segunda-feira, julho 30, 2007


morreu ingmar bergman.o cineclube presta a sua homenagem.


quarta-feira, julho 11, 2007

a vida secreta das palavras





isabel coixet



terça-feira, julho 10, 2007

Acerca do cineclube

Caros cineclubistas, como devem ter reparado a actividade no blog (e obviamente na faculdade) decresceu bastante, o que se prende com a famosa época de exames que (ainda) se vive.
De qualquer forma, o cineclube e os seus incansáveis directores mantêm o trabalho, pelo que temos uma mão cheia de projectos novos para o arranque do novo ano, e nos encontramos de momento em reuniões para balanço do ano lectivo que agora se encerra para rapidamente começarmos os trabalhos do novo ano. Aí sim, recomeçará a actividade completa do cineclube, onde iremos preparar as listas de filmes, o espaço, os requerimentos (gui...) e as inovações que surgirão futuramente.
Resta relembrar que a DVDTECA continua disponível para alunos e professores da faculdade, desde que a biblioteca também permaneça aberta.

sábado, julho 07, 2007

my life without me








de isabel coixet




sábado, junho 16, 2007

parabéns ao sr. director blanc :)






beijinhos, abraços... e muitos mais dias destes ;)

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segunda-feira, junho 11, 2007

mais uma vez são esperados os bitaites. a meu ver é mais um conceito a ser aproveitado pelas novas vagas cinematográficas. o meu gato está disponível. :)

quarta-feira, maio 30, 2007

manamana...

por falar em filmes menos sérios, aqui está um conceito a importar para cenas musicais, de uma nova vaga cinematográfica.requer-se o bitaite do nuno e de todos no sentido de se averiguar as potencialidades deste modelo.

terça-feira, maio 29, 2007

O cinema nem só de filmes sérios se faz, e como tal venho introduzir uma cena simplesmente hilariante, que destrói todas as concepções que temos desde crianças das histórias que nos contaram. Falo claro, do grandioso SHREK, que apenas há uns dias tive a oportunidade de ver o primeiro filme da série.
Não me interessa aqui apresentar um trailer ou uma crítica, mas simplesmente a fantástica cena de estalada entre a Branca de Neve e a Cinderella (se não estou em erro). Ora então, no excerto abaixo estejam atentos ao tempo 1:33seg., e observem a mestria, o maravilhoso e contundente chapadão que é desferido na cara da Branca de Neve. Muito, muito bom, hilariante, e deixou-me a rir sozinho durante 2 dias. Não tenho mais palavras minhas senhores e meus senhores, 1:33 e seguintes.


segunda-feira, maio 28, 2007


Para quem conhece Marrocos, este filme começa logo por evocar poderosamente o que resulta desse ambiente único e exótico. Em especial, o espectador é catapultado para a labiríntica Marraquexe, sente-se uma vez mais deslumbrado com a fabulosa Praça Djemaa el Fna e as reviravoltas do enredo produzem-se no meio de uma assombrosa sinestesia.

A história contada é a de um inocente casal americano de férias em Marrocos, Ben McKenna (James Stewart), a mulher Jo (Doris Day) e o filho Hank (Christopher Olsen). Ben conhece o agente secreto Louis Bernard (Daniel Gélin), que é assassinado num dos típicos souks marroquinos – aparecendo aliás o realizador Hitchcock de costas para a câmara assistindo à actuação de acrobatas, pouco antes do assassinato. Contudo, antes de morrer, Bernard revela a Ben os planos acerca de um assassínio que vai acontecer em Londres. Os McKenna vêem-se assim inopinadamente envolvidos numa conspiração internacional e o seu filho é raptado, com o objectivo de os chantagear. Esta circunstância vem a implicar que interrompam as férias para viajar até Londres, onde se desenrola depois a acção principal.

