sábado, outubro 02, 2010

"Paranoid", de Nabil Elderkin

Elderkin has worked with West in the past, on the "Champions" video and "Welcome to Heartbreak". For this effort, the director said he initially wanted a "Clockwork Orange"-style aesthetic, but later he and 'Ye settled on an abstract, art-noir style.

"It's fantasy meets paranoid, when you get into that frame of mind and get trapped into your thoughts," Elderkin said of the video's premise. "It starts out subtle, but then it just builds. So I wanted to get that into the video, to build that into her dream sequence and get her into that paranoid state of mind."

Rihanna was cast as the lead in the video by West, Elderkin said. "That wasn't too much of a decision," he said of West's recommendation. "That was somewhere between 'hell yeah' and 'yeah.' Who wouldn't want to look at Rihanna?"

The final version of the video will be more of a narrative compared to the original idea Elderkin had. Once he began filming, some elements didn't allow for the sequencing and projections he had hoped for, so 'Ye recommended tweaks. Elderkin said West's behavior will be wolf-like in the final version, and Rihanna will be in more car scenes. West posted stills from the video on his Web site Thursday.

(fonte: http://www.mtv.com/news/articles/1612417/20090529/west_kanye.jhtml) - não consigo tirar a porra dos itálicos.


Kanye West feat. Mr Hudson - "Paranoid"





Adoro!

sexta-feira, outubro 01, 2010

Tamara Drewe



Se comédia romântica ainda quer dizer alguma coisa nos dias de hoje, então apressem-se a ver o divertido Tamara Drewe (2010, de Stephen Frears), porque pode não faltar muito para o conceito se descerebrar por completo...

nota1: O filme é baseado na banda desenhada com o mesmo nome publicada no jornal inglês Guardian.
nota2: A música que passa no trailer é óptima - é da Lilly Allen mas não me recordo agora do nome.

quinta-feira, setembro 30, 2010

a miúda é minha

got it?


The Philadelphia Story
(1940), de George Cukor.
(na fotografia: Katharine Hepburn e James Stewart)

segunda-feira, setembro 27, 2010

O Hobbit

Depois da renuncia de Guillermo del Toro ao cargo de realizador, a adaptação d'O Hobbit de J.R.R. Tolkien volta a um impasse. Desta vez foi o boicote a esta mega-produção por parte de algumas corporações e sindicatos de actores o que levou o produtor Peter Jackson, realizador da trilogia Senhor dos Anéis, a ameaçar deslocalizar a produção do filme para a europa de leste.
Fico desagradado. Sou um tremendo fã da obra de Tolkien e não queria ver este filme seguir o mesmo destino da industria têxtil do vale do Ave.

BBC News

Comunicado de Peter Jackson na integra

domingo, setembro 26, 2010

creepy




La Cérémonie (1995), de Claude Chabrol.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Notre Jour Viendra (2010), Romain Gavras

Estreou há dias em França esta primeira longa-metragem de Romain Gavras, realizador já aqui mencionado, e conhecido pelo seu estilo muito próprio na realização de videoclipes. "Stress" dos Justice e "Born Free" de M.I.A. são apenas dois exemplos.
Notre Jour Viendra conta com as participações do veterano Vincent Cassel e do estreante Olivier Barthelemy, e como grande parte do trabalho deste realizador mostra-nos cruamente parte da vida urbana francesa, embebidos em violência, velocidade, fúria e som.
Decerto também não estreará nas salas de cinema portuguesas, mas aqui fica a sugestão.

notre jour viendra - feature film trailer from ROMAIN-GAVRAS on Vimeo.

Enter the Void (2009), Gaspar Noé



Já lhe chamaram mind blowing, e os realizador descreve-o como um melodrama psicadélico. E não duvido...
O novo filme de Gaspar Noé, realizador de Irreversible (2002), não é aconselhado a epilépticos, mas os portugueses não devem preocupar-se porque decerto nunca chegara às salas de cinema nacionais.
O trailer não revela muito, mas pode-se esperar uma imensa mescla de droga, violência, sexo, Thomas Bangalter, luz e cor. Tenho curiosidade, admito.





quinta-feira, setembro 23, 2010

Hoje falava eu com um amigo a propósito do perturbador Brothers ("Entre Irmãos", na tradução portuguesa) - que ainda está aí na maioria das salas de cinema - quando o meu interlocutor soltou, complacente:

Eu quando vou ao cinema, vou porque quero passar um bom momento. Por isso não procuro filmes como esse. E também por isso não vejo filmes de terror...

E isto, naquele momento, dito daquela forma, fez todo o sentido para mim.

quarta-feira, setembro 22, 2010


Carne Trémula
(1997), de Pedro Almodóvar.

(pode parecer estranho, mas é a primeira vez que Almodóvar é referido no blog do Cineclube)

segunda-feira, setembro 20, 2010

Terrence Malick


Confesso-me um grande admirador de Terrence Malick. Gosto do género dele, do ritmo que usa. Ele consegue tornar a violência apaziguadora, a confusão em algo bem orquestrado, e tem um olho apurado para o detalhe.
Foi com The New World (2005) que o conheci, e continua a ser este o seu o filme que mais me agrada. Um filme lento, mas nem por isso pouco cativante ou desagradável. Uma extensa mostra de beleza, perfeição e bom gosto.
À semelhança do que acontece com The Thin Red Line (1998), também este filme reúne um extenso rol de estrelas, e é esta uma das mais curiosas particularidades deste realizador: apesar dos seus filmes nunca se revelarem êxitos de bilheteira, são imensas as estrelas de Hollywood em busca de um muito-precioso papel num dos seus filmes.
E de novo a história se repete, agora com The Tree of Life (ainda sem data de estreia em Portugal), que conta com a participação de Brad Pitt e Sean Penn.

