
quarta-feira, março 14, 2012
três zeros

terça-feira, março 13, 2012
Projecto CineBatalha

O Cinema Batalha é um emblemático edifício que motiva o nosso interesse (e de tantas outras pessoas com quem temos falado), não só por ser uma simbólica obra de arte e de arquitetura, mas também pela sua história cinematográfica, que chega até aos dias de hoje sob a forma de memórias.
Eu faço parte de um grupo de 4 pessoas, com formação em diversas áreas, mas com uma grande paixão em comum - o Cinema Batalha. Enquanto cidadãos, consideramos estar em nós a vontade de tentar mudar uma situação que perdura há algum tempo, sem trazer qualquer benefício à comunidade. Nos últimos meses temos vindo a discutir como levar a cabo esta intervenção e qual a melhor forma para a sua manifestação, aproveitando as potencialidades do Cinema Batalha. Perante esta iniciativa, esperamos poder contar com entidades que se mostrem sensíveis a esse potencial, bem como à frustração em ter um edifício tão marcante da cidade do Porto nas condições atuais.Não será de mais acrescentar que estamos perante um projeto baseado na nossa boa-vontade, e na boa-vontade de futuros colaboradores, sem qualquer fim lucrativo em vista. Por esse motivo, contacto-vos na esperança de conseguir uma calorosa colaboração e envolvimento entre todos os interessados.
Visitem, por favor, o nosso blogue e a respectiva página do facebook, que utilizaremos como principal meio de divulgação da nossa intervenção. Divulguem também por todos os vossos contactos, para que façamos chegar esta iniciativa ao maior número de pessoas possível.Só trabalhando em conjunto, por uma causa, será possível valorizar o Cinema Batalha e, a um nível superior, dar o devido valor à arte e à cultura em Portugal.
Contamos com a vossa ajuda!
Joana Brandão
domingo, março 11, 2012
Crítica a "Trust" de Hal Hartley

Trust, sem qualquer tipo de preliminares com as formalidades narrativas, anuncia-nos imediatamente, por Maria (antes da evidente mudança a nível de profundidade emocional) um brainstorm de clichés e estereótipos da suburbia americana, plasmados na desistência desta de várias entidades típicas do romantizado ideário da juventude : da escola e da inocência (não propriamente sexual – embora esta, neste caso não exista mais, sendo que se pressupõe que esta Maria não tem a mesma espontaneidade criacionista genética da homónima personagem bíblica – mas antes do distanciamento tácito de determinadas responsabilidades para com a sociedade, quando esta definiu restritas regras de respeitabilidade e de capacidade para as arcar).
Pese embora a situação difícil em que se encontra, Maria confia no seu namorado para um eventual casamento prometido, com a gravidez como eterno dote catalisador das uniões matrimoniais. Porém, tal planeamento de vida choca diretamente com o futuro que tal namorado projetou para si.
Este decurso inicial dos acontecimentos, algo digno de telenovela de ritmo acelerado, revela a ironia que se encontra na superfície deste filme (sendo também um traço distintivo do cinema de Hal Hartley), alternando fluidamente entre o realismo e o absurdo polvilhado de humor deadpan. Como quando o pai morre (literalmente) com a notícia da gravidez de Maria, com esta a chama-lo de “bastard” como ultimas palavras, como se de um antecipado elogio fúnebre por parte de um orador brutalmente honesto se tratasse.
Nesse aspecto, na aparente arbitrariedade de determinadas situações e subplots, Hal Hartley parece partilhar o gosto de Godard pelo absurdo e pela coincidência, sem serem momentos pontuados por apaixonadas reflexões sobre as motivações que regem as acções das diversas personagens, mas um encapsular de vida em modo fast forward, que demonstra a universalidade do sentimento de deriva emocional, quer no domínio das relações humanas que estabelecem, quer na relação com as suas próprias ideologias.
Essa parte humana do filme, apesar das camadas de ironia e absurdo em que esta se camufla, está melhor presente na relação entre Maria e Matthew, que quando se encontram, ambos em momento de fuga de um folclore parental controlador, agem desconfiados, como se tratassem de animais feridos traumatizados pela presença de predadores. Acaba por uni-los o sentimento de não-pertença, quer em casa, onde se passeiam as autoridades parentais que não compreendem, quer o mundo em geral, que os ironicamente os subjuga e às ideologias ainda não formatadas pela realidade material, como Matthew ver-se obrigado a trabalhar na reparação de televisões, quando recusa terminantemente ter algum contacto com esse tipo de tecnologia.
Confiança, seja qual for a fórmula em que se decomponham os diversos sentimentos em que esta se alicerça, é o motor para a osmose emocional e convergência efectiva que ocorre entre os dois, e é apenas isso que sabemos, porque o filme apenas nos mostra uma parte da procura. Da procura de algo em que possamos confiar, a procura de razões para confiarmos em nós próprios.
sexta-feira, março 09, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
Programação 2.º Semestre
Design: Luísa Beatodomingo, março 04, 2012
Esta quinta-feira (8 Março): "TRUST"

