



L'Eclisse (1962), de Antonioni.
The Third & The Seventh from Alex Roman on Vimeo.
"A FULL-CG animated piece that tries to illustrate architecture art across a photographic point of view where main subjects are already-built spaces. Sometimes in an abstract way. Sometimes surreal."Majestoso.
P.s.: Decidi fazer um embed do video, mas sugiro que o vejam no Vimeo, e de preferência em fullscreen. (link)


Home (2008), de Ursula Meier com Isabelle Huppert, ensaia a história de uma família de cinco, que vive numa moradia encravada e dividida por uma auto-estrada que foi construída, mas que não é utilizada, usufruindo da estrada para conseguir ir por um caminho de terra até à cidade, para conseguir chegar à sua caixa de correio e para conseguir mandar os miúdos para a escola. Basicamente a estrada serve de prolongamento ao que anteriormente seria o resto do jardim, tendo crescido completamente desenquadrada do resto.O problema é que a estrada que estava abandonada, passa de um dia para o outro a ser utilizada, depois das devidas obras que faltavam concluir, surgindo então uma nova auto-estrada, capaz de fazer milagres de condução aos seus utilizadores que passam a encurtar as suas viagens de casa para o trabalho. Isto, a cerca de 15 metros, se tanto, da casa. Colado ao jardim que todos os dias preenchia o dia da filha mais velha cuja única actividade na vida é apanhar sol no jardim. Pelo meio junta-se a filha nerd que vive na paranóia do envenenamento por chumbo, o marido que tem de deixar o carro do lado de lá da estrada porque a casa passa a estar encravada no meio do nada, o filho pequeno que descobre o túnel por onde podem ir de um lado para o outro e a mãe completamente neurótica e dona de casa que continua a tentar a levar a sua vida normalmente embora tenha trânsito a passar-lhe mesmo diante dos olhos dia e noite sem parar.
Critica por Daniela Ramalho
Caros cineclubistas, temos 10 bilhetes duplos para esta antestreia. Enviem um email para o já habitual cineclubefdup@gmail.com, com o vosso nome e nr. de telefone. Os convites podem depois ser levantados nas bilheteiras do Cidade do Porto!
um filme de Inês Oliveira
com Diogo Dória, Ricardo Aibéo, António Fonseca, António Poppe, Rita Loureiro, João Cabral, Rita Durão, Pedro Hestnes
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo > Selecção Oficial em Competição
Festival de Premiers Plans, Angers > Selecção Oficial, Fora de Competição
terça-feira, 9 de Março
21h45
Cinema Cidade do Porto
Sala 1
O que me aconteceu neste filme foi criar caminhos e percorrê-los ao mesmo tempo.
Observei problemáticas que se prendem com a viragem de século (neste caso até de um milénio), comparei-as com as do século passado: a passagem de um “mundo” para outro (revolução industrial, novas ideologias construídas em cima das ruínas das anteriores…). Observei também a hipótese que o mundo globalizado de hoje oferece a quem quer viver à margem, por exemplo, numa Ìndia imaginária. Poder gritar à vontade e não ser ouvido – é uma angústia do nosso tempo.
Não desenvolvo uma narrativa linear, convencional, mas lanço uma: o rapto do director de uma empresa. Um acto vão, inconsequente, ignorado, abafado. Quantas são as narrativas que nos lançam diariamente as televisões e jornais, com protagonistas, antagonistas, intrigas e personagens secundárias, que depois nunca se desenvolvem ou desenlaçam? O absurdo ganha à lógica?
Apesar do cinema ser uma arte do tempo e do espaço, este filme é acima de tudo uma construção em três actos, três “écrans” de cinerama, que se aglutinam, contradizem e justapõem. Não se sintetizam. Implodem.