quarta-feira, outubro 24, 2007

Caros cineclubistas,
Depois do período de férias e do início do ano lectivo, a actividade do Cineclube está de regresso.
Na próxima quarta-feira, abrimos a nossa programação com Rumble Fish/Juventude Inquieta, uma película de Coppola.
Neste segundo ano de actividade, contrariando a tendência do ano passado, incidiremos maioritariamente sobre a cinematografia americana. No entanto, não deixaremos de agarrar significativas obras das indústrias europeias: no primeiro semestre, Roma Cidade Aberta, magistoso ícon neo-realista; no segundo semestre, optando entre Pickpocket ou Fugiu um Condenado à Morte, introduziremos Robert Bresson.
O último filme do semestre, A Lula e a Baleia (The Squid and the Whale), decorrerá numa sala de cinema da cidade, numa sessão gratuita para todos os interessados, para a qual abriremos inscrições em finais de Novembro.
Continuaremos com a estrutura de apresentação aos filmes, no início das sessões, com o mesmo objectivo de conduzir a uma compreensão contextualizada das obras, ao nível estético e histórico.
Continuaremos também com o mesmo sistema de contribuições mensais pelos associados, vital para o desenvolvimento e reprodução do projecto. E assim, por uma boa causa, já na próxima semana, começaremos a incomodar a comunidade da fdup com este propósito.
Dia 31, a sétima arte voltará a habiitar a Faculdade, integrando toda a sua dinâmica, com a reabertura das sessões do Cineclube, que certamente continuará a representar um interessante espaço de convívio e crescimento cultural.
Até quarta.
quarta-feira, outubro 17, 2007
De qualquer modo, e penso que falo por todos os membros da direcção do cineclube, damos as boas vindas aos novos alunos da FDUP, e também aos velhos, e esperar que, apesar dos problemas que surgem com a "entrada" do curso em Bolonha, tudo corra pelo melhor...
Sem mais, prometemos ser breves a iniciar as nossas tarefas, um bem haja a todos.
Agradecimentos é comigo ou com o Sr. Guilherme Silva.
Reclamações é favor se dirigirem ao Departamento de Queixas do Sr. Joaquim Guilherme Blanc.
terça-feira, setembro 04, 2007

Estou de volta, caros cineclubistas. Depois de uma semana paradisíaca e inesquecível em terras longínquas, voltar ao Porto é sempre uma experiência de díficil de definir. Quando comparamos a beleza das paisagens e das gentes nórdicas com a nossa, juntando-lhe uma cultura assaz diferente, de preocupação artística e ecológica e social inigualável, sentimo-nos sempre a perder.
Só para deixar algumas curiosidades, em Copenhaga não vi um único traço de sujidade nas ruas, embora tivesse de correr tudo para encontrar um único caixote do lixo. E as bicicletas têm prioridade sobre os carros - estão em maioria, claro está. Na Noruega, um país com apenas 6 milhões de pessoas e o dobro do tamanho do nosso (a capital, Oslo, cuja área é quatro vezes a de Paris, tem apenas 500 000 habitantes), o equivalente ao IVA varia entre 15% e 25% e o IRS entre 30% e 50%. A maior parcela da riqueza nacional advém, no entanto, da exportação de petróleo, pois o seu consumo interno representa apenas algo como 10% da energia utilizada - os restantes 90% provêm de energias renováveis e gás natural. Cerca de 30% de toda a riqueza nacional é canalizada para o sistema de Segurança Social, e pasme-se, apenas 1% das escolas de ensino básico e secundário são privadas, e 3% no ensino superior. Ah, e até aos 13 anos as crianças não recebem notas na escola - transitam sempre de ano.
É claro que nem tudo é perfeito. O café não presta, as pessoas à meia-noite já estão em coma alcoólico, e o tempo é um desespero. Por isso, quando volto à minha terra há coisas às quais dou um valor imenso - o sol, o calor, o "cimbalino", a praia, os pastéis de nata, as legendas nos filmes. O Porto, apesar de tudo, é a minha cidade, a cidade à qual sempre voltarei, mesmo após ficar deslumbrada com todas as outras. Pedem-me usualmente para definir o Porto. Não sei que diga. Afirmações banais são traições banais. Então penso que a melhor forma de perceber o Porto reside no género. Quase todas as cidades europeias são femininas. Vamos a Lisboa. A Madrid. A Paris. A Londres. A Roma. A Praga. Não é por acaso. Existe nestas cidades uma leveza feminina, uma graciosidade pueril muito avessa à rudeza dos machos. O Porto é outra história. É o Porto. Cinzento. Rude. Masculino. Cativante na sua sensualidade. Por vezes violento. Intratável na linguagem. Mas cúmplice como um amigo de copos e rixas. Lisboa, como diz a canção, pode ser menina e moça. O Porto, pelo contrário, é muito homem. O Porto é um gajo porreiro. E um daqueles gajos que nunca deixa de me apaixonar. Só queria poder andar de bicicleta - com espaço, sem medos.
Peço desculpa pela dimensão do texto (males de quem não tem um outro blog para divagar...). Para parecer que este post tem algo a ver com cinema, deixo fotos da Cinemateca Dinamarquesa, em Copenhaga, e Norueguesa, em Oslo.
Quanto ao nosso Cineclube, esperem novidades em breve e uma programação de arromba para este semestre!
quinta-feira, agosto 30, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007