A banda sonora singular – a canção “Que sera, sera” veio mesmo a ganhar o Óscar de Melhor Canção Original -, o clássico Jimmy Stewart e uma Doris Day em contexto diferente do usual servem o contar da história, que culmina com o memorável final no Albert Hall em que cerca de doze minutos de silêncio suportam o suspense do realizador e provocam acentuada taquicardia ao espectador. A leitura do filme é então completa: o címbalo final é o mesmo que ecoa, ainda esquecido, no início do filme, como sinal de anúncio da mudança iminente da pacatez da vida daquela família.

Diga-se ainda que a versão de 1956 corresponde a um remake do filme original da década de 30. Tal como a primeira versão, o remake baseou-se num conto escrito por Charles Bennett e D.B. Windham Lewis, mas o argumento foi escrito por John Michael Hayes, com quem Hitchcock trabalhou em Janela Indiscreta e O Terceiro Tiro. O realizador apenas impôs uma condição a Hayes: não ver a versão de 1934. - O Homem Que Sabia Demais esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou os direitos de 5 dos seus filmes, para os deixar como legado à filha, Patrícia. Estes filmes receberam foram designados como "os 5 filmes perdidos de Hitchcock" e só voltaram a estar novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 40 anos desde o seu primeiro Visionamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1954), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo Que Cai (1958) e O Terceiro Tiro (1955).

sábado, maio 26, 2007

indigenes



ficha técnica

realizador: rachid bouchareb

argumento: rachid bouchareb & olivier lorelle

fotografia: patrick blossier

banda sonora: armand amar

elenco:
said: jamel debbouze; yassir: samy naceri; messaoud: roschdy zem; abdelkader: sami bouajila; martinez: bernard blancan

segunda-feira, maio 21, 2007

O FILME


A APRESENTAÇÃO

Tarantino é um realizador, no mínimo, controverso. Para uns é excelente, para outros é mais um no universo do cinema. Uma coisa é certa, até se ver este filme, ninguém consegue avaliar correctamente a sua obra.

Ele escreve, realiza e actua neste filme, onde se incluem Harvey Keitel (que ajudou a financiar o filme), Michael Madsen, Steve Buscemi, Tim Roth, entre outros.

Basicamente temos um filme com um punhado de personagens, gangsters, cenários que se contam pelos dedos de uma mão e numerosos flashbacks que nos vão contando um dos assaltos mais famosos, e falhados, do cinema, num clima de tensão e violência incríveis e crescentes, com uma pequena pausa para respiração… até voltar de novo com mais força.

É um filme de culto, categorizado como extremamente violento, chegando a ser proibido por algum tempo no Reino Unido, com um pouco de humor negro que também está patente em Pulp Fiction, e de onde saíram algumas das frases mais famosas do cinema, aproveitadas inclusive para músicas, como Scooby Snacks dos Fun Lovin’ Criminals, e numerosas referências em outros filmes. É ainda deliciosa, e sinistra, a banda sonora escolhida pelo realizador, que nos alegra e perturba ao mesmo tempo, dado a intensidade das imagens.

Algumas curiosidades apenas:

- O orçamento deste filme foi tão baixo que a maioria dos actores usa o seu próprio guarda-roupa, como Christopher Penn e Steve Buscemi, e a estilista ofereceu os fatos usados no assalto por ser fã do género de filme.

- Madonna é mencionada no filme e acabou por oferecer a Tarantino uma cópia de um álbum seu, com uma dedicatória... no mínimo especial.

- Paramédicos estiveram presentes nas gravações para assegurar a veracidade dos ferimentos de armas.

- A certa altura voa um balão no ecrã, que é dado pelo realizador como uma coincidência mas que evidencia a resposta da grande questão do filme.

- O rascunho do guião foi escrito em pouco mais de 3 semanas.

