sábado, abril 16, 2011

sobre "Film Socialisme"



E sobre o próprio Godard.
Artigo completo aqui.

"(...) Pasados cinco minutos, esa serpenteante sensación de estar asistiendo a una broma pesada se apoderaría del noventa por ciento de los espectadores. El orgullo del inculto ante el pedante haría acto de presencia en cuestión de segundos. Una reacción química, la de la persona más o menos formada y educada, ante la obra de arte indescifrable, en la época de los desciframientos compulsivos. La tensión occidental ante el arte incomprensible y libre, sumada a la estupefacción ante la impune colección de referencias imposibles. Otra cosa es Cannes o Venecia, donde las estadísticamente inocuas legiones de cinéfilos vociferantes esnifan Film socialisme con la avidez con que los Fremen de Dune paladean la especie Melange.
(...)
Godard lo sabe. Sabe que su película es un producto marginal, abarrotado de una cultura al alcance de pocos y servida en frío. Y aun así, su sueño de distribución utópica indica dos aspectos significativos de su manera de entender su cine: el primero, que concibe sus obras como un producto exclusivo de su libertad creadora, un objeto individual, específico, autónomo, que merece un trato igualmente específico, modesto, latente y vivo. El otro, que el cine, como todas las cosas, forma parte de los hombres, de todos los hombres que forman las sociedades, los socialismos y los capitalismos, y que los circuitos no son los caminos que esos hombres transitan. Suculenta paradoja de su arte, casi insufriblemente izquierdista, tozuda y malhumoradamente rojo, y tan inalcanzable, tan espetado, tan hermético a la par que luminoso.

Godard es un volcán de pensamientos, de ideologías individuales, de conceptualizaciones brillantes y contradictorias. Su verborrea de choque, con la que pretende hacer estallar conceptos, a la manera griega antigua, ha iluminado el cine con algunos de sus aforismos más reveladores, pero también ha pervertido el lenguaje de la crítica hasta unos extremos que la historia se encargará de poner en su justo lugar. No estuvo solo en tal hazaña, pero su presencia constante y poderosa es tal vez el máximo acicate a esa corriente de cinefilias abstrusas y ensimismadas, dispuestas a desentrañar cada aspecto de las obras, y de la que todos somos parte.
(...)"

sexta-feira, abril 15, 2011




"Somewhere", de Sofia Coppola.

terça-feira, abril 12, 2011

Faces

John Cassavetes, 1968 Crítica: Rita Carvalho

Faces é um filme sobre pessoas, sem qualquer outra soma para além daquela que realmente existe, que realmente é. Sem açúcar ou adoçante, ou talvez, corrijo, um pouco do primeiro, que sabe melhor! Mas logo passa.


Aqui as personagens vão ganhando intensidade de forma gradativa, pelo que a sua profundidade emocional vai aumentando até nada mais sobrar. Vão-nos revelando mais e mais pormenores e também em nós, com o escorrer do tempo, as sensações vão-se agravando, até que por fim nada mais sobra.


Inicialmente eles surgem alegres, sob efeito do álcool, é certo, mas alcoolicamente alegres. Piadas ridículas, danças burlescas. Falam alto, mostram a sua virilidade junto da fêmea, são festivos. Nós, que observamos, ficamos confusos, mas simultaneamente alegres. Rimo-nos do absurdo, do disparate, incapazes de antecipar o que lhes faz despertar tais vontades. Ainda assim rimo-nos. Tudo é riso. Eles gargalham, nós também.


Rapidamente um sopro de seriedade e sobriedade - ainda que culpem o álcool, acredito que apenas nestes momentos se encontram efectivamente conscientes da sua condição e, portanto, sóbrios - atinge-os. Tornam-se rudes, exibem os seus cargos como forma de afirmação, berram de forma desenfreada. Maltratam as mulheres, as companheiras, as amantes. Proferem insultos ou são insultuosos. Pedem o divórcio. Nós estamos perturbados. Apercebemo-nos progressivamente do, outrora implícito, agora explícito, vazio destes homens. E temos pena. Até quando tentaste seduzir Jeannie, tu Richard, com essas danças e gargalhadas loucas, não procuravas uma fuga?