quarta-feira, julho 11, 2007
terça-feira, julho 10, 2007
Caros cineclubistas, como devem ter reparado a actividade no blog (e obviamente na faculdade) decresceu bastante, o que se prende com a famosa época de exames que (ainda) se vive.
De qualquer forma, o cineclube e os seus incansáveis directores mantêm o trabalho, pelo que temos uma mão cheia de projectos novos para o arranque do novo ano, e nos encontramos de momento em reuniões para balanço do ano lectivo que agora se encerra para rapidamente começarmos os trabalhos do novo ano. Aí sim, recomeçará a actividade completa do cineclube, onde iremos preparar as listas de filmes, o espaço, os requerimentos (gui...) e as inovações que surgirão futuramente.
Resta relembrar que a DVDTECA continua disponível para alunos e professores da faculdade, desde que a biblioteca também permaneça aberta.
sábado, julho 07, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Não me interessa aqui apresentar um trailer ou uma crítica, mas simplesmente a fantástica cena de estalada entre a Branca de Neve e a Cinderella (se não estou em erro). Ora então, no excerto abaixo estejam atentos ao tempo 1:33seg., e observem a mestria, o maravilhoso e contundente chapadão que é desferido na cara da Branca de Neve. Muito, muito bom, hilariante, e deixou-me a rir sozinho durante 2 dias. Não tenho mais palavras minhas senhores e meus senhores, 1:33 e seguintes.
segunda-feira, maio 28, 2007

A história contada é a de um inocente casal americano de férias em Marrocos, Ben McKenna (James Stewart), a mulher Jo (Doris Day) e o filho Hank (Christopher Olsen). Ben conhece o agente secreto Louis Bernard (Daniel Gélin), que é assassinado num dos típicos souks marroquinos – aparecendo aliás o realizador Hitchcock de costas para a câmara assistindo à actuação de acrobatas, pouco antes do assassinato. Contudo, antes de morrer, Bernard revela a Ben os planos acerca de um assassínio que vai acontecer em Londres. Os McKenna vêem-se assim inopinadamente envolvidos numa conspiração internacional e o seu filho é raptado, com o objectivo de os chantagear. Esta circunstância vem a implicar que interrompam as férias para viajar até Londres, onde se desenrola depois a acção principal.
A banda sonora singular – a canção “Que sera, sera” veio mesmo a ganhar o Óscar de Melhor Canção Original -, o clássico Jimmy Stewart e uma Doris Day em contexto diferente do usual servem o contar da história, que culmina com o memorável final no Albert Hall em que cerca de doze minutos de silêncio suportam o suspense do realizador e provocam acentuada taquicardia ao espectador. A leitura do filme é então completa: o címbalo final é o mesmo que ecoa, ainda esquecido, no início do filme, como sinal de anúncio da mudança iminente da pacatez da vida daquela família.
Diga-se ainda que a versão de 1956 corresponde a um remake do filme original da década de 30. Tal como a primeira versão, o remake baseou-se num conto escrito por Charles Bennett e D.B. Windham Lewis, mas o argumento foi escrito por John Michael Hayes, com quem Hitchcock trabalhou em Janela Indiscreta e O Terceiro Tiro. O realizador apenas impôs uma condição a Hayes: não ver a versão de 1934. - O Homem Que Sabia Demais esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou os direitos de 5 dos seus filmes, para os deixar como legado à filha, Patrícia. Estes filmes receberam foram designados como "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e só voltaram a estar novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde o seu primeiro Visionamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1954), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).
sábado, maio 26, 2007
segunda-feira, maio 21, 2007
Tarantino é um realizador, no mínimo, controverso. Para uns é excelente, para outros é mais um no universo do cinema. Uma coisa é certa, até se ver este filme, ninguém consegue avaliar correctamente a sua obra.
Ele escreve, realiza e actua neste filme, onde se incluem Harvey Keitel (que ajudou a financiar o filme), Michael Madsen, Steve Buscemi, Tim Roth, entre outros.
Basicamente temos um filme com um punhado de personagens, gangsters, cenários que se contam pelos dedos de uma mão e numerosos flashbacks que nos vão contando um dos assaltos mais famosos, e falhados, do cinema, num clima de tensão e violência incríveis e crescentes, com uma pequena pausa para respiração… até voltar de novo com mais força.
- O orçamento deste filme foi tão baixo que a maioria dos actores usa o seu próprio guarda-roupa, como Christopher Penn e Steve Buscemi, e a estilista ofereceu os fatos usados no assalto por ser fã do género de filme.
Finalizando, é um filme surpreendente cheio de pormenores incríveis escondidos, onde praticamente tudo é pensado e tem uma finalidade. As cenas criam um nó no estômago dos espectadores, em tensão todo o filme presos a uma das mais incríveis histórias de gangsters modernos, e implacáveis.