quinta-feira, março 01, 2012
por falar em Carné
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Le Havre

sábado, fevereiro 25, 2012
Passatempo Fantasporto 2012 - AVISO
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
num cinema perto de si
terça-feira, fevereiro 21, 2012
Curso História do Cinema Japonês - últimas inscrições
O Curso de História do Cinema Japonês, leccionado pelo David Barros, amigo do Cineclube FDUP, aceita as últimas inscrições até 24 de Fevereiro. Mais info. aqui.
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Premiados Passatempo FANTASPORTO 2012
PREMIADOS
Ricardo Lima
Fernando Jesus
Tiago Parente
João Tomé Pereira
Sofia Lemos
Elsa Pinto
Alexandre Ferreira
Pedro Teixeira
Ricardo Gama
Berta Ramos
Pedro Durão
Catarina Lameira
Maria do Carmo Louceiro
Diana Barra
Daniela Costa
Indicações importantes:
- Os bilhetes podem ser levantados a partir das 15h00 do dia 20 de Fevereiro, no secretariado do Fantasporto, no Rivoli. Os premiados deverão indicar o seu nome no acto de levantamento.
- Os bilhetes têm de ser levantados no próprio dia ou no dia anterior para a sessão pretendida.
Bons filmes!
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Passatempo encerrado
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Passatempo FANTASPORTO 2012