A princípio elas irrompem calmas na tela. Fingem estar tudo bem. Bocejam tranquilidade e riem meio escondidas atrás da mão. Saem para se divertir. Subitamente parecem despertar para a música, ou alguém as desperta. E nós vemos novamente a necessidade que se nos surgiu anteriormente. A necessidade de dançar, de rir, de amarrar impacientemente o jovem de vinte anos e de suar desejos, de encenar a felicidade que não mais existe nestes casamentos que se mantêm apenas porque sim.


Sabes, são elas, não são? Essas danças que tu dizes que acertam onde a ciência falhou, são elas que te revitalizam e que te vão permitindo continuar, não são? Apodreceste, deixaste-te ser levada pela vida fácil e segura, não arriscaste, preferiste ser conformista e habituaste-te aos hábitos, e agora? Agora o tempo não foi brando contigo e sobram-te as danças acompanhadas de bom e muito licor, para que possas continuar, no dia seguinte, com a tua vida banal.


E tu, linda Maria, que esperas o teu marido paciente e obedientemente para lhe preparar um whisky com um sorriso na cara? Quando quebras, chegas ao mais fundo de ti e não suportas aquilo em que te transformaste. E nós temos pena. E nada mais vos resta, já nem os murmúrios das boas memórias, Maria e Richard, para além de acender sucessivos cigarros nas escadas sem trocar uma única palavra. Porque afinal, quando nada resta, nada se consegue dizer. E nós sentimos um vazio.


É desta forma que as personagens se vão intensificando na tela, onde nos surgem os seus rostos bem focados - já por isso o filme se chama Faces - cada vez mais clarividentes, que nos elucidam sobre a condição oca, desabitada de qualquer possibilidade de felicidade. E seguem-se assim, tal qual como são, perturbadores e inseguros, mas acima de tudo, eles próprios, sem nada mais a acrescentar.

faces


Um dos meus filmes preferidos deste ano no Cineclube, ao lado do "Les Bonnes Femmes" e do "The Last Picture Show".

Muita palavra (um pouco como nos filmes do Rohmer) e planos gordos, cheios, a transbordar de imagem (que é como quem diz, no caso, de rostos). Se a isto somarmos umas pelo menos quatro interpretações fabulosas (Richard, Jeannie, Maria e Chet), temos o resultado. Belíssimo.
Clap Clap Clap.

domingo, abril 10, 2011

"FACES", esta terça-feira (12 Abril), 18h15



Esta terça-feira, 12 de Abril, não percam:

"FACES" (1968), de John Cassavetes, com interpretações de John Marley, Lynn Carlin, Gena Rowlands, Seymour Cassel e Val Avery.

Entrada gratuita. Às 18h15, na sala 128.
Sorteio de um bilhete para cinemas UCI.

SINOPSE
O casamento de Richard e Maria está em crise. Numa noite, ele deixa sua mulher para ir ao encontro da jovem Jeannie, que conhecera recentemente. Maria também sai com as amigas, à procura de diversão, e conhece Chet, um rapaz que não mede esforços em agradá-las. A noite é intensa, mas chega ao fim.
Segundo filme independente de John Cassavetes. Nomeações para os Óscares de Melhor Argumento Original (John Cassavetes), Melhor Actor Secundário (Seymour Cassel) e Melhor Actriz Secundária (Lynn Carlin).

EXCERTO

terça-feira, abril 05, 2011

Não vos parece delicioso?






O Mágico de Sylvain Chomet é uma animação inspirada no universo de Jacques Tati onde as imagens falam por si. Sim, este filme quase não tem diálogo, porém prima pelas deleitosas imagens, por uma animação extremamente bem construída e por uma história simultaneamente encantatória e dolorosa.


Um mágico perde público para as grandes e muito mais modernas bandas de rock, vendo-se obrigado a apresentar a sua arte em locais decadentes ou em ambientes onde as pessoas demonstram interesse em tudo, menos nele. Forçado por estes motivos a abandonar a sua cidade, não desiste da magia, procurando público em lugares distintos, pelo que acaba por conhecer uma jovem rapariga que a partir de então o irá acompanhar nas suas viagens.


