Enquanto passeava eu pela internet, descobri uma coisa fantástica. Que existe um Samora-FanClub em Portugal, destinado apenas à promoção do Rogério Samora, com vídeos no youtube e artigos sobre novelas pelo Google fora. Confesso que fiquei abismado com tal agrupamento, e fiquei desde logo a pensar que pela FDUP também devem existir grupos assim, destinados a promover o nosso Guilherme.
O vídeo que me chamou a atenção para o Samora-Fanclub
P.S. – Se alguém tiver em casa, ou tiver acesso ao filme “ O Delfim” ou “ A Balada da praia dos cães “, faria de mim uma pessoa muito feliz, pois há já bastante tempo que os procuro para ver e simplesmente não consigo encontrar.
quinta-feira, setembro 24, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
Porquê
segunda-feira, setembro 14, 2009
domingo, setembro 13, 2009
First Blood (1982)
sexta-feira, setembro 11, 2009
09/2010
Nos próximos meses, o mercado cinematográfico será inundado por farta e boa oferta. Infelizmente, o mercado cinematográfico português é ainda bastante débil. Não questiono as opções das principais distribuidoras cinematográficas portuguesas, mas acredito que um pouco mais de variedade não melindraria alguém.
Assim, divido em dois grupos os filmes sobre que de seguida escrevo: aqueles que todos irão ver, e aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram (porque, muitas vezes, de facto não passaram).
Aqueles que todos irão ver:
Avatar - James Cameron
De novo vos falo de Avatar, mas acreditem que compreensivelmente. Muitos são os que o vaticinam como a primeira grande aventura gráfica do novo século. Um "choque térmico" como foi Titanic, há 12 anos, também de James Cameron, que desde então tem-se mantido fora das luzes da ribalta, preparando um (este) regresso em alta.
Uma história de ficção-cientifica de que pouco se sabe ainda (ou sou eu que me tenho mantido bem resguardado). Promete, acredito.
District 9 - Neill Blomkamp
Outro repetido, mas se há meses tivesse dividido os filmes em dois grupos, este decerto ficaria no grupo d'aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram.
É a surpresa do ano, sem duvida. Do estreante Neill Blomkamp, uma aventura na terra, mas pouco terrestre.
The Informant! - Steven Soderbergh
Aborda a problemática da fraudulenta gestão de multinacionais, bem como o submundo do mundo dos negócios, tudo num registo humorístico algo negro. Com um Matt Damon que dizem surpreendente, um filme decerto interessante.
The Man who Stare at Goats - Grant Heslov
Uma fusão de ficção-cientifica, acção e comédia, com um elenco de luxo, encabeçado por George Clooney e Ewan McGregor.
Nine - Rob Marshall
Depois de Chicago (2002), outro musical de Rob Marshall destinado ao sucesso.
Também recheado de estrelas, e com a presença do misterioso e bastante selectivo Daniel Day-Lewis, é um filme que decerto fará as delicias de muitos.
Não aprecio o género, mas parece-me que daqui sairá uma boa produção.
The Lovely Bones - Peter Jackson
Admito que andei indeciso sobre em que grupo deveria colocar este filme. Mas no fim a escolha pareceu-me obvia. Peter Jackson é Peter Jackson. Peter Jackson é detentor de inumeros recordes no mundo cinematográfico, e vale milhões. Peter Jackson é o realizador da trilogia do Senhor dos Aneis, e um dos mais recentes produtores de sucesso em Hollywood.
De novo nos traz uma história fantástica, mas desta festa envolta em crime e suspense. Decerto surpreendente.
Aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram:
Where the Wild Things Are - Spike Jonze
Do visionário realizador de culto de inumeros videoclips das ultimas décadas, este filme é outro dos repetentes do meu post de há meses.
Uma adaptação ao cinema da obra de Maurice Sendak que promete encher o ecran de cenas fantásticas e comoventes. Um filme para a familia, que decerto no fim se descobrirá ser bem mais que isso.
The Imaginarium of Doctor Parnassus - Terry Gilliam
Aquele que para sempre ficará conhecido como o ultimo filme de Heath Ledger. Com o projecto ameaçado pela subita morte do actor, o realizador teve a brilhante ideia (que decerto acabará por levar o filme bem mais longe do que de inicio se esperaria) de fazer Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell filmarem as cenas que faltavam a Heath Ledger, ajustando o argumento a tal "aventura".