Finalizando, é um filme surpreendente cheio de pormenores incríveis escondidos, onde praticamente tudo é pensado e tem uma finalidade. As cenas criam um nó no estômago dos espectadores, em tensão todo o filme presos a uma das mais incríveis histórias de gangsters modernos, e implacáveis.

domingo, maio 20, 2007

A ÚLTIMA SESSÃO . TERÇA . NO MESMO LOCAL . À HORA DE SEMPRE .



APRESENTAÇÃO DO FILME : REINALDO CORREIA

sábado, maio 12, 2007

Esta terça-feira, o Cineclube apresenta "The man who knew too much", the Alfred Hitchcock.

trailer do filme



INTRODUÇÃO AO FILME E TEXTO CRÍTICO:
PROFESSORA LUÍSA NETO




segunda-feira, abril 23, 2007

quarta-feira, abril 18, 2007

Henry Fonda em As Vinhas da Ira, de John Ford


Este domingo, em Serralves

domingo, abril 15, 2007

sexta-feira, abril 13, 2007

// Esta terça-feira, dia 17 de Abril, Fahrenheit de François Truffaut //

The Seventh Seal

Tendo como pano de fundo uma pestilenta Idade Média, The Seventh Seal de Ingmar Bergman, obra-prima que celebra este ano o seu cinquentenário, é um filme negro, obscuro, centrado na temática da Morte, e da sua inevitabilidade.
“Quando o Cordeiro quebrou o sétimo selo, fez-se no céu silêncio cerca de meia hora.”, é nesta passagem do Apocalipse de João, no Novo Testamento, que o filme encontra o seu titulo. Apesar da divindade do título e tema, todo o filme está envolto numa grande dúvida teológica e num certo ateísmo, tão característico da revolucionária Europa de 50.
Durante todo o filme, Deus e o poder divino, representados pela inquisitória Igreja medieval e pela crença popular, são postos em causa, sendo o seu valor e importância fortemente questionados.
Caracterizado por um ambiente escuro, o filme transporta-nos numa arrepiante viagem à intolerante época medieval, onde Vida e Morte, Bem e o Mal, lutam pela alma do Homem.
Com uma realização espectacular e uma fotografia perfeita, repleta de contrastes arrebatadores, The Seventh Seal consegue recriar todo o ambiente horroroso da tumultuosa Idade Média.
A juntar à bem conseguida realização de Bergman, devemos acrescentar as memoráveis interpretações de Max von Sydow, Bengt Ekerot, e Gunnar Bjõrnstrand.
O primeiro, famoso pelas suas interpretações em The Exorcist, Dune e Minority Report, interpreta o valente cavaleiro Antonius Block, marcado pelas Cruzadas e agora, no regresso a casa, repleto de dúvidas e sede de Saber. Toda a história gira em torno de um macabro e decisivo jogo de xadrez entre este e a Morte. A Morte, interpretada pelo segundo, é vista como o traiçoeiro Nemesis de Block.
O último interpreta Jõns, o fiel escudeiro de Block, e eloquente portador da Razão.
Apesar do filme estar permanentemente envolto em melancolia, Ingmar Bergman presenteia o espectador com suaves tiradas de puro e simples humor, capaz de por momentos fazer esquecer a índole do filme, e o previsível final macabro.
Em toda a sua simplicidade, tão característica de Bergman, The Seventh Seal é uma obra-prima de grande valor artístico.

Texto critico de Guilherme Silva.

sábado, março 31, 2007



fur – um retrato imaginário de diane arbus

nunca percebi porque me dizem tanto as biografias, talvez por pensar que tudo seria diferente se soubéssemos a génese global das pessoas que nos dizem muito. o que as tocou, o que as sensibilizou, porque foram por aqui e não por ali.
o trabalho de diane arbus não só me toca de uma forma especial, como está subjacente a tudo aquilo que fui construindo à volta do papel da fotografia no meu mundo. as balizas, os contornos.
gosto de ver as biografias materializadas em alguém,dá-me uma espécie de sossego.
fur – um retrato imaginário de diane arbus preencheu-me ainda mais, porque é primeiro um tributo e só depois uma possível imagem de uma biografia.
não tem relevância que tenha sido ou não assim, interessa que foi a forma como aquela pessoa (o realizador, neste caso) a viu, a questionou. é apenas a versão dele, conseguindo-nos expressar a admiração e proximidade que sentia. sei que precisava de a ver corporalizada pelos olhos de outra pessoa que não eu. soube-me bem.