Porém, o mágico e a jovem rapariga enconcontram-se em posições aburda e inevitavelmente incompatíveis: se o primeiro representa a classe artística cuja obra num passado remoto foi reconhecida e apreciada, mas que na actualidade se encontra numa trágica e fatídica decadência (e veja-se que não é caso singular, se tivermos em consideração os hóspedes do hotel onde se virá a instalar), a segunda, por sua vez, é a imagem da nova geração, aquilo que principia a constituir-se e que será indubitavelmente o futuro.


Em suma, ele representa os que foram e que não mais serão, ela os que ainda virão a ser, sendo que esta sua ascensão padece de uma quase irrisória ironia do destino, na medida em que só se torna possível com o apoio do mágico, que lhe oferece, sem pedir nada em troca, tudo o que ela necessita para emergir.


Gostei muito!


sexta-feira, abril 01, 2011


Uma grande, grande interpretação de Isabelle Huppert em "Copacabana" (2010, de Marc Fitoussi).

quarta-feira, março 30, 2011

"A L'ORIGINE" - crítica


CINECLUBE FDUP | 29 MARÇO 2011
“A L’ÓRIGINE” (2009), de Xavier Giannoli.

Crítica por: Francisco Noronha


“A L’Origine” é um autêntico ensaio sobre os amargurados tempos que as sociedades capitalistas ocidentais atravessam no presente, com tudo o que isso implica: não só o sufoco económico propriamente dito, mas também as suas implicações no agir humano, na deturpação e reconstrução de novos sonhos e utopias para alguns. A Europa “do Estado Social”, esse já quase mito, e por muitos acusado de irremediavelmente fracassado, não sai bem na fotografia – belíssima, diga-se - de Xavier Giannoli. E assim é porque Giannoli capta o seu lado menos feliz (e menos falado), mas que é na verdade uma realidade bem simples: “A L’Origine” tem uma preocupação clara em mostrar os “esquecidos” do Estado Social, aqueles que o Estado abandonou quando a modernização dos tempos se centrou nas cidades, deixando os meios rurais à margem do progresso e entregues a si próprios. A ternura e, de certa forma, o respeito com que Giannoli apresenta os “esquecidos” – honestos, calorosos, trabalhadores – é motivo para sugerir que o Estado Social talvez não tenha falhado devido apenas a factores externos a si mesmo – o capitalismo amoral, ganancioso – mas também por culpa própria.



Falávamos de sonhos e utopias: no caso, a construção de um troço de auto-estrada rumo a direcção nenhuma, projecto que se inicia com um conjunto feliz de coincidências a que Phillipe Miller (um enorme François Cluz) é relativamente alheio (as coisas vão acontecendo à sua volta, sem que ele faça muito por isso), mas que acaba por se tornar num megalómano e surrealista (a cena em que o director da empresa CJI lhe pergunta para onde afinal se dirige a auto-estrada é excelente) projecto pessoal que ele quer ver materializado a todo o custo, ainda que isso acarrete actos moralmente censuráveis. Embora Miller, e é isto que faz dele uma personagem complexa e interessante, não seja linearmente classificável como um "tipo mau"; pelo contrário, ele revela em muitas situações solidariedade e compaixão (a forma como se preocupa com Monika e Nicolas) e controlo emocional (quando não se deixa levar à primeira pelo encanto de Stéphane e diz para si próprio, aterrado, "tudo isto é falso"). O que é, de novo, contrabalançado cruamente pela questão de fundo: Miller é um burlão que está a enganar uma terra inteira. Ponto.



No fundo, é esse sonho, desde o início condenado ao fracasso e ao nonsense - e nisso reside o cariz trágico omnipresente do filme - que lhe reanima o espírito e o volta a fazer viver os dias com alegria - "nunca tinha tido vontade de ficar tanto tempo no mesmo sítio", diz ele a Stéphane (a bela Emmanuelle Devos). Miller vai assim acabando por se convencer, irracionalmente, de uma fantasia, de uma ilusão de que ele é o grande artífice. E é nesta "Grande Ilusão" de Miller que ganha sentido o paralelismo estabelecido por um crítico entre a narrativa de "A L'Origine" e o Cinema: tal como um realizador ou, em bom rigor, tal como um realizador-autor, Phillipe Miller está a construir uma ilusão contra todas as adversidades do establishment político, económico e cultural. O que move ambos? Paixão, coragem, fantasia, irreverência… enfim, a sensação de estar a mexer com as pessoas - em Miller a população local, no realizador os espectadores.