The Invention of Lying - Ricky Gervais e Matthew Robinson
De Ricky Gervais e com Ricky Gervais (o criador da série de sucesso, The Office), este filme decerto não deveria passar despercebido do grande publico.
Antichrist - Lars von Trier
Nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, este filme gerou reacções bem distintas durante o certame. Violento e chocante, um filme a ver se se tiver estomago.
Gentlemen Broncos - Jared Hess
Uma aventura pelo mundo da comédia, com a participação de Jermaine Clement, meia-parte dos Flight of the Conchords.
Fantastic Mr. Fox - Wes Anderson
A primeira incursão pelo mundo digital do irrepreensivel Wes Anderson. Com um elenco de luxo, algo me fez coloca-lo neste segundo grupo. Não é por mal, adoro os seus filmes, mas não sei porquê acabam sempre por passar bem despercebidos do grande público.
The Girlfriend Experience - Steven Soderbergh
Cheira-me que é de facto uma experiência. Steven Sodenberg pegou numa bela actriz pornográfica, Sasha Grey, e fez dela uma actriz de cinema "normal". Dizem que a receita não ficou famosa, mas ainda assim surge em mim grande curiosidade. O argumento também não parece mau. Vou fazer por ver, sem duvida.
Assim, divido em dois grupos os filmes sobre que de seguida escrevo: aqueles que todos irão ver, e aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram (porque, muitas vezes, de facto não passaram).
Aqueles que todos irão ver:
Avatar - James Cameron
De novo vos falo de Avatar, mas acreditem que compreensivelmente. Muitos são os que o vaticinam como a primeira grande aventura gráfica do novo século. Um "choque térmico" como foi Titanic, há 12 anos, também de James Cameron, que desde então tem-se mantido fora das luzes da ribalta, preparando um (este) regresso em alta.
Uma história de ficção-cientifica de que pouco se sabe ainda (ou sou eu que me tenho mantido bem resguardado). Promete, acredito.
District 9 - Neill Blomkamp
Outro repetido, mas se há meses tivesse dividido os filmes em dois grupos, este decerto ficaria no grupo d'aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram.
É a surpresa do ano, sem duvida. Do estreante Neill Blomkamp, uma aventura na terra, mas pouco terrestre.
The Informant! - Steven Soderbergh
Aborda a problemática da fraudulenta gestão de multinacionais, bem como o submundo do mundo dos negócios, tudo num registo humorístico algo negro. Com um Matt Damon que dizem surpreendente, um filme decerto interessante.
The Man who Stare at Goats - Grant Heslov
Uma fusão de ficção-cientifica, acção e comédia, com um elenco de luxo, encabeçado por George Clooney e Ewan McGregor.
Nine - Rob Marshall
Depois de Chicago (2002), outro musical de Rob Marshall destinado ao sucesso.
Também recheado de estrelas, e com a presença do misterioso e bastante selectivo Daniel Day-Lewis, é um filme que decerto fará as delicias de muitos.
Não aprecio o género, mas parece-me que daqui sairá uma boa produção.
The Lovely Bones - Peter Jackson
Admito que andei indeciso sobre em que grupo deveria colocar este filme. Mas no fim a escolha pareceu-me obvia. Peter Jackson é Peter Jackson. Peter Jackson é detentor de inumeros recordes no mundo cinematográfico, e vale milhões. Peter Jackson é o realizador da trilogia do Senhor dos Aneis, e um dos mais recentes produtores de sucesso em Hollywood.
De novo nos traz uma história fantástica, mas desta festa envolta em crime e suspense. Decerto surpreendente.
Aqueles que nem sequer nos vamos aperceber que por aqui passaram:
Where the Wild Things Are - Spike Jonze
Do visionário realizador de culto de inumeros videoclips das ultimas décadas, este filme é outro dos repetentes do meu post de há meses.
Uma adaptação ao cinema da obra de Maurice Sendak que promete encher o ecran de cenas fantásticas e comoventes. Um filme para a familia, que decerto no fim se descobrirá ser bem mais que isso.
The Imaginarium of Doctor Parnassus - Terry Gilliam
Aquele que para sempre ficará conhecido como o ultimo filme de Heath Ledger. Com o projecto ameaçado pela subita morte do actor, o realizador teve a brilhante ideia (que decerto acabará por levar o filme bem mais longe do que de inicio se esperaria) de fazer Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell filmarem as cenas que faltavam a Heath Ledger, ajustando o argumento a tal "aventura".