Julgo ser este o filme que mais anseio ver este ano, mas parece-me que apenas em 2011 vai chegar às salas portuguesas.

sábado, setembro 18, 2010

Golf in the Kingdom,(201?) Susan Streitfeld

Ainda sem data de estreia, o segundo filme de Susan Streitfeld parece impregnado de bom gosto.
Filmado nas terras altas e na costa escocesa, conta com a participação de Malcolm MacDowell, Julian Sands e Mason Gamble.





David Bowie, para lá da música

Muito menos conhecida do que a sua carreira musical, a carreira cinematográfica de David Bowie está repleta também de boas surpresas.
O estrondoso sucesso musical na inicio da década de 70 deu-lhe o estatuto de ultimate superstar, e o sempre sequioso mundo do cinema não tardou a tentar aproveita-lo. A sua estreia em película não foi a melhor, coleccionando obras de qualidade muito dúbia em géneros como a ficção-cientifica e o fantástico.
O arrefecer da sua carreira musical trouxe-lhe algum bom senso, e os anos 80 marcaram-no com glória no meio cinematográfico. The Hunger (1983), Merry Christmas Mr. Lawrence (1983), Labyrinth (1986) e The Last Temptation of Christ (1988), este de Martin Scorcese, demonstraram que David Bowie não era apenas mais uma super estrela a forçar o seu caminho no cinema.
Já em 2006, trabalhou com o agora aclamado Christopher Nolan em The Prestige (2006), conseguindo somar mais um bom trabalho ao seu longo currículo.
Ténue, por vezes dá muito gosto ver este senhor no grande ecrã.


The Hunger (1983)

quarta-feira, setembro 15, 2010

Bronson (2008), Nicolas Winding Refn





Chamam-lhe A Laranja Mecânica do século XXI...

segunda-feira, setembro 13, 2010

nota que perde toda a sua relevância no momento em que é escrita

O post anterior era para se chamar a "questão feminina" (1): Itália, anos 60, post ao qual se seguiria um outro intitulado a "questão feminina" (2): EUA, anos 70. Neste último apareceriam duas cenas do filme The Last Picture Show (1971, de Peter Bogdanovich): a) a vertiginosa cena da swimming pool em que a estonteante e como-veio-ao-mundo-Cybill Shepherd se junta ao seus amigalhaços foliões na piscina e b) a cena em que a mesma Cybill Shepherd (agora com os trapinhos que os progenitores fizeram questão de lhe pôr logo que veio ao mundo) fala com sua mãe (a não menos estonteante, é de família, Ellen Burstyn) sobre a sua relação com o namorado, e esta última lhe diz para o largar assim que puder porque, e é qualquer coisa como isto, "para te entediares nesta vida, só tens que casar".

Nem uma nem outra estão acessíveis no youtube e a da piscina nem direito a fotografia tem no google. Malditos censores.

(Ups!, utilizei as palavras "questão feminina" e "censores" no mesmo texto?)

a "questão feminina"



L' Avventura (1960), Michelangelo Antonioni.

segunda-feira, agosto 09, 2010

don't blame the movie, blame your mind (?)













L'année dernière à Marienbad (1961), de Alain Resnais.

sábado, julho 17, 2010

domingo, julho 11, 2010

Flying Lotus meets Bruce Lee




"Dirty Chopsticks", do produtor e multi-instrumentista Flying Lotus (a título de curiosidade - é sobrinho de Alice e e John Coltrane).

"Two of my favorite things: Hip-hop and old-school kung-fu flicks", reza assim um comentário no youtube.

sexta-feira, julho 09, 2010

o chamado "papelão"


Não só carrega o mundo às costas (no filme, enquanto personagem), como também carrega o próprio filme às costas. Io sono l'amore (2009, Luca Guadagnino) vive de Tilda Swinton, e vive muito bem.

domingo, julho 04, 2010

triste constatação

É estranho já não encontrar o Medeia Cidade do Porto naquele rectangulozinho no canto lateral esquerdo de uma das páginas par do P2, do Público.
O cinema no Porto (metropolitano) ficou (muito) mais pobre e digo isto sem tergiversações de foro político ou económico: há menos cinema de qualidade (note-se bem na articulação das palavras); há menos cinema alternativo a 95% do cinema que passa nas grandes superfícies comerciais; há menos motivos pessoalíssimos de descoberta e gozo que (quase) sempre me envolviam (a mim e a muita gente) por ir ver um filme a uma sala de cinema como era a do "Cidade do Porto" (e com isto não estou a dizer que gostei de todos os filmes que lá vi, naturalmente).
O último filme que lá vi creio ter sido o (magnífico) Les Herbes Folles (do Alain Resnais), de que me aproveito agora para fazer uma pergunta muito simples (e provavelmente batida): se o filme tivesse chegado hoje a Portugal, onde o poderíamos ver no Porto (metropolitano)? Talvez no Campo Alegre, com sorte e eventualmente com um atraso signficativo; talvez no Nun'Álvares, com mais sorte ainda (até porque ainda não consegui compreender o critério da programação) e com as mesmas possibilidades de atraso*.
Talvez, talvez.


* Ou talvez num dos Cineclubes universitários - convém não esquecer que eles estão aí, cada vez mais numerosos e sedimentados.