o argumento é tão imbrincado num conjunto de pormenores que nos faz entrar por múltiplas janelas, querer lá estar, observar com binóculos a janela, em frente. janelas, sim, mas portas também. portas pesadas com puxadores elaborados. portas essas que nos assustam sem nos impelir a não espreitar, a recuar. lançam-nos para os nossos medos mais leves.

é um retrato imaginário, sim, com fantasia e figurações reais. a bela e o monstro. elementos teatrais, figurinos ricos a contrastar com a linearidade de um estudo fotográfico e a dureza bela da filmagem.
posso definir o filme como uma proposta, e é-o a todo o tempo. ritmos diferentes acompanhados pela música certa em cada toque, um olhar diferente para o que está á nossa volta e nos recônditos daquilo que são incognoscíveis preconceitos, as cenas estão no seu ângulo mais perfeito, mais simples mas com uma estiticidade megalómana que ali faz sentido . um vestido de azul por rendas de sentimentos que ora crescem, ora desabam.
é bom pensar que o desabrochar de diane (se é que o houve) poderia ter sido assim.

(lembro-me da linhas incertas das unhas, da insegurança tremida na voz, do salto para o novo mundo, da voz quente escondida num manto de pelo, das águas por nadar, das oscilações decididas, das saídas fortuitas, assomadas, até. dos toques crus, das imagens menos fáceis, da necessidade de ouvir um segredo. entrar no mar e sentir a que sabe o toque virgem, profundo, na pele e do alçapão... invertido de que saem as figuras disformes a desfilar diante os nossos olhos, fazendo-nos pular a curiosidade e olhar o insólito de frente ).

interpretação brilhante de nicole kidman quase magnânima, na exposição dura, de uma diane arbus conturbada, instável ainda que segura na sua intendência.
downey jr. encarna o grotesco e trabalha numa exclusiva dialéctica com a sua voz, numa pauta uníssona com a evolução e experiências entreabertas de diane. a sua interpretação é charmosa, não-grandiosa adequando-se à persona de lionel.
ty burrell tocou-me profundamente,com a complacência de allan arbus com o seu brilhantismo sintético.

uma fotografia em compasso com o enredo, sem cair no exibicionismo, de bill pope e uma centralização quase megalómana, em diane, oportuna.
a música é uma cigarra afinada, que constrói o clima consistente sem o esgotar.
não é um filme fácil, nem pretende sê-lo,como a maior parte das propostas, sobre a forma como vemos uma determinada pessoa, não são. é um retrato pelos olhos de shainberg, como ele adverte nos papiros, no início da fita.
vale mesmo a pena cobrirmo-nos com o nosso escudo de «pelos» e entrar por uma porta que espera um toque uma aceitação, para se abrir.

o trailer




ficha técnica


Título original: Fur - An Imaginary Portrait of Diane Arbus
Realizador: Steven Shainberg
Elenco: Nicole Kidman, Robert Downey Jr., Ty Burrell, Harris Yulin, Jane Alexander, Emmy Clarke, Genevieve McCarthy, Boris McGiver e Rochelle Davis
Argumento: Erin Cressida Wilson
Inspirado no livro de: Patricia Bosworth “Diane Arbus: A Biography”
Música de: Carter Burwell
Fotografia: Bill Pope

domingo, março 25, 2007

O Cineclube apresenta, esta terça-feira, um dos filmes mais marcantes da história da sétima arte:
O sétimo selo, de Ingmar Bergman.

o trailer do filme



a sinopse do filme