The Invention of Lying - Ricky Gervais e Matthew Robinson
De Ricky Gervais e com Ricky Gervais (o criador da série de sucesso, The Office), este filme decerto não deveria passar despercebido do grande publico.
Antichrist - Lars von Trier
Nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, este filme gerou reacções bem distintas durante o certame. Violento e chocante, um filme a ver se se tiver estomago.
Gentlemen Broncos - Jared Hess
Uma aventura pelo mundo da comédia, com a participação de Jermaine Clement, meia-parte dos Flight of the Conchords.
Fantastic Mr. Fox - Wes Anderson
A primeira incursão pelo mundo digital do irrepreensivel Wes Anderson. Com um elenco de luxo, algo me fez coloca-lo neste segundo grupo. Não é por mal, adoro os seus filmes, mas não sei porquê acabam sempre por passar bem despercebidos do grande público.
The Girlfriend Experience - Steven Soderbergh
Cheira-me que é de facto uma experiência. Steven Sodenberg pegou numa bela actriz pornográfica, Sasha Grey, e fez dela uma actriz de cinema "normal". Dizem que a receita não ficou famosa, mas ainda assim surge em mim grande curiosidade. O argumento também não parece mau. Vou fazer por ver, sem duvida.
terça-feira, setembro 08, 2009
Inglorious Bastards - ainda a loucura,
desta feita sob a forma de beleza.
A actriz chama-se Mélanie Laurent. Quando a vi, no filme de Tarantino, assomou-me imediatamente a certeza de que já tinha visto aquele encanto em qualquer lado. Como não sou actor de cinema nem frequento o meio - é pena, para o caso - tive que me mentalizar abatidamente que só a podia ter visto num outro filme.... Cruel, mas é assim a vida.
Hoje descobri que foi em Paris (2008), de Cédric Klapisch, que pela primeira vez me cruzei com tão desarmante charme e delicadeza. E fogo, também...

em Inglorious Bastards.

em Paris.
Ah, também é boa actriz. A sério. :)
A actriz chama-se Mélanie Laurent. Quando a vi, no filme de Tarantino, assomou-me imediatamente a certeza de que já tinha visto aquele encanto em qualquer lado. Como não sou actor de cinema nem frequento o meio - é pena, para o caso - tive que me mentalizar abatidamente que só a podia ter visto num outro filme.... Cruel, mas é assim a vida.
Hoje descobri que foi em Paris (2008), de Cédric Klapisch, que pela primeira vez me cruzei com tão desarmante charme e delicadeza. E fogo, também...

em Inglorious Bastards.

em Paris.
Ah, também é boa actriz. A sério. :)
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segunda-feira, setembro 07, 2009
a loucura por detrás da loucura
Sobre Inglorious Bastards, com tanto o que já se disse e escreveu por aí, pouco me resta acrescentar, mais não seja pelo receio de olvidar algum dos mil e um momentos, pormenores e alusões tão peculiares que a fita passa. A não ser, talvez, este apontamento partilhado com uma amiga à saida da sala de cinema:
É preciso muita loucura para realizar um filme da forma como Inglorious Bastards foi realizado. Quem o realizou?
Mas, por debaixo da ponta do iceberg, há mais: é preciso uma loucura ainda mais desconcertante para escrever o argumento de um filme como Inglorious Bastard. Quem o escreveu?
Pois. É insanidade a dobrar. E brilhantismo. Muito.
E este é, mesmo que não pareça à primeira vista ao leitor, o maior tributo que posso fazer ao homem.
Curvo-me.
É preciso muita loucura para realizar um filme da forma como Inglorious Bastards foi realizado. Quem o realizou?
Mas, por debaixo da ponta do iceberg, há mais: é preciso uma loucura ainda mais desconcertante para escrever o argumento de um filme como Inglorious Bastard. Quem o escreveu?
Pois. É insanidade a dobrar. E brilhantismo. Muito.
E este é, mesmo que não pareça à primeira vista ao leitor, o maior tributo que posso fazer ao homem.
Curvo-me.
sábado, setembro 05, 2009
As Quatro Cabeleiras do Após-Calipso
Hoje, no DN gente, suplemento do DN, página 14:
"Em Portugal, os filmes dos Beatles ficaram associados a um dos mais descabelados títulos alguma vez inventados para exibição comercial. As Quatro Cabeleiras do Após-Calipso foi o nome dado a A Hard Day's Night, o primeiro filme dos Fab Four, de 1964".