A cena final, em que os carros da polícia se dirigem de encontro a Miller, ironicamente, pela estrada que ele próprio projectou e concretizou, e onde este crava uma esfarrapada bandeira num pequeno monte, é profundamente comovente e só ao alcance dos mais sábios. A alusão metafórica ao "espetar da bandeira" e às conquistas da humanidade (no Everest, na Lua, etc.) constitui assim uma questão de escala: o confronto entre as pequenas conquistas de uns (anónimos, solitários, como Miller) e as grandes conquistas de outros (famosos, mediáticos).
No fundo, as conquistas de uns são tão meritórias como as de outros. Uns e outros partilham da mesma quimera: superarem-se e serem mais felizes. É tudo uma questão de escala...

Em tantas outras circunstâncias, é disto que as pessoas vivem, sobretudo nos tempos mais difíceis: pequenas metas e ambições pessoais que impõem a si mesmas como estimulantes para cada novo dia. "Pequenas", disse eu; a de Phillipe Miller tinha alguns kilómetros...

domingo, março 27, 2011

"À L'ÓRIGINE", esta terça-feira (29 Março)


Esta terça-feira, 29 de Março, não percam:

"À L'ÓRIGINE" (2009), de Xavier Giannoli, com interpretações de François Cluzet, Emmanuelle Devos e Gérard Depardieu.
Entrada gratuita. Às 18h15, na sala 128.

Sorteio de um bilhete para cinemas UCI.

SINOPSE
Na França dos dias de hoje, um vigarista profissional faz-se passar por gerente de uma empresa responsável pela grandiosa construção de uma estrada. Ele engana a todos na região, envolve uma centena de funcionários e desvia uma boa parte dos investimentos para o seu próprio bolso. Mas no caminho dessa estrada há uma pequena cidade, onde ele vai conhecer uma mulher. É essa mulher que lhe irá revelar um novo olhar para o mundo e para ele mesmo.
Baseado numa histórica verídica.

(fonte: http://www.epipoca.com.br/filmes_detalhes.php?idf=23166)


TRAILER

terça-feira, março 22, 2011


Com uma audiência bem composta, "Animal House" arrancou, esta semana sim, muitas gargalhadas.

Próxima terça-feira (29 Março), já sabem, não percam: "A L'Origine" (2009), de Xavier Giannoli. Às 18h15.

quarta-feira, março 16, 2011

"ANIMAL HOUSE" adiado para 22 MARÇO

O Cineclube FDUP pede as maiores desculpas a todos os que compareceram na sessão de terça-feira e que não puderam assistir ao filme"Animal House".
Por manifestos (e uns atrás dos outros) (e diferentes) problemas técnicos, não foi possível exibir o filme, situação que não se voltará felizmente a repetir.

Assim sendo, o filme "Animal House" será exibido na próxima terça-feira, dia 22 de Março, às 18h15, na sala 128 (e não na sala 001, como consta do cartaz).
A todos os que vieram anteontem, venham novamente! Aos que não vieram... venham desta vez!

domingo, março 13, 2011

"ANIMAL HOUSE", esta terça-feira


Esta terça-feira, dia 15 de Março, não percas no CINECLUBE FDUP:

“ANIMAL HOUSE” (1978), realizado por JOHN LANDIS,
comédia realizada em 1978 por John Landis e que viria a marcar toda a década de 80. John Belushi, Karen Allen e e Tom Hulce nos papeis principais.


Sinopse
Numa comédia hilariante, John Landis mergulha-nos no mundo de uma "República" de estudantes - uma aventura audiciosa que tem lugar em 1962, no colégio Faber, relatando as loucuras da Irmandade Delta. Quando os "Deltas" desafiam as regras... as regras perdem!
Numa sequência alucinante de "gags", a espaços polvilhados por um humor picante, Landis consegue aqui uma comédia de belo efeito.
(fonte: http://www.dvdpt.com/a/a_republica_dos_cucos.php)


A entrada é gratuita. Sala 0.01 (piso do bar).
No início da sessão, será sorteado um convite válido para uma entrada em qualquer sala de cinema UCI.