Para ganhares um bilhete para o Festival, envia email para cineclubefdup@gmail.com , com a resposta à seguinte pergunta:
Quais os prémios, e a quem foram atribuídos, na edição 2011 do Fantasporto?
Apressa-te a ganhar o teu bilhete!
- Os convites têm que ser trocados na bilheteira do Rivoli no próprio dia
ou no dia anterior para a sessão pretendida.
- Cada participante só pode concorrer a um convite para uma sessão.
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
"Ciclos Pequenos", pelo Cineclube da Maia
"Pequeno Ciclo, Grandes Obras, O ciclo começa com um traço cruel da actualidade - a ditadura das audiências! - e termina com um dos expoentes máximos da cinematografia mundial: o Citizen Kane. O império de Hearst (1863-1951), o 1º grande magnata da história dos média, teve discípulos e imitadores. Fracos, digamos. Talvez porque nunca mais alguém chegou aos pés da figura que serviu de referência a Orson Welles.Parte-se da actualidade - ditadura das audiências, fria e sangrenta como qualquer ditadura - e recua-se até à época d'ouro da imprensa, quando a rádio já começava a ameaçar o primado da 'galáxia de Gutenberg'. Anos 40 do séc. XX. Entre os dois tempos está a expressão daquilo que melhor evidencia o poder do jornalismo: caso Watergate, com 'Os filhos do presidente'. É a ficção de uma realidade verdadeira. A obra mostra o melhor exemplo, à escala mundial, do poder soberano do jornalismo.Nestas três obras do ciclo estão três poderes em equação: o poder do Capital, o poder do Jornalismo e o poder das Audiências. Lumet, Pakua e Welles mostram-nos bem a magia do cinema, através de realidades que se anteciparam à ficção. A sua mestria abre-nos as portas para grandes reflexões. Porque os três poderes continuam na ordem do dia. Mesmo que as roupagens nos iludam e a realidade pareça diferente." (Luís Humberto Marcos)
Data/Hora: 2, 9 e 16 de Fevereiro de 2012, 21h30
Local: Pequeno Auditório do Fórum da Maia
Preço: 2€* normal entrada gratuita para associados(* a presença nas três sessões do ciclo dá direito a um cartão de associado semestral)
2 FEV "Network" (Escândalo na TV) com apresentação do ciclo por Luís Humberto Marcos[realização: Sidney Lumet Cor 1976 EUA Drama 121min M/12]
9 FEV "All the President's Man" (Os Homens do Presidente) [realização: Alan J. Pakula Cor 1976 EUA Drama, Thriller 133min M/12]
16 FEV "Citizen Kane" (O Mundo a Seus Pés) [realização: Orson Welles P/B 1941 EUA Drama 119min M/12]
terça-feira, janeiro 31, 2012
O Cineclube FDUP na Time Out
Este mês, a revista Time Out dedica a capa ao Porto "Grátis". Entre as 50 ideias sugeridas para aproveitar a cidade a custo zero, uma delas é, precisamente, "explorar os cineclubes das faculdades".
Lê-se na página 24: "Quem diz que não há bons filmes no Porto, de cinema histórico e de cinema de autor, engana-se. Há e são grátis. [...] Outro cineclube activo é o da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP). Os filmes são exibidos à terça na sala 1.01 da FDUP, às 18.15."
Faz-se ainda menção a outros cineclubes universitários, como o da Universidade Lusófona ou o da Escola de Artes da Universidade Católica do Porto.
O cinema grátis na FDUP, por enquanto, ainda não recomeçou, mas como aconselha a Time Out: para saber a programação é ir ao blog cineclubefdup.blogspot.com. Mantenham-se atentos!
quinta-feira, janeiro 26, 2012
é já hoje:

sábado, janeiro 14, 2012
she said it's ok
A música chama-se "She said it's ok" e faz parte de Give Me My Flowers While I Can Smell Them (2011), álbum composto por Blu e Exile (os Pete Rock & CL Smooth do século XXI).
terça-feira, janeiro 10, 2012
segunda-feira, janeiro 09, 2012
"political solutions don't work"

"Após a agitação política e cultural dos anos sessenta, que podia parecer ainda um investimento de massa da coisa pública, é uma desafecção generalizada que ostensivamente se afirma no social, tendo por corolário o refluir dos interesses no sentido de preocupações puramente pessoais e isto independentemente da crise económica. A despolitização e a dessindicalização ganham proporções nunca antes atingidas, a esperança revolucionária e a contestação estudantil desapareceram, a contra-cultura esgota-se, raras são as causas ainda capazes de galvanizarem a longo prazo as energias. A res publica encontra-se desvitalizada, as grandes questões «filosóficas», económicas, políticas ou militares suscitam mais ou menos a mesma curiosidade desenvolta que um qualquer fait divers; todos os «cumes» se abatem pouco a pouco, arrastados pela vasta operação de neutralização e banalização sociais. Só a esfera privada parece sair vitoriosa desta vaga de apatia; zelar pela própria saúde, preservar a sua situação material; perder os «complexos», esperar que cheguem as férias: viver sem ideal e sem fim transcendente tornou-se possível. Os filmes de Woody Allen e o sucesso que obtêm são o símbolo autêntico deste hiper-investimento do espaço privado; como o próprio Woody Allen o diz: «political solutions don't work» (...); sob muitos aspectos, esta fórmula traduz o novo espírito do tempo, este neo-narcisismo que nasce da deserdação do político. Fim do homo politicus e advento do homo psychologicus, à espreita do seu ser e do seu bem estar".
Gilles Lipovetsky, A Era do Vazio, Relógio d'Água, 1989, pp. 48-49.