Nas páginas 6 e 7 surge o cartaz desses "quatro cabeleiras". Assim reza (usarei as técnicas ao meu dispor para ficar próximo das variações do formato das letras):
FINALMENTE!!!
OS FABULOSOS
BEATLES
NO SEU ELECTRIZANTE E APLAUDIDO FILME
OS QUATRO CABELEIRAS DO APÓS-CALIPSO
(A HARD DAY'S NIGHT)
CABELUDOS!...DESGRENHADOS!...
MAS COM UM RITMO DOS DIABOS!!!
sábado, agosto 08, 2009
Cartazes
sexta-feira, agosto 07, 2009
Filmes subvalorizados
Por muitas e diversas razões, desde a baixa nota que lhes é atribuida no IMDB, à pouca atenção que lhes foi dada pelo mercado de distribuição cinematográfica (especialmente em Portugal), bem como pelo facto de os nossos canais públicos de televisão os terem esquecido, considero estes filmes alguns dos mais subvalorizados que conheço. Obviamente que este post é totalmente subjectivo, mas julgo que em alguns dos casos recolho a concordância de muitos.
The Abyss (1989) - de James Cameron. Um bom filme de ficção-cientifica debaixo de água (as parecenças com o ambiente espacial são berrantes e óbvias, contribuindo para algum do sucesso na execução do filme).
The Assassination of Richard Nixon (2004) - discreto, mas de indiscutivel qualidade. Este filme faz-nos acompanhar o dia-a-dia de um homem descontrolado e algo esquizofrénico (Sean Penn), e acaba por nos deixar algo comovidos com a sua história e desfecho (não ao jeito de I am Sam). A partir de setembro, também disponivel na DVDteca da biblioteca da FDUP.
Birth (2004) - não concordo com quem o acusa de conter cenas de conteúdo impróprio. Uma estranha história de amor, pouco plausivel mas bem conseguida, com cenas arrepiantes e grandes interpretações.
Children of Men (2006) - uma revolucionária obra prima de cinema, de Alfonso Cuarón.
The Fearless Vampire Killers (1967) - desde miudo que o vejo com frequência (o canal TCM insiste em passa-lo pelo menos uma vez por mês, o que quer dizer algo). Um bom filme de vampiros, da autoria de Roman Polanski, que associa terror, fantasia e um timido humor. Delicioso pelo Natal.
Gattaca (1997) - um excelente filme de ficção-cientifica, com interpretações de Jude Law e Ethan Hawke. Uma história de ambição desmesurada e luta, passada num futuro próximo e nada estranho.
Le Grand Bleu (1988) - completamente desconhecido para a maioria dos que me rodeiam, este filme de Luc Besson retrata a estranha história de dois bem sucedidos mergulhadores de alta competição, Jacques Mayol e Enzo Molinari, desenhando-a com contornos fantásticos. Apaixonante, aquático, e com uma fotografia lindissima por terras da Grécia, Itália e Peru, aconselho vivamente este filme.
Heat (1995) - de novo o aconselho, e agora mais vivamente, depois de o rever e de ver Public Enemies, também de Michael Mann, e no mesmo registo. Uma frenética história de acção e assalto a bancos, culminando num fascinante jogo do "rato e do gato" entre Robert de Niro e Al Pacino.
Hulk (2003) - o de Ang Lee. Vale especialmente pelos impressionantes efeitos especiais conseguidos através de tecnologia CGI. O enredo não é o melhor e mais cativante, mas as inumeras e bem conseguidas sequências de acção preenchem essa lacuna.
In Bruges (2008) - bem humorado, realizado e interpretado, todo rodado na linda cidade de Bruges, este filme tinha tudo (inclusive Colin Farrell) para ser bem sucedido nas bilheteiras. Mas não o foi. No entanto não passou despercebido à Academia...
Life Aquatic with Steve Zissou (2004) - dos meus filmes preferidos. Bem ao estilo de Wes Anderson, com o insubstituivel Bill Murray, e com uma banda sonora de fazer inveja (o fundir do melhor de dois mundos), este filme não foi bem sucedido nas bilheteiras, e apenas foi reproduzido timidamente na televisão portuguesa. Uma boa história de humor e acção, com óptimas interpretações por óptimos actores merecia melhor.