Até terça!

sábado, março 12, 2011

NOVO CARTAZ: PROGRAMAÇÃO ATÉ MAIO


Aqui está o tão esperado cartaz com a programação do Cineclube até Maio!

As sessões regulares continuarão a realizar-se às terças-feiras, de 15 em 15 dias, na sala 0.01 (piso do bar), pelas 18h15.
A entrada é gratuita para todos: estudantes e não estudantes, sócios e não sócios, amigos e amigos de amigos.

Uma grande novidade é que passaremos a sortear, no início de cada sessão, um convite válido para uma entrada em qualquer sala de cinema UCI, caso, por exemplo, das salas de cinema do Arrábida Shopping. O convite é válido para todos os dias da semana.

Para além das sessões regulares que constam do cartaz, anunciaremos também em breve uma surpresa especial que está ainda numa fase embrionária. Fiquem atentos!

A primeira sessão é já esta terça-feira, dia 15 de Março, com o filme Animal House (1987), de John Landis, comédia americana que viria a marcar o género durante toda a década de 80.

Voltamos a lembrar que se desejarem manter-se informados da programação e outras iniciativas dos Cineclube, deverão enviar um email para cineclubefdup@gmail.com com a frase “mailing list”.

Até terça!

PROGRAMAÇÃO ATÉ MAIO:

15 MARÇO
Animal House (John Landis, 1978)

29 MARÇO
À l'origine (Xavier Giannoli, 2009)

12 ABRIL
Faces (John Cassavetes, 1968)

26 ABRIL
Cléo de 5 à 7 (Agnes Varda, 1962)

10 MAIO
Buffalo '66 (Vincent Gallo, 1998)

mailing list


Caros Cineclubistas,

Estamos quase quase a anunciar o nosso cartaz com a programação do Cineclube até Maio.
Para que possamos chegar mais perto de todos os interessados, vamos retomar o sistema de "mailing list", a partir do qual enviaremos um email antes de cada sessão para vos relembrar da data, filme e horas.

Para isso, pedíamos a todos os interessados em receber a programação do Cineclube actualizada que nos enviassem um email para cineclubefdup@gmail.com dizendo "mailing list".

Até breve!

sexta-feira, março 11, 2011



Road to Nowhere é o novo filme de Monte Hellman (o realizador de Two-Lane Blacktop), que tem sido alvo de críticas não tão simpáticas assim, mas todas de acordo quanto à "bomba visual" que parece ser este filme: imagem belíssima e alvo de um tratamento cuidadoso e um bom gosto (cores, espaços físicos, guarda roupa) clamoroso. O trailer dá já um cheirinho disso.

Monte Hellman, sobre o filme:

“While I love making things as realistic as possible, I’m interested in stories that are a little more surreal,” he said. “I’ve always been drawn to, say, what Alain Resnais did in ‘Last Year at Marienbad’, where there’s a kind of puzzle going on. I love to play with the idea of complex reality and mixing memory with present time and the whole idea of reality versus fantasy. So this is a dream project for me.”

a espada e a rosa



A Espada e a Rosa, de João Nicolau, filme que nos próximos tempos chegará às salas de cinema.

sítios onde ir

Ciclo de Cinema Africano Francófono, na Reitoria da UP - consultar aqui.




Semana Kôji Wakamatsu, no Teatro do Campo Alegre - consultar aqui.

terça-feira, março 08, 2011

Les Invasions Barbares




Um filme sobre a morte. Sobre a morte e sobre a vida. Provavelmente um dos melhores, provavelmente!...

domingo, março 06, 2011

hoje e amanhã, em Serralves



Film Socialism, o mais recente filme de Jean-Luc Godard.
Às 21h30.

sábado, março 05, 2011

muito rapidamente

Dizer que o novo filme da Sofia Coppola é um "filme sobre nada" é passar, superficialmente, apressadamente, epidermicamente, (...), um atestado de óbito a uns quinhentos (a fazer a conta por baixo) grandes filmes da história do Cinema.

Fosse realmente assim, e a seguirmos as opiniões superficiais, apressadas, epidérmicas, (...), de muita boa gente, 70% da filmografia do Antonioni era sobre nada.



Posto isto, dizer que gostei mesmo muito de Somewhere.