New World (2005) - uma aventura para os sentidos, bem ao estilo de Terrence Malick. A acção não é o seu forte, mas a belissima fotografia e paisagens fazem esquecer os momentos mais parados.
Payback (1999) - um dos casos mais berrantes. Uma boa história de vingança (algo autista) com Mel Gibson, que passou alheia à maioria.
Snatch (2000) - esquecido em Portugal por altura do seu lançamento, começa agora a ganhar alguma notoriedade. Uma história de mafiosos e negócios menos licitos bem ao estilo de Guy Ritchie, com fabulosas interpretações de Brad Pitt (como cigano) e um Jason Statham então desconhecido.
Unbreakable (2000) - de M. Night Shyamalan, bem ao estilo de M. Night Shyamalan. Uma história de super-heróis que passa despercebida como tal. Não se trata de uma sequência de cansativas cenas de acção, sendo as poucas que encontramos de beleza e perfeição raras. Negro e calmo, consegue despertar grande curiosidade e suspense até ao final.
Velvet Goldmine (1998) - o retrato de uma época, de um estilo e de uma forma de estar (algo naive). Uma alegoria à carreira louca de David Bowie como Ziggy Stardust, bem conseguida através de interpretações de Ewan McGregor, Christian Bale e Jonathan Rhys Meyers. Um jogo de luzes, brilho, cor e música. Disponivel na DVDteca na biblioteca da FDUP.
The Abyss (1989) - de James Cameron. Um bom filme de ficção-cientifica debaixo de água (as parecenças com o ambiente espacial são berrantes e óbvias, contribuindo para algum do sucesso na execução do filme).
The Assassination of Richard Nixon (2004) - discreto, mas de indiscutivel qualidade. Este filme faz-nos acompanhar o dia-a-dia de um homem descontrolado e algo esquizofrénico (Sean Penn), e acaba por nos deixar algo comovidos com a sua história e desfecho (não ao jeito de I am Sam). A partir de setembro, também disponivel na DVDteca da biblioteca da FDUP.
Birth (2004) - não concordo com quem o acusa de conter cenas de conteúdo impróprio. Uma estranha história de amor, pouco plausivel mas bem conseguida, com cenas arrepiantes e grandes interpretações.
Children of Men (2006) - uma revolucionária obra prima de cinema, de Alfonso Cuarón.
The Fearless Vampire Killers (1967) - desde miudo que o vejo com frequência (o canal TCM insiste em passa-lo pelo menos uma vez por mês, o que quer dizer algo). Um bom filme de vampiros, da autoria de Roman Polanski, que associa terror, fantasia e um timido humor. Delicioso pelo Natal.
Gattaca (1997) - um excelente filme de ficção-cientifica, com interpretações de Jude Law e Ethan Hawke. Uma história de ambição desmesurada e luta, passada num futuro próximo e nada estranho.
Le Grand Bleu (1988) - completamente desconhecido para a maioria dos que me rodeiam, este filme de Luc Besson retrata a estranha história de dois bem sucedidos mergulhadores de alta competição, Jacques Mayol e Enzo Molinari, desenhando-a com contornos fantásticos. Apaixonante, aquático, e com uma fotografia lindissima por terras da Grécia, Itália e Peru, aconselho vivamente este filme.
Heat (1995) - de novo o aconselho, e agora mais vivamente, depois de o rever e de ver Public Enemies, também de Michael Mann, e no mesmo registo. Uma frenética história de acção e assalto a bancos, culminando num fascinante jogo do "rato e do gato" entre Robert de Niro e Al Pacino.
Hulk (2003) - o de Ang Lee. Vale especialmente pelos impressionantes efeitos especiais conseguidos através de tecnologia CGI. O enredo não é o melhor e mais cativante, mas as inumeras e bem conseguidas sequências de acção preenchem essa lacuna.
In Bruges (2008) - bem humorado, realizado e interpretado, todo rodado na linda cidade de Bruges, este filme tinha tudo (inclusive Colin Farrell) para ser bem sucedido nas bilheteiras. Mas não o foi. No entanto não passou despercebido à Academia...
Life Aquatic with Steve Zissou (2004) - dos meus filmes preferidos. Bem ao estilo de Wes Anderson, com o insubstituivel Bill Murray, e com uma banda sonora de fazer inveja (o fundir do melhor de dois mundos), este filme não foi bem sucedido nas bilheteiras, e apenas foi reproduzido timidamente na televisão portuguesa. Uma boa história de humor e acção, com óptimas interpretações por óptimos actores merecia melhor.
New World (2005) - uma aventura para os sentidos, bem ao estilo de Terrence Malick. A acção não é o seu forte, mas a belissima fotografia e paisagens fazem esquecer os momentos mais parados.
Payback (1999) - um dos casos mais berrantes. Uma boa história de vingança (algo autista) com Mel Gibson, que passou alheia à maioria.
Snatch (2000) - esquecido em Portugal por altura do seu lançamento, começa agora a ganhar alguma notoriedade. Uma história de mafiosos e negócios menos licitos bem ao estilo de Guy Ritchie, com fabulosas interpretações de Brad Pitt (como cigano) e um Jason Statham então desconhecido.
Unbreakable (2000) - de M. Night Shyamalan, bem ao estilo de M. Night Shyamalan. Uma história de super-heróis que passa despercebida como tal. Não se trata de uma sequência de cansativas cenas de acção, sendo as poucas que encontramos de beleza e perfeição raras. Negro e calmo, consegue despertar grande curiosidade e suspense até ao final.
Velvet Goldmine (1998) - o retrato de uma época, de um estilo e de uma forma de estar (algo naive). Uma alegoria à carreira louca de David Bowie como Ziggy Stardust, bem conseguida através de interpretações de Ewan McGregor, Christian Bale e Jonathan Rhys Meyers. Um jogo de luzes, brilho, cor e música. Disponivel na DVDteca na biblioteca da FDUP.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Public Enemies
3 anos depois, Michael Mann volta ao grande ecrã com um negro e frenético filme de gangsters.Muito ao jeito de Heat (1995) e Collateral (2004), algo descontrolado e nada estático, Public Enemies retrata um pequeno trecho da vida criminosa de John Dillinger, um assaltante de bancos dos anos 30 do século passado, e os seus perseguidores - o maquiavélico J. Edgar Hoover inclusive.
Apesar das excelentes sequências de acção, o filme está também recheado de inumeros e bem conseguidos "escapes" de violência. Uma pouco provável (mas bonita, ora essa) história de amor, uma banda sonora surpreendente e ajustada, e uma incólume fotografia, bem como excelentes interpretações pelo vastissimo numero de actores.
Assaltos, romance, jazz e muitas tommy guns, tudo isto neste bom filme, levado à tela por Johnny Depp, Christian Bale e Marion Cotillard entre outros.
Eu gostei.
quinta-feira, julho 16, 2009
o pecado dos guionistas

A propósito do ciclo de cinema do Campo Alegre, já por aqui publicitado, apraz-me fazer um breve comentário sobre o filme de terça: Mio Fratello è Figlio Unico (Itália, 2007), de Daniele Luchetti.
A melhor forma de iniciar este comentário é explicar o porquê de ter ido ver o filme, já que esse iter é para aqui fundamental: quis ver Mio Fratello è Figlio Unico quando soube que os guionistas da película eram os mesmos responsáveis pelo filme La meglio gioventù (Itália, 2003), de Marco Tullio Giordana. Isto porque gostei tremendamente deste último. Com outro dos responsáveis pelo Cineclube da FDUP, o Tiago, partilhei (aquando da ida) e partilho ainda hoje apontamentos sobre esse filme maravilhoso.
Mas adiante.
Exposta esta relação causa-efeito, devo então dizer que este Mio Fratello è Figlio Unico apresenta uma história perfeitamente decalcada do La megliò gioventú, com a agravante de ser francamente mais vulgar, monótono, sem chama. Isto aos olhos de quem viu anteriormente o La meglio gioventù. Acredito que Mio Fratello è Figlio Unico possa eventualmente ser bem mais vibrante quando visto sem conhecimento prévio do outro.
Retomando o apontamento: decalcado porquê?
As personagens: a família italiana pitoresca, os dois jovens irmãos como personagens principais e uma mulher entre os dois (e os dois apaixonados, em tons diferentes).
O contexto histórico: anos 60/70 no fervilhar dos movimentos operários, meias-revoluções, comícios de estudantes esquerdistas, marxismos-leninismos, fascismos e saudosismos da vecchia signora da camisa negra , etc. etc..
A nostalgia: catrapada de despedidas, meias-despedidas; umas físicas, outras mais espirituosas.
A perturbação emocional de um dos irmãos ao longo de toda a fita: no caso de Mio Fratello è Figlio Unico, o jovem Accio.
O carinho inatacável entre os dois irmãos, não obstante as divergência marcantes na personalidade, nos afectos, ou até, a dada altura, nas convicções políticas.
A mulher: serena, belíssima, apaziguadora. Um híbrido elo entre os dois irmãos.
Concluindo: foi ver um remake ou uma sequela sem o encanto e profundidade do original.
Salva-se a lindíssima actriz Diane Fleri (Francesca), a excelente interpretação de Elio Germano (Accio Benassi) e, curiosamente, a meu ver, o título do filme: numa família com três filhos, Accio comporta-se, de facto, como um verdadeiro filho único - e ignoremos por agora os contornos mais ou menos definidos do termo.
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TCA
domingo, julho 12, 2009
sábado, julho 11, 2009
O segredo de um Cuzcuz

La graine et le mulet. (info.)
Pode parecer uma redundância, mas não é: este filme é verdadeiramente realista. Palavras breves: entramos na vida de uma família de origem magrebina, a viver em França, com problemas de (1) pessoas comuns e de (2) integração na sociedade françesa (embora este não seja este o ponto central do filme).
Vê-se muito ao longo de quase duas horas e meia, se calhar demasiado, entramos no micro mundo da família, até que... se torna quase intolerável e o filme fecha em 20/ 30 minutos de angústia. O que só nos é dado a sentir pela qualidade da obra.
*Interpretação muito boa de Habib Boufares (Slimane) e, melhor (representando aquela que é, a meu ver, a personagem mais curiosa do filme), de Hafsia Herzi (Rym).
**Jorge Mourinha, Público: "um filme que respira a vida como ela é e tem gente de carne e osso lá dentro, tratada com a dignidade que ela merece."
Bom Cinema no Verão do Campo Alegre
Está de volta o ciclo "Um ano de Cinema(s)" ao Teatro do Campo Alegre, até Setembro, com sessões diferentes todos os dias às 18.30h e 22h. Bilhetes a 3,5€. A não perder, entre filmes oscarizados, menos divulgados, regressos de grandes cineastas e algumas estreias. Eu vou estar por lá.A programação completa (e legível) pode ser encontrada em http://www.medeiafilmes.pt/noticias/noticias.htm
segunda-feira, junho 15, 2009
sábado, junho 13, 2009
terça-feira, junho 09, 2009
Escapar
segunda-feira, junho 08, 2009
Os filmes dos últimos dias
Do já falado ciclo em homenagem a Bénard da Costa, durante a semana passada, recomendo vivamente:





quarta-feira, junho 03, 2009
Uma remissão e um obrigada
Porque é um elogio ao Cineclube que nos enche de orgulho. Porque o que atingimos em Cannes este ano deve encher de orgulho não apenas os cinéfilos, mas todos nós. Porque é preciso fazer crescer o Cinema, crescendo com ele. Espreitem:
http://torreaosul.blogspot.com/2009/05/cineclube.html
Porque também nunca é demais lembrar Bénard da Costa, sugiro que quem ainda não foi ao Campo Alegre, vá até ao fim desta semana, lembrar os "filmes da vida" de alguém que viu mais, soube mais, e fez mais pelo Cinema em Portugal do que qualquer outro.
http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=231908
http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=231919
É pena não passarem o Johnny Guitar, aquele que Bénard muitas vezes disse ser um dos seus favoritos de sempre. Felizmente existe na Dvdteca do Cineclube (ainda que em versão sem legendas), por isso corram à Biblioteca - é um grande filme!
http://torreaosul.blogspot.com/2009/05/cineclube.html
Porque também nunca é demais lembrar Bénard da Costa, sugiro que quem ainda não foi ao Campo Alegre, vá até ao fim desta semana, lembrar os "filmes da vida" de alguém que viu mais, soube mais, e fez mais pelo Cinema em Portugal do que qualquer outro.
http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=231908
http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=231919
É pena não passarem o Johnny Guitar, aquele que Bénard muitas vezes disse ser um dos seus favoritos de sempre. Felizmente existe na Dvdteca do Cineclube (ainda que em versão sem legendas), por isso corram à Biblioteca - é um grande filme